<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755</id><updated>2012-01-27T15:03:14.756-02:00</updated><title type='text'>Alguns Momentos</title><subtitle type='html'>A vida é feita de histórias. Boas e ruins. 
Surpreendentes ou não. Você nunca estará livre de histórias marcantes.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>116</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-8926440467279186517</id><published>2012-01-27T12:05:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T12:07:12.831-02:00</updated><title type='text'>Crônica de uma traição conveniente</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-a4kYPL-FU9A/TyKvb90_HRI/AAAAAAAAAMQ/Jbx85bfueNY/s1600/traicao"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 231px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-a4kYPL-FU9A/TyKvb90_HRI/AAAAAAAAAMQ/Jbx85bfueNY/s320/traicao" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702312973192600850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na academia, ela me olha. Com uma laicra indecente, força de vontade e muita sensualidade. Ela é casada. Muito bem casada, segundo dizem por ai. Mas, na verdade, após alguns anos de união ninguém é completamente bem casado. Sempre haverão segredos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor só é bom no cinema. Na vida, só é bom se doer. Mas casamento e amor muitas das vezes não tem nada a ver com sexo. Tornam-se coisas distintas, incapazes de mistura ou influência mútua. Você pode ser casado sem amar e muito menos fazer sexo. Pode fazer sexo sem amar ou ser casado. Ou pode amar sem fazer sexo ou colocar aliança no dedo. Tudo pode, se é que me entendem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, lá vem ela. Passa por mim. E me vem o sinal. Canto de olho. Um olhar curioso, depois um sorriso provocante. Um belo indicador de que ali há uma curva para perdição. Eu viro, entro e acelero. Chamo para um papo. Direto, sem cerimônia, nem conquista. Afinal, não temos o que conquistar. Somos casados e pronto. Essa é a condição. Conversa vai, conversa vem, conversa quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai fazer a hidro hoje? - pergunto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E que a horas acaba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 10 da noite. Tarde, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou cedo. Depende do que a gente queira fazer. Posso, discretamente, assistir a sua aula?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- rsrsrs. O que você quer de mim, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 21h30 eu lá estava. Nadando na raia próxima, acompanhando aquelas pernas irem e voltarem debaixa d´água. Às 10 em ponto, ela finalizou os exercícios, mas resolveu nadar um pouco também. Não entendi (ou entendi) porque, mas aprovei, claro, e continuei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 15 minutos, estávamos a sós. A luzes ainda acesas a espera do tratador e vigia. Ela saiu da piscina. Linda, cabelos longos, castanhos. E aquele andar... que andar! Subi também. Fui ao vestiário. Errei a porta e entrei no feminino. E lá estava a moça, inteiramente linda, brilhante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silenciosos, sorrimos e nos beijamos. Demoradamente, ardentemente e ilegalmente, nos beijamos. Ali ficamos por mais de 20 minutos. Apertados a mais pura vontade de transar. Simplesmente, trasar. Sem amor, nem pressão. Apenas uma leve e boa preocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após isso, um até logo e a sensação de praticamente nada mudou em nossas vidas. Só ganhamos alguns instantes a mais de diversão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-8926440467279186517?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/8926440467279186517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2012/01/cronica-de-uma-traicao-conveniente.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8926440467279186517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8926440467279186517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2012/01/cronica-de-uma-traicao-conveniente.html' title='Crônica de uma traição conveniente'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-a4kYPL-FU9A/TyKvb90_HRI/AAAAAAAAAMQ/Jbx85bfueNY/s72-c/traicao' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-8742403709224364743</id><published>2012-01-20T11:44:00.002-02:00</published><updated>2012-01-20T11:44:32.912-02:00</updated><title type='text'>Riqueza</title><content type='html'>Por muito tempo eu busquei dinheiro. Por muito tempo eu quis ter mais e mais coisas. Na maior parte da vida eu fui feliz quando tinha algo novo, quando consumia, quando me tornava dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria riqueza, queria tesouros, queria luxo. Mas não queria a mim. Não queria ninguém. E aí veio você. Parecia que seria mais uma. Parecia que ia ser só consumo. Parecia que ia chegar e ir embora como as outras. Mas você ficou e eu gostei. Eu vi que tinha algo além do trabalho, do dinheiro e da ostentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi que tinha amor. E minha riqueza mudou. Virou sentimento. Desejo. Paixão. Tesão. Você. Acho que se fosse possível, te compraria. À vista e sem desconto. Porque você vale muito mais do que parece. Porque estar com você não tem dinheiro que pague. Não tem joia que brilhe mais que teus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo mais que eu tenho ficou pra segundo plano. Ficou de lado. A bolsa de valores da minha vida agora só quer saber das suas ações. Meu cofre quer guardar teu coração. Hoje, você é meu tesouro. Você é minha riqueza. No fim do arco-íris, meu pote de ouro é você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-8742403709224364743?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/8742403709224364743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2012/01/riqueza.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8742403709224364743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8742403709224364743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2012/01/riqueza.html' title='Riqueza'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-149860829514897649</id><published>2012-01-16T15:42:00.003-02:00</published><updated>2012-01-16T15:50:57.043-02:00</updated><title type='text'>E agora que a festa acabou, meu camarada?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-T9G7D7OI3C0/TxRiO9cjDeI/AAAAAAAAALw/OD2hcGulFRs/s1600/casal-briga-tatica-guerra.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 289px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-T9G7D7OI3C0/TxRiO9cjDeI/AAAAAAAAALw/OD2hcGulFRs/s320/casal-briga-tatica-guerra.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698287437682511330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você está há uma semana solteiro após o término de um relacionamento de quatro anos. Numa festa, vai ao bar comprar uma cerveja e lá está ela. Mais bonita do que quando você a deixou. Acompanhada. Quem é o cara? Xis. O frio vai tomando a barriga. Seu sorriso fica amarelo. Lá vem o suor. Reintegrado ao grupo e com a cerveja na mão, você não consegue ouvir nada. Apenas levar a cerveja à boca em um ritmo anormal. Ela passa à sua frente. Finge que não o vê. Está de mãos dadas. Anda e para no meio da pista de dança. Sorri para o acompanhante e, mexendo o corpo com cara de feliz, o beija. Você olha aquilo. A garganta trava. Permanece ali uns 15 minutos, inventa uma desculpa e vai embora. Cai na cama. Irreconhecível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa situação é comum entre os marmanjos. Em relacionamento, arrependimento é mais coisa de homem. As mulheres têm uma capacidade de avaliação bem mais apurada que nós. Se só imaginam que podem se arrepender, pensam, pensam, pensam e só decidem quando estão certas de que o problema é superável sem grandes transtornos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, homens, não. Somos como animais iludidos. Se a galera toda está solteira, por exemplo, na farra, logo nos sentimos tentados a cair na gandaia. Uma vez certos de que aquele vidão de noite em noite é que é bom, começamos a detonar uma rotina até então tranquila de um relacionamento. Queremos sair mais do que de costume, reclamamos das cobranças mais do que deveríamos e assim abrimos uma crise. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa mente gera, então, uma ideia de que namorar é estar preso. Aquilo se intensifica a medida que se comenta aquele sentimento com os amigos. "É isso mesmo! Não deixe que ela tire a sua vida. Somos novos!", incentiva o amigão. Aquela ideia vira fixação. Em pouco tempo, você está na frente dela dizendo que não aguenta mais, que está se sentindo muito preso e etc e tal. Pede um tempo e vai embora. Tempo? Isso mesmo. Como somos muito inteligentes, escolhemos o "tempo" porque ainda se deixa uma esperançazinha e evita que ela chute o balde de uma vez ou viva na farra também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, nós, claro, caímos na farra. Bebida, azaração com a galera, liberdade! Ela nunca vai saber mesmo. Afinal, a coitada está em casa, chorando. Mas como a gente não é besta nem nada, damos uma ligadinha de vez em quando pra dizer que estamos com saudades e que o tal "tempo" vai ajudar na busca da felicidade do casal. Na segunda semana, porém, ela começa a se indignar. Já soube que você vive na farra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era questão de tempo, acaba descobrindo sua ficada com uma periguete qualquer. Ai danou-se. A raiva vira decepção. E, ao contrário dos homens, elas sentem desgosto e não ciúmes. É como se ficássemos mais sujos e nojentos após uma pegada aqui outra acolá. Isso destrói o encantamento que existiu nos últimos quatro anos. Ai, bau, bau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela resolve aparecer com outro, já era. Você pode até tentar, voltar, chorar, pedir perdão, prometer a Deus e mundo que jamais fará coisa parecida, mas já foi. A ilusão lhe tirou uma ótima e tranquila companhia. Agora terá que encontrar outra. Na farra ou em qualquer lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-149860829514897649?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/149860829514897649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2012/01/e-agora-que-festa-acabou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/149860829514897649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/149860829514897649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2012/01/e-agora-que-festa-acabou.html' title='E agora que a festa acabou, meu camarada?'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-T9G7D7OI3C0/TxRiO9cjDeI/AAAAAAAAALw/OD2hcGulFRs/s72-c/casal-briga-tatica-guerra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-6670713393744251447</id><published>2012-01-06T08:39:00.003-02:00</published><updated>2012-01-06T09:00:57.834-02:00</updated><title type='text'>Sem empréstimo</title><content type='html'>Como assim, menina? Você vem, agora, me pedir emprestada a coleção de vinis do Chico como se não fosse nada? Depois de tanto tempo sumida você reaparece pra pedir um favor, nas suas palavras, “bobo” e não se dá nem ao trabalho de explicar o que aconteceu? Por onde você andou nos últimos 2 anos? Quer meus discos do Chico pra quê? Vai ouvir com quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, mocinha. Não é assim. Você não pode achar que vai voltar depois de ter me deixado sem nenhuma notícia sua e voltar a viver as coisas como eram antes. Tu não tem mais o prestígio que tinha. Não mesmo. A chave da porta mudou e você não entra mais sozinha pra poder revirar meus armários e prateleiras e levar o que quiser. Mesmo com a promessa de devolver rapidinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não te empresto mais nada. Não tem coletânea de Chico, não tem antologia do Bandeira, não tem DVD do Poderoso Chefão. Não te empresto nem mesmo uma camisa pra você usar na manhã seguinte. Nem um filtro de papel pra você ir fazer café em casa. Não te empresto, nem dou mais nada. Principalmente porque você sumiu e até hoje não devolveu meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-6670713393744251447?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/6670713393744251447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2012/01/sem-emprestimo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6670713393744251447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6670713393744251447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2012/01/sem-emprestimo.html' title='Sem empréstimo'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-7656803012069779128</id><published>2012-01-02T11:33:00.000-02:00</published><updated>2012-01-02T11:33:02.413-02:00</updated><title type='text'>Para o ano novo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu não tenho grandes planos. Não pensei em nenhum pedido pra fazer quando pular as sete ondas, ou quando comer a colher de lentilha. Aliás, eu nem acredito nessas superstições. O que eu quero mesmo é que as coisas entre nós não mudem. Será que posso pedir isso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pedir pra continuar ao teu lado nas horas boas e ruins – na alegria e na tristeza, na saúde e na doença... e todo aquele papo que o padre ainda não nos disse, mas quem sabe a gente não para pra ouvir isso nesse novo ano? Ou no próximo. Isso não importa, contanto que você esteja aqui. Fosse só por isso, eu mesmo poderia te dizer essas palavras na hora em que você quisesse ouvir. Quer agora? Eu te prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te... não é assim?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu quero mesmo é continuar acordando com você, nem que seja só aos finais de semana. Nem que seja só um a cada mês. Nem que seja pra te levar pra casa antes do café ou pra ficar de preguiça e levantar já na hora do almoço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu quero receber mais mensagens de bom dia. Quero continuar comprando teu chocolate preferido. Quero te embebedar pra você acordar de ressaca no dia seguinte e eu poder cuidar de você. Quero viajar. Quero comer. Quero sonhar. Pode pedir essas coisas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Posso pedir pra continuar te desejando todo dia? Posso pedir pra ter um ano cheio de mensagens safadas no e-mail? Posso pedir pra gente brigar, ficar emburrado, mas depois se entender e dar risada juntos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por que é isso que quero. Quero você. Quero que as coisas permaneçam, mas que cresçam. Que a gente continue, mas que continue sempre pra frente. E quero te amar. Aqui, aí, lá longe, ao vento, debaixo da chuva, sem luz. Quero tua risada, teu dengo, teu carinho. Te quero rica, pobre, triste, feliz. Não interessa. Contanto que seja você. Posso querer isso pro ano que começa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-7656803012069779128?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/7656803012069779128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2012/01/para-o-ano-novo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7656803012069779128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7656803012069779128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2012/01/para-o-ano-novo.html' title='Para o ano novo'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-7612712487348284228</id><published>2011-12-23T08:00:00.001-02:00</published><updated>2011-12-23T08:00:05.210-02:00</updated><title type='text'>Cartão de Natal</title><content type='html'>Coração fechado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe que não acredito em frases radicais do tipo “nada é para sempre”. Também não sou ingênuo para acreditar que todos os seres humanos são puros. Mas mesmo com essa impureza, uma característica deve ou deveria ser sentida para sempre: gratidão e reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito, sim, no tal “não cuspa no prato que comeu”. O famoso dito não serve apenas para relacionamentos. Serve para que você não saia falando mal da sua amiga, chamando ela de gorda – quando na verdade o seu sonho era entrar nas calças que ela entra – porque discutiu, por algum motivo imbecil, com ela. Não tente humilhar seu irmão porque ele fez alguma coisa que você não gostou. E, logicamente, também vale para namoros, casamentos e afins. Não queira jogar em cima de mim uma culpa que é única e exclusivamente sua. A terapia está aí, por que você não tenta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma relação se esgota, mesmo que não tenha sido você a motivadora do fim, não fale mal do seu passado. Certamente muitas alegrias ele te deu. Você é hoje o que aprendeu dele. Mas a cada dia vemos mais e mais o contrário. As pessoas renegam o que viveram. Destroem-se, destroem o coração e a dignidade de seu parceiro. E depois ela sai por aí dizendo que a culpa do fim foi o fato dele ter feito alguma besteira. A morte de Tiradentes revivida no amor. Atira no ex e sai jogando seus restos mortais para o resto da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano está acabando e, como sempre, é importante colocar na balança os feitos positivos e os negativos. Valorize sempre as coisas positivas. Amizades fortes que só dependem de ti para serem duradouras. Uma conversa franca com sua mãe, pai, irmão, avô. Os momentos de risadas, de prazeres, de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aprenda com as coisas ruins. Por favor, aprenda. Não volte a errar o que você está errando agora. O que você errou comigo. Particularmente, aprendi muito este ano. O maior ensinamento que recebi foi: "Não adianta amar quem não quer, nem merece, ser amado". Perda de tempo. Apenas isso. Então não volte a parecer disponível para os outros enquanto você está indisponível para você mesma. Não se iluda com a ideia de que é amada por alguém quando nem você mesma se ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, digo que é importante planejar o seu próximo ano. Ponha no papel todos os feitos que você quer realizar. Suas metas, seus sonhos. Mas não se esqueça de pensar no que fará assim que acabar de ler este texto. O agora é a mão que abre a porta do amanhã. De que adianta focar apenas na próxima temporada, se a qualquer segundo pode ocorrer um fato novo que mude sua vida? Esteja preparada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Natal. Feliz Ano Novo. Boa sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;De um coração partido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-7612712487348284228?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/7612712487348284228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/12/cartao-de-natal.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7612712487348284228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7612712487348284228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/12/cartao-de-natal.html' title='Cartão de Natal'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-5139069920708790520</id><published>2011-12-18T02:21:00.000-02:00</published><updated>2011-12-18T02:21:33.207-02:00</updated><title type='text'>Carta de (des) amor II</title><content type='html'>Fernanda,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu to cagando pro seu papel bonito e perfumado. Igual a esse eu tenho uma dúzia de rolos no banheiro que me servem pra limpar a bunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua história? É isso que você quer? Sua história é a de uma menininha burra que nunca tinha saído do mundinho de proteção que os pais criaram. A de uma menina sem vida, sem conhecimento, sem vivência. A virgenzinha que sonhava em casar com o príncipe encantado, ter filhos e cuidar da casa até morrer. Essa ERA a sua história até eu aparecer e te mostrar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse por mim você estaria casada com algum daqueles merdas de vizinho que sua mãe tem e vive achando que são os homens ideais pra sua vida. Não fosse eu você teria perdido a virgindade no escuro, com um barrigudo de meia social preta que teria bombado até gozar e saído de você. E você acharia até hoje que isso é sexo. Ou melhor, acharia que isso é amor. Essa é a sua história, “Fê”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse eu você não teria estudado, não teria aprendido idiomas, não teria viajado o mundo. Não fosse eu você não teria comprado um carro, não teria um diploma, não teria sonhos. E agora você vem com esse papo de viver a SUA vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais são os seus desejos? Por que nunca os dividiu comigo? Por que fingiu por tanto tempo que estava tudo bem? Por que aceitou tão passivamente as minhas opiniões e certezas? Não era pra ser assim. Eu sempre te quis independente, mas me parece que você não entendeu assim. Você se livrou da cidade interiorana, mas a cidade interiorana não se livrou de você, né? Seu pensamento mínimo ainda está aí, cravado na sua cabeça. E eu só posso sentir pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus sonhos são realmente meus. Os meus sonhos são o que busco realizar. Você estava encaixada em vários deles. Outros muitos foram sonhados pra você. Mas há tempos parece que você se colocou fora de tudo. Dos meus, dos seus e dos nossos sonhos, planos e vidas. E agora quer dizer que vai viver? Viver o quê? Duvido que você dê conta de alugar um apartamento. Até pensei que sim, mas depois disso tudo, duvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você que se foda. Você que se vire. Você que busque seja qual for a merda que tiver na cabeça. Eu não to nem aí. Vou é viver minha vida patética com a piranha que acha que sou rico, bonito e poderoso. Ela, pelo menos, não se priva de dizer o que pensa olhando na minha cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa sorte. Mas quando quebrar a cara no mundo, por favor, não volte chorando. A porta não vai estar aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: cheire esta carta. Esfreguei a bunda nela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-5139069920708790520?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/5139069920708790520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/12/carta-de-des-amor-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/5139069920708790520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/5139069920708790520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/12/carta-de-des-amor-ii.html' title='Carta de (des) amor II'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-1641392487454962918</id><published>2011-12-09T08:58:00.000-02:00</published><updated>2011-12-09T08:58:54.062-02:00</updated><title type='text'>Carta de (des) amor</title><content type='html'>Pedro,&lt;br /&gt;Me desculpe se, pelo envelope bonitinho e a folha perfumada, você está pensando que essa será mais uma das minhas cartinhas de amor para você. Não é. E já te aviso logo porque não há o menor problema se você quiser parar de ler por aqui. O recado já está dado: não é uma carta de amor, sim de despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você partiu para esse segundo parágrafo só posso dizer uma coisa: agora é por sua conta e risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou indo embora, Pedro. Estou deixando você para não deixar a mim mesma. Estou buscando uma vida longe da sua, para poder ter a minha própria. Minha história já que não podemos ter a nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenda que eu sou uma mulher com desejos, sentimentos e opiniões. Entenda que todos os seres humanos são assim. Quem sabe partindo deste princípio você deixe de querer ter sempre a opinião correta, verdadeira, definitiva e passe a ouvir os outros. Passe a acatar os conselhos que lhe dão. Passe a ceder um pouco e realize os desejos de outros que não são os seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou indo embora, Pedro e, desta vez, é para nunca mais voltar. Compre um espelho novo, olhe para sua cara e perceba quão patético você é. Um choque de realidade não te fará mal. Só você acha que é tão poderoso, rico e bonito quanto você pensa. Quer dizer, você e aquela piranha com quem você anda saindo, achando que me enganava. Outra coitada enganada. Acha mesmo que você é rico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você um completo idiota. Que não sabe que ela só está interessada no seu suposto dinheiro e quando não está com você sai por aí com muitos outros. Esses, ricos de verdade. Realize, Pedro. Sua vida é um fracasso.&lt;br /&gt;Tchau. Não me procure, não me ligue, não queira saber de mim. Não há nada mais aqui que eu possa te oferecer. E nem que tivesse. Seja feliz com sua vida patética. Realize seus sonhos sozinho, afinal, eles são seus. Nunca foram nossos. E morra sozinho também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Fernanda&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: deixe de ser ridículo e pare de cheirar essa carta. O perfume não é meu. É da piranha. Eu nunca usaria coisa tão barata e doce.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-1641392487454962918?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/1641392487454962918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/12/carta-de-des-amor.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1641392487454962918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1641392487454962918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/12/carta-de-des-amor.html' title='Carta de (des) amor'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-8367896117710412343</id><published>2011-12-02T09:03:00.000-02:00</published><updated>2011-12-02T09:03:48.312-02:00</updated><title type='text'>Os sonhos são seus</title><content type='html'>Olha, eu estava aqui na minha. Quieto. Foi você quem chegou falando um monte de coisas. Foi você quem me tirou da minha serenidade e dos meus objetivos. Meus planos eram outros. Inclusive, apaixonar-se não estava entre eles. Mas você chegou. E me ganhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os sonhos são seus. Eu nunca quis conhecer o Pantanal. Aliás, nem de mato eu gosto. Quem trouxe promessas e delírios foi você. Quem imaginou um futuro pra nós dois foi você. Eu embarquei, sim. Eu me deixei levar. Fui na inércia do calor da paixão. Fui acompanhando o curso do rio que leva teu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabe, lá atrás, quando apaixonar-se não era uma opção, eu tinha outras opções. Eu queria estudar. Eu queria fazer um filme. Queria dançar e cantar no videokê do boteco da Dona Marta. Quando você apareceu eu só queria um cafuné e não toda a carga de possibilidades e planos que você me deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero escolher as férias do próximo verão. Eu não quero optar entre caramelo ou cereja. Não estou nem aí se o sofá será de dois ou três lugares. Só quero voltar àqueles sonhos que eu tinha no começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entre eles, desculpe, estava fazer um filme. Um filme sem mocinho. Não tinha príncipe encantado. Não tinha viveram felizes para sempre. Esses sonhos são seus. Vá vivê-los, mas não espere por mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-8367896117710412343?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/8367896117710412343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/12/os-sonhos-sao-seus.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8367896117710412343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8367896117710412343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/12/os-sonhos-sao-seus.html' title='Os sonhos são seus'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-4793107497956939892</id><published>2011-11-25T14:21:00.001-02:00</published><updated>2011-11-25T14:32:27.939-02:00</updated><title type='text'>Atrás do prédio da piscina*</title><content type='html'>Os sonhos têm poder. O Luquinha que o diga. Se apaixonou após sonhar com uma colega de classe. Quando chegou no primeiro dia de aula, lá estava ela. Aluna nova. Cabelos loiros. Escorridos. Corpo lindo. Liberava um ar de seriedade. Quase não olhava para os lados. O jovem Lucas, 15 anos, espinhas na cara, braços torneados pela maromba que virara moda entre os colegas, fã de playstation, música e livros. O cara era quase o símbolo da contracultura pop do colegial. Ao tempo que parecia pertencer à ala dos bombados de cabeçaa oca, surgia no palco tocando piano em dia de feira de artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luquinha sempre foi um homem de dotes. Um líder em potencial. Mas a Sabrina... Ahhh! A Sabrina. Essa não se importava muito com aquelas qualidades, tão apreciadas pelas outras ninfas que perambulavam ao som do pancadão dos ipods. Aquilo o intrigava, claro. Quando somos jovens, é fácil nos entender. Queremos sempre o que não temos ou o que não vende. Apreciamos o proibido e escolhemos o mais difícil. Eis ai o problema da adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Luquinha já andava nervoso. Tentou conversas e nada. Fez cestas mirabolantes no basquete para atrair os olhares de Sasa e nada. Mandou cartas anônimas para instigar a curiosidade da moça... nada! Pediu que um amigo, o mais popular e desejado da escola, azarasse a moça, mas... nothing! Foi então que ele deixou de lado. Deu um tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabrina não era dali. Tinha vindo de outra cidade, mais moderna, maior e mais rica. Devia estar achando tudo um saco. E mais: estava se dando bem com as colegas de turma e estudava bastante. Para não bancar o chato, se afastou. Mas continuou apaixonado, nutrindo aquele sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim de semana da Feira de Ciências chegou. Muita movimentação na escola. Luquinha estava ansioso. Faria uma apresentação com sua banda. &amp;nbsp;O cara cantava bem. Antes das apresentações, gostava de ir para os fundos do prédio da piscina. Local discreto. Quase desconhecido. Escondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou o rumo de violão na mão (não era sua especialidade, mas ele tocava) para aquecer a voz. Sumiu por detrás da sala de máquinas. Dobrou a pilastra. Parou. Branco. Imóvel. A sua frente, Sabrina. Encostada na parede, a moca beijava com voracidade uma garota desconhecida, à paisana. Talvez de fora. Talvez não. Talvez namorada dela. Talvez não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deslizava a mão por aquele corpo feminino, apertando-o. Como pode? Durante o estalar de lábios, ela abriu os olhos. Avistou Luquinha, ali tão diminuído quanto o carinhoso apelido que lhe deram. Continuou a beijar, sensualmente, para provoca-lo. Depois parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrindo, disse com naturalidade para aquela com quem se entrelaçava. "Esse é o garoto". E aproximou-se dele. Parou em sua frente. Escorregou a mão direita por sua nuca e beijou-lhe com força, demoradamente, apalpando-lhe a bunda e as costas. Apos três dúzias de segundos, descolou e encostou delicadamente o indicador nos lábios do assustado Lucas, como se pedisse silencio. Falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é muito talentoso... E insistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calado, ele começou a andar de volta ao seu mundinho. Não conseguia pensar em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da historia:&lt;br /&gt;Não importa a idade, as mulheres sempre nos surpreendem. Heheh&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;*Texto do Toty Freire, que por questões técnicas não conseguiu postar sozinho hoje!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-4793107497956939892?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/4793107497956939892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/11/atras-do-predio-da-piscina.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4793107497956939892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4793107497956939892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/11/atras-do-predio-da-piscina.html' title='Atrás do prédio da piscina*'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-6767128933488564329</id><published>2011-11-18T08:30:00.003-02:00</published><updated>2011-11-21T09:14:22.169-02:00</updated><title type='text'>Ria de mim</title><content type='html'>Eu pensei bastante. Agora, depois de certo tempo, eu percebi. Não fiz nada errado. Não fui mau, não te destratei, não te desrespeitei. Fui somente eu mesmo, na melhor essência de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você não quis assim. Você não quis de modo algum, aliás. Você simplesmente não quis. Sem razão, sem por que. Só porque achava que não dava mais. E eu ali, pronto pra arrancar meu coração do peito. E dá-lo à você numa bandeja de ouro, com o colar de pérolas e o anel solitário. Brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois de tanto tempo vejo que eu não errei. Quem errou foi você. Quem se enganou foi seu preconceito. Você nunca seria capaz de me apresentar à sua família. Gordo, grande, desengonçado, piadista. Totalmente fora do teu (ou da tua família) ideal de Deus Grego que sonhava em apresentar à vó, aos tios e aos primos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem. Eu não guardei magoa. Achei até que foi bom pensar nisso e me conhecer melhor. Agora sei a quem devo e posso agradar. Agora sei quem não devo cortejar por mais tempo que os dez minutos que, normalmente, levamos pra se saber o nome e as intenções mínimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A você desejo o bem. Seja feliz ao lado do seu Apolo de corpo perfeito. Seja a mulher mais bem realizada junto ao teu Adonis romântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só espero que você ria e sorria tanto quanto comigo. Afinal, foi teu sorriso que encantou a mim. E a ele. Mas quando o conheceu, ainda era de mim que você gargalhava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-6767128933488564329?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/6767128933488564329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/11/ria-de-mim.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6767128933488564329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6767128933488564329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/11/ria-de-mim.html' title='Ria de mim'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-2718514810716557445</id><published>2011-11-11T17:10:00.002-02:00</published><updated>2011-11-11T17:10:53.634-02:00</updated><title type='text'>Namoro, não</title><content type='html'>Eu sei que isso não parece muito másculo e que meu papel nessa atual-possível-futura relação era de provedor, de alguém que te acalentasse e te abraçasse quando você se sentisse triste ou qualquer coisa do tipo. Sei que eu devia ser forte e corajoso. E sei também que medo é coisa de criança acanhada sentando forçada no colo do Papai Noel feio do shopping pro pai tirar uma foto, mas é que eu sou assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cagão, travado, medroso, bunda mole, covarde. Pode usar qualquer desses termos ou um novo que venha à sua cabeça. Eu já não me importo mais. São anos e anos convivendo com isso. Até terapia já fiz pra ver se passava esse meu medo de relacionamento. Mas ainda não foi dessa vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, desculpa. To fugindo mesmo. To saindo por qualquer tangente, inventando morte de tia, vó e até da mãe pra poder não te encontrar. Tudo porque a gente já chegou naquele estágio onde todo mundo quer saber se as coisas vão ou não pra frente. E é melhor não ir, viu? Pode perguntar pras outras que tentaram. Daqui pra frente, só piora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa assim. Foram bons esses dias. Eu me apaixonei de verdade e acho que você também, né? Por isso, mais uma vez, desculpa. Mas antes que a paixão vire amor desenfreado eu tô indo embora. Eu não sei namorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-2718514810716557445?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/2718514810716557445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/11/namoro-nao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2718514810716557445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2718514810716557445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/11/namoro-nao.html' title='Namoro, não'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-8597995493480460148</id><published>2011-11-04T08:47:00.002-02:00</published><updated>2011-11-04T08:47:33.548-02:00</updated><title type='text'>Amor próprio</title><content type='html'>Uma amiga minha, dia desses, perguntou se eu estava amando. Foi aí que me dei conta. Estava sim. Aliás, estou. Estou amando muito. Muito mesmo. E o melhor é que a paixão é correspondida. Estou amando a mim mesma. E essa mim mesma também me ama. Por isso estou tão feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor é todo meu. Por isso estou cuidando de mim. Voltei a malhar, comer bem, sair com as amigas, fofocar, ver novela, fazer as unhas, cortar o cabelo do jeito que eu quero. Estou linda. Nunca recebi tantas cantadas. E nunca disse tantos nãos. Não quero, não preciso. Eu me amo e agora só quero quem me ame de igual pra mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim vivo bem. Assim me protejo de babacas como você. Me livro de doentes como o Douglas. Não me aproximo de ciumentos como o Leonardo. Fico bem longe de sanguessugas como o Rafael. E estou cada vez mais perto de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou mesmo feliz. E espero que você também esteja. Apesar de que não tenho a mínima esperança de que você deixe de ser mané. Piada pronta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-8597995493480460148?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/8597995493480460148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/11/amor-proprio.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8597995493480460148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8597995493480460148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/11/amor-proprio.html' title='Amor próprio'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-5740472453821943160</id><published>2011-10-28T20:52:00.002-02:00</published><updated>2011-10-28T20:52:35.746-02:00</updated><title type='text'>Marcas que ficam</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Você foi embora fisicamente. Mas tua presença permanece aqui. Nas lembranças de momentos vividos em cada cômodo desta casa. No rastro dos teus chinelos que se arrastavam entre o quarto e o banheiro durante a madrugada. Você permanece aqui. Teus fios presos na escova de cabelo. O vidro do perfume que ainda respira teu cheiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Tua meia azul, que você usava para dormir no frio, ainda está lá no fundo da gaveta. A escova de dentes também, guardada no estojo. Até a marca do vinho no estofado do sofá. Você bebia, ficava altinha e perdia um pouco a coordenação. Marcas que você deixou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Ainda tem iogurte na geladeira. E tua margarina preferida. Mas deixei de comprar o queijo minas porque estraga rápido e eu não dou conta de comer sozinho. O quadro da sala continua torto, como você “arrumava” pra dizer que a arte tinha que ser vista por mais de uma perspectiva.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Você se foi. Mas é como se eu ainda vivesse aqui contigo. Então, te pergunto: por que você não volta de vez?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-5740472453821943160?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/5740472453821943160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/10/marcas-que-ficam.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/5740472453821943160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/5740472453821943160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/10/marcas-que-ficam.html' title='Marcas que ficam'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-8078707593119935538</id><published>2011-10-21T09:00:00.003-02:00</published><updated>2011-10-21T20:52:23.559-02:00</updated><title type='text'>A chatice está nos olhos de quem vê</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ainda estou tentando entender. Melhor, aprender. Me deixar levar, mas sem me entregar demais. Começar a sentir o arrepio, as tais borboletas no estômago, mas saber segurar a onda e não surtar se ele não ligar todo dia. E, principalmente, tento ser eu a pessoa que não liga todo momento. Nem manda recados, e-mails e mensagens.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um reclamou que era grudenta. Outro disse que era incômodo, pois não podia atender sempre e como ele não atendia, eu ligava mais e mais. E o último foi mais direto e me mandou à merda com ligações mensagens de texto e recadinhos no Facebook.&amp;nbsp; E eu não quero mais ouvir nada disso. Pelo menos, não de você.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas é que tem toda essa urgência aqui dentro do meu peito. Parece que é saudade, mas é mais. É uma vontade de te devorar, te consumir pra ver se me sacio com você feito aquela pizza gelada e solitária na madrugada, depois da balada onde nada, ninguém e nenhum lugar foi interessante pelo simples fato de você não estar por perto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aprendizado. É meu novo lema. Autocontrole. É minha nova palavra mágica. Eu sei que te liguei há menos de meia hora, mas... sabe? Eu só queria ver se tá tudo bem mesmo. Você foi tão sucinto nas suas palavras. Será que se incomodaria se eu mandasse um SMS? Não! Autocontrole. Opa! Ele tá online no MSN. Vou mandar só um smile. Se ele responder eu continuo. Se não, desligo e sumo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;=)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Oi! Que bom você tá aí! Aquela hora não pude falar direito. Estava na sala com meu chefe e fiquei sem graça de te ligar de volta. Na verdade, tô a meia hora pensando se ligo ou não ligo. Fiquei com vergonha e você me achar um chato grudento.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Que nada, bobo! Pode ligar sempre que quiser. Desde que eu também possa...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Claro. Vou adorar acordar com um bom dia seu, nem que seja ao telefone.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É o homem da minha vida!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-8078707593119935538?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/8078707593119935538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/10/chatice-esta-nos-olhos-de-quem-ve.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8078707593119935538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8078707593119935538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/10/chatice-esta-nos-olhos-de-quem-ve.html' title='A chatice está nos olhos de quem vê'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-3017632656788365853</id><published>2011-10-14T14:31:00.002-03:00</published><updated>2011-10-14T14:37:29.857-03:00</updated><title type='text'>Historinhas de avião</title><content type='html'>A Classe C quer voar, disse certa vez a manchete de uma revista semanal. Você ai, acostumado a viajar com cara de poucos amigos, lendo seu livro (agora o seu tablet), conversando pouco, pedindo água num toque do botãozinho e etc, tem de entender a gloriosa ascensão dessa classe espontânea, cheia de praticidade e sorriso no rosto. Ela é pura alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que já vi nos últimos anos de voos foi uma transformação que rende histórias, no mínimo, interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no dia em que comecei a sentir um cheiro de tangerina (mexirica, para os brasilienses) no avião. Olhei pra trás e lá estava a moça, descascando na buena e aquele cheiro ácido exalava no ar pressurizado. Ela tirou um saco da bolsa e dentro estava a fruta. Comeu todinha. Confesso: quase peço um pedaço pra ela. Tava bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra: certa vez saía do avião quando uma senhora insistia em me dar um fone de ouvido da Tam. Eu recusava, solenemente, e ela não entendia o por que. “Mas a (aero)moça disse que a gente pode levar. É de graça", continuava. "Eu sei, minha senhora, mas eu não quero", retruquei, sorrindo e virando a cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Se há algo perigoso nos dias de hoje é viajar na janela. Os passageiros de primeira têm mania nelas. Uma fissura. Certa vez curtia um cochilo nesses voos da tarde quando acordo com uma cabeça perpassada em minha frente. O corpo do marmanjo quase deitava no meu colo.  A testa grudava na janela. E ele, com uma camisa da Diesel azul bebê e uma calça jeans meio esverdeada e cheia de rasgões, sorria como uma criança. Toquei levemente no seu ombro pedindo licença. Ele afastou e, sorrindo, soltou: "Bonito, né?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito. Bonito também foi a cutucada que uma vovó deu na passageira que viajava ao meu lado. A moça, sonolenta, decidiu inclinar o assento. E levou três dedadas na cabeça. "Ei! Tem uma criança aqui atrás". Sim, e ai? A mãe se desculpou pela atitude da vovozona sem noção e a moça, calma, voltou a dormir. Na certa ela pensou que o banco inclinaria igual a carro, ônibus, sei lá, e imprensaria a criança. Vai entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... Antes que me chamem de preconceituoso e etc, quero justificar minha análise comportamental. Tudo isso ai acima são situações cotidianas, fruto de uma admirável ascensão das classes menos abastadas. Muito bom para o país, aliás. Cabe a nós encararmos com leveza esses, digamos, choques sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui! Volto em 15 dias...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-3017632656788365853?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/3017632656788365853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/10/historinhas-de-aviao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3017632656788365853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3017632656788365853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/10/historinhas-de-aviao.html' title='Historinhas de avião'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-8626586959540215910</id><published>2011-10-07T08:52:00.002-03:00</published><updated>2011-10-07T08:52:57.853-03:00</updated><title type='text'>Crediário da dor</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-bidi-font-family:"Times New Roman";}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ainda pago as prestações do nosso amor. Tuas promessas que eu acreditei, aceitei e que você jogou a prazo. Um dia, daqui um tempo, mais pra frente. Sempre foram estas tuas palavras quando eu fazia planos. E assim me deixava por você. Anos e anos sem pensar em mim. Anos e anos só olhando pro teu umbigo, enquanto o meu implorava por um beijo, fosse escondido em um casaco ou escancarado na baby look.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ainda somo os prejuízos, as dívidas pendentes do tempo que você me dominava. Da época que eu me deixava de lado. Do período que você estava em primeiro plano, sempre me deixando à sombra dos teus atos. Sem brilho próprio, ainda que cheia de brilhantes. Sem cor de vida pela tua eterna escuridão a me rondar. Sem tesão por nada, enquanto você sugava minha juventude e gozava com as outras por aí.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dividi em muitas parcelas. Já são dois anos que passei a ser eu mesma. Que voltei à minha vida. Mas pago, mês a mês, cada centavo do que você me tirou. Cada dia junto um trocado de autoestima, um punhado de amor próprio, o troco do pão de cada assobio que ouço do peão na rua. E assim me levanto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Teu crediário está chegando ao fim. Amanhã eu me liberto. Pago a última folhinha do carnê. Já me sinto feliz, já me sinto bela, Já cuidei de mim. Falta um detalhe. Amanhã vou dar pro Fábio. Quem goza por último, goza melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-8626586959540215910?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/8626586959540215910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/10/crediario-da-dor.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8626586959540215910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8626586959540215910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/10/crediario-da-dor.html' title='Crediário da dor'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-7812644638279881744</id><published>2011-09-30T08:37:00.002-03:00</published><updated>2011-09-30T11:29:46.414-03:00</updated><title type='text'>Dói, mas sempre passa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rOWBtCWf0Dg/ToWrhaF7q_I/AAAAAAAAAJY/6gP0qKqoLhY/s1600/imagem_blog.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 318px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-rOWBtCWf0Dg/ToWrhaF7q_I/AAAAAAAAAJY/6gP0qKqoLhY/s320/imagem_blog.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658117097289133042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Quem sabe o que é ter e perder alguém sente a dor que eu senti".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem teve um amor colegial sabe. Aquele sofriiiido. Dolorido. Chamo de amor do fim do mundo. Porque com aquela perda a gente dificilmente acredita que vá sobreviver. Todo coração que se preze teve um assim. Ao menos unzinho um momento da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o instante da descoberta. Quando o coração massacrado descobre que pode amar. Ali a gente praticamente nasce. Se desmonta em lágrimas até sobrar choro e faltar lágrima. Até quando, meu Deus? Me ajuda, meu Deus. Quero morrer. Vou morrer. Não posso morrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros dias são daqueles. Quem sentiu lembra. A gente acha que jamais vai se recuperar. Jamais será o mesmo. E, claro, mudamos mesmo. Quem sofreu feito cachorro louco sabe que se tornou uma pessoa melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, aguentamos o tranco. O amor colegial nos ensinou a crescer. Apresenta a independência. Valoriza amizades e cultivá-las. E mais: mostrou que um grande amor só é mesmo grande com o tempo. No começo, são apenas palavras. Pequenas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento sofrido e marcante serve também pra olhar em volta e ver quem está conosco. Os amigos de verdade aparecem. Os pais se aproximam. Os irmãos olham penosos. Aproximam-se em profecia: tudo vai dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levo na bagagem uma frase importante, ouvida anos depois do meu périplo colegial. De um amigo. Fera nessas coisas de coração. O cara tem frieza e racionalidade. Pé no chão. Armas essenciais contra o desespero de um coração emocionado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse, sabiamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapaz, nessas horas, senta e espera. Uma hora passa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E passa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa. Um dia passa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-7812644638279881744?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/7812644638279881744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/09/doi-mas-sempre-passa.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7812644638279881744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7812644638279881744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/09/doi-mas-sempre-passa.html' title='Dói, mas sempre passa'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-rOWBtCWf0Dg/ToWrhaF7q_I/AAAAAAAAAJY/6gP0qKqoLhY/s72-c/imagem_blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-4721106452263095715</id><published>2011-09-23T08:00:00.001-03:00</published><updated>2011-09-23T08:00:12.476-03:00</updated><title type='text'>Não tem clichê</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Não só o coração, mas a cabeça – que deveria estar pensando em trabalho e nessa pilha de papel na minha mesa – também é sua. Tudo que me vem a mente traz você junto. Um cheiro, uma cor, uma música, nosso prato favorito, o sorvete de chocolate com gotas de chocolate, as havaianas lilás tamanho 35, o pote azul metálico de creme... &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;tudo é você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;Mais do que exaltar que te amo, é preciso explicar que ate ontem eu só amava a mim mesmo. Eu era a pessoa mais importante do universo e mais ninguém. Meu prazer, minha vontade, meu desejo, minha preferência. Eu, eu, eu, eu. Até ontem. E como explicar essa mudança? Como explicar essa constante preocupação que queima aqui dentro para saber se você está bem, se comeu, se dormiu, se teve dor de cabeça, se bebeu água, se lembrou de levar um casaco. Estou parecendo uma mãe!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;Só que não ha clichê que explique isso. Felizes para sempre, alma gêmea, cara metade, tampa da panela, chinelo velho para o pé cansado, metade da laranja, feitos um para o outro. A mim não importa o nome que você dê. Desde que nunca exista o coração em pedaços.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-4721106452263095715?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/4721106452263095715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/09/nao-tem-cliche.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4721106452263095715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4721106452263095715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/09/nao-tem-cliche.html' title='Não tem clichê'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-3028595900149654160</id><published>2011-09-16T15:30:00.000-03:00</published><updated>2011-09-16T15:30:08.872-03:00</updated><title type='text'>Instrumental</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Feito um baixo. Seis cordas. Passar meus dedos e te sentir vibrar. Ouvir o grave do teu gemido.Tapping, te ouvindo ressoar.&lt;/span&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Te colocar entre meus lábios. Sentir teu gosto amadeirado, tal qual a palheta 3 e ½ do meu saxofone. E te linguar, lamber. Soprar. Apertar todas as teclas. Ouvir teu grito. Alto, baixo, tenor, barítono, soprano, contralto. Todas tuas potências.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;E vou te bater. TUM. Ritmado. TUM. TUM. A mão no teu couro. TUM. TUM. TUM. Para fazer você tremer. TUM. TUM. TUM. TUM. Para sentir tua cadência. TUM. TUM. TUM. TUM. TUM. Feito um tambor. TUM. TUM. TUM. TUM. TUM. TUM.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Me plugar em você, guitarra elétrica. Pisar fundo no pedal. Alta voltagem. Distorção. Contorção. Emoção. Criação. Tesão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Minha partitura é você. Teu gemido, melodia. Teu orgasmo meu sucesso cantado por todos os públicos. Você e eu no topo da Billboard. Vencedores de dez Grammy’s. E os lençóis a nos aplaudir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-3028595900149654160?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/3028595900149654160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/09/instrumental.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3028595900149654160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3028595900149654160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/09/instrumental.html' title='Instrumental'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-1148983031386381824</id><published>2011-09-09T09:26:00.002-03:00</published><updated>2011-09-09T09:26:27.769-03:00</updated><title type='text'>Meu vício, meu problema</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Tua força em não se envolver demais pra não se entregar já me trouxe ao limite. E o pior de tudo é que não sei o que fazer. Cada vez que penso em te deixar metade de mim me pede que não. A outra nem sequer cogita a hipótese.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;E dessa forma fico aqui vivendo esse meu vício. Essa minha tortura de não conseguir me libertar de você. Porque ainda que aos pedaços meu melhor sonífero é teu cheiro. Mesmo sendo o do uísque-barato-do-bar-pé-sujo-churrasquinho-de-gato de onde você chega na madrugada. Meu melhor relaxante é a tua gargalhada. Mesmo sendo a de ironia quando te pergunto onde você estava e por que chegou tão tarde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;E nessa levada vou vendo o quanto você me vicia. Minha maior medida é você. Meu melhor estimulante é teu gemido. Minha melhor refeição é teu beijo, minha melhor bebida é tua língua. Minha melhor música é tua voz. Minha melhor saudade é teu toque, meu melhor sonho é ao teu lado. Meu maior segredo é teu nome. Meu maior problema é você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-1148983031386381824?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/1148983031386381824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/09/meu-vicio-meu-problema.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1148983031386381824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1148983031386381824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/09/meu-vicio-meu-problema.html' title='Meu vício, meu problema'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-6481613751747005295</id><published>2011-09-02T08:57:00.000-03:00</published><updated>2011-09-02T08:57:05.229-03:00</updated><title type='text'>Item Fundamental</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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&lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;- Oi pequena!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;- Que bom que você chegou. A gente tá precisando mesmo conversar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;- Nossa, que tom... o que aconteceu? Você tá bem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;- Não. Não estou bem. Estou triste.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;- Mas por quê? O que te aconteceu, minha princesa? Por que você está triste?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;- To triste por nós. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;- ... Não entendo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;- To triste porque sei que você me ama. Sei que você quer ficar comigo, mas eu não consigo mais ficar com você assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;Não basta ter amor. Não basta gostarmos um do outro. Não basta nosso papo ser legal e nosso sexo ser ainda melhor. Eu preciso de confiança. E você não confia mais em mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;Eu sei que eu errei. Eu sei que fiz uma coisa boba e tola que te feriu e machucou. Mas você também sabe que apesar daquilo ser algo que você não esperava de mim, não passou de uma grande brincadeira. Mas você não consegue esquecer. Você não consegue perdoar. E aí, qualquer outra coisa menor é motivo pra você mudar. É motivo pra você agir diferente. É motivo para questionamentos. E isso é o que eu não posso aguentar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;Não quero ser questionada a cada dia. Não quero ser interrogada sobre cada passo que dou. Não quero ter que te contar quem eram todas as 58 pessoas – que eu não conheço – que estavam no bar durante o happy hour que você foi convidado e não quis ir. Não quero ouvir suas respostas atravessadas sobre coisas banais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;Principalmente porque eu sou a pessoa que se você me machucar hoje, amanhã vai ter esquecido e vai te tratar normalmente. Mesmo que não estejamos mais juntos. Da mesma forma como eu faço com os meus ex e você me recrimina. Já parou pra pensar que você pode ser o próximo? Já imaginou como vai ser ruim me encontrar na rua e eu fingir que não te conheço? Fingir que nada do que vivemos existiu? Apagar esses sete anos? É isso que você deseja? Espero que não. Então, meu bem, por favor, não me deixe ser assim com os outros. Não me deixe esquecer meu passado, pois foi ele que criou a mulher que você tem hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;Seja mais amigo, seja mais confidente, seja mais confiante. Se estou contigo é porque quero, não porque preciso. Fosse isso já tinha arrumado outro e saído porta afora carregado suas lembranças misturadas às outras e me entregando totalmente ao próximo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;Eu quero que você saiba que estou aqui porque quero estar. Porque quero você. Porque te admiro. Porque confio a você meus segredos e minha vida e não há nada mais importante do que isso para confiar a alguém. Porque amo você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;E é só isso que espero em troca: sua confiança. O resto se ajeita com o passar dos dias. Com o balançar dos corpos. Com o encaixar das bocas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;Será que dá?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;- Desculpe, querida. Não sei nem o que falar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;- Não te pedi palavras. To pedindo atitudes. Faça. Eu vou notar e as coisas voltam ao seu lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;- Meu lugar ainda é aí ao seu lado?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;- O edredon não me esquenta sozinho. Preciso de você...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-6481613751747005295?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/6481613751747005295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/09/item-fundamental.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6481613751747005295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6481613751747005295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/09/item-fundamental.html' title='Item Fundamental'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-2863126782175370196</id><published>2011-08-26T16:47:00.001-03:00</published><updated>2011-08-26T16:47:57.197-03:00</updated><title type='text'>Das coisas que quero mais</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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&lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;É assim a vida que quero levar com você. Com mais leveza, com mais frescor. Ao teu lado no mercado, decidindo-se pelo robalo ou pelo badejo, um beijo, um ramo de hortelã, pote de sorvete e um beliscão na tua bunda que te faz pular e me repreender.&lt;/span&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;É dessa forma que quero seguir nossos dias. Com chocolate branco pra você e meio amargo pra mim, mas na hora que enjoar a gente troca. E quando derreter nos teus dedos eu lambo cada um e depois beijo a tua barriga. Entre cócegas e tesão você me pede pra parar com cara de quem quer que continue. E eu paro só pra você pedir pra eu voltar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;Entre um vinho branco e outro tinto. Um cabernet e um chardonnay. Minhas cervejas e tuas caipirinhas. Tuas cerejas e meus morangos. Arroz branco e frango acebolado. Churrasco e salada. E uma inesperada mordida no meu pescoço. E agora é minha vez de pedir pra parar, mas eu não peço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;Porque é isso que eu quero de você hoje e sempre. Daqui pra frente e mais adiante. Na mesa de jantar, no sofá, na cozinha e na cama. Na sua casa, na minha casa, na nossa casa. Mais jantares, mais vinho, mais chocolate, mais sexo e muitas gargalhadas. Isso e todo o resto que você me traz. Toda essa bagagem que faz de você o que eu quero pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-2863126782175370196?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/2863126782175370196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/08/das-coisas-que-quero-mais.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2863126782175370196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2863126782175370196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/08/das-coisas-que-quero-mais.html' title='Das coisas que quero mais'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-7162312300308616433</id><published>2011-08-19T09:01:00.002-03:00</published><updated>2011-08-19T09:01:49.442-03:00</updated><title type='text'>Reforma geral no meu coração</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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&lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;É sério. Eu estou cansada. Não aguento mais esses caras que aparecem na minha vida. São todos um bando de pedreiros que não tem a menor sensibilidade e estão, apenas, à procura de um corpo pra satisfazê-los. Vou fechar meu coração para uma reforma geral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Preciso de um mestre de obras para construir um coração nesse terreno vago que trago no peito. Alguém que chegue e bote ordem na peãozada. Que saiba olhar o esqueleto do meu edifício e identificar onde ainda falta reboco, onde precisa de mais argamassa. Um cara que consiga endireitar a viga mestra da minha vida. Que ladrilhe cada lugar com esmero. E um engenheiro que estruture tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Eu preciso do arquiteto que vá dizer que podemos quebrar uma parede aqui, abrir uma janela ali e assim deixar minha vida mais arejada, com o sol da manhã batendo pra me aquecer. Que escolha a cor da parede. E que seja uma cor viva, quente. Um paisagista que plante um jardim na minha porta e traga flores para o meu dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Mas de pedreiro que assovia e dá cantada barata, chega. Desculpe o transtorno, mas estamos em obras para melhor atendê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-7162312300308616433?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/7162312300308616433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/08/reforma-geral-no-meu-coracao.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7162312300308616433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7162312300308616433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/08/reforma-geral-no-meu-coracao.html' title='Reforma geral no meu coração'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-3667649782897521896</id><published>2011-08-12T14:57:00.002-03:00</published><updated>2011-08-12T14:59:22.297-03:00</updated><title type='text'>Arriscado ensaio sobre las mujeres</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kxK3n2nhTXY/TkVp8c0YJqI/AAAAAAAAAJM/tm3p7MIWR94/s1600/seducao"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 261px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-kxK3n2nhTXY/TkVp8c0YJqI/AAAAAAAAAJM/tm3p7MIWR94/s320/seducao" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640030595600361122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sou um apreciador da linhagem feminina. De suas cores, aromas, gestos e desejos. Há sempre algo de surpreendente nas mulheres. Das bruacas às modelos, todas têm um não-sei-quê de amor, beleza e um punhado de chatice. As mulheres são amáveis e detestáveis. Instáveis. Umas desequilibradas e outras equilibradas demais. Cada qual com seu charme. E que chame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras, mais quentes, um homem deve sempre respeitá-las. Mesmo aquelas que descem a mais rasteira das sem-vergonhices, que têm lá suas razões, claro, devem ser tratadas como mulheres. Essas, aliás, são originais como uma antártica do velho e bom Marujo. Autênticas como um código de barra de uma barra de chokito. Coisita fina. Ainda assim, com peripécias e tudo, elas merecem ser respeitadas. Merecem consideração e perdão (voto de confiança é outra coisa, people).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mancebo, para sintonizar no dion feminino sem ruídos ou perda de sinal, deve obedecer regras básicas. Corrijam-me se eu estiver enganado, moças. Mas mulher detesta marmanjo ignorante. Muitas nem gostam do excesso de musculatura, sempre avermelhada na volta da academia. Carinho é sempre bom. Mas sem muita frescura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher não gosta de homem assustador. Nem frouxo demais. O cabra deve, acima de tudo, ter foco. Não podem ser como Rambo no Vietnã, de cabeça avermelhada e metralhadora na mão. Temos de ser atiradores de elite. Mirar, concentrar e atirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foco é tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessário na conquista e também para manter um bom relacionamento. Os modernos garantem uma fêmea e ponto. E descobrem a dita cuja por inteiro. Conversam, brincam, transam, brigam e se separam - não necessariamente nesta ordem - e depois partem para outra. Isso me lembra conselhos da mamãe na minha velha infância: "Come devagar, menino. Uma de cada vez". Só pra registrar: falo do biscoito de chocolate. Boníssimo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, vocês, mujeres, não gostam de nhén-nhén-nhén. De homem indeciso. Discutir a relação? A iniciativa deve ser delas. A gente escuta, faz um carinho, dá uma enrolada, diz que vai mudar e pronto. Ou, simplesmente, dá de ombros (mas tem de ser numa quarta, dia de clássico) e conversa depois, quando tiver tudo numa relax, numa tranquila, numa boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, atenção, gloriosas. Não sou professor de nada. Apenas aprendiz de tudo. Corrijam-me se eu estiver - total ou parcialmente – errado nesta arriscada missão de decifrá-las. Pra mim vai ser ótimo aprender mais um pouquito más.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-3667649782897521896?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/3667649782897521896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/08/arriscado-ensaio-sobre-las-mujeres.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3667649782897521896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3667649782897521896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/08/arriscado-ensaio-sobre-las-mujeres.html' title='Arriscado ensaio sobre las mujeres'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-kxK3n2nhTXY/TkVp8c0YJqI/AAAAAAAAAJM/tm3p7MIWR94/s72-c/seducao' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-1937536994663635293</id><published>2011-08-05T14:38:00.001-03:00</published><updated>2011-08-05T16:01:14.607-03:00</updated><title type='text'>Aprendendo com o não</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;No rádio o Herbert Vianna cantou “se eu nunca quisesse quem nunca me quis” e aquilo me bateu como uma marreta na cabeça. Se eu nunca quisesse quem nunca me quis, certamente a vida teria sido bem mais fácil. Mas teria valido a pena? Teria sido tão surpreendente? Eu teria todo o aprendizado que tive?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quem ama e é correspondido vive. Mas quem ama sem ser correspondido sobrevive. E é na sobrevivência que conhecemos a dor. É a dor que nos traz a força.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Porque se eu nunca quisesse quem nunca me quis, não teria ficado debaixo de chuva esperando a Aninha chegar do trabalho pra encontrá-la “acidentalmente”. Não teria inventado um estranho gosto por vitamina de abacate com aveia, mel, tofu e amendoim, só para acompanhar a Márcia naquela lanchonete natureba.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se eu nunca quisesse quem nunca me quis, não teria chorado ao ver a Helena beijando o Leco na festa de formatura. O álcool ajudou, é claro. Mas eu amava aquela menina. E ela nunca me quis. Nem como amigo. Essas experiências e algumas outras me ensinaram muito. Ensinaram a perceber que nem tudo o que queremos podemos ter, mas também que se nos esforçarmos, conquistamos pontos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aprendi que ouvir não faz mal para o ego, mas faz bem pra ter persistência. E aprendi que abacate, tofu, mel, aveia e amendoim dão diarreia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por isso, Herbert, se eu nunca quisesse quem nunca me quis, não seria o homem que sou hoje. Não teria ouvido os nãos que me fizeram aprender e crescer. Aliás, acho que se eu (e todos os outros homens do mundo) nunca quisesse quem nunca me quis, nem a Gisele Bündchen seria tão famosa. Afinal, ela só é quem é por ser desejada. E por não desejar nenhum de nós, mortais. Se bem que ela ainda não me conhece, né? Será?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-1937536994663635293?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/1937536994663635293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/08/aprendendo-com-o-nao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1937536994663635293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1937536994663635293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/08/aprendendo-com-o-nao.html' title='Aprendendo com o não'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-876519603159520574</id><published>2011-07-29T11:29:00.003-03:00</published><updated>2011-07-29T11:43:19.212-03:00</updated><title type='text'>O valor do "vale naite"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xVis_BK2oV8/TjLG_LnVfbI/AAAAAAAAAIs/v2S61Uq3UDU/s1600/susto2.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 296px; height: 264px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-xVis_BK2oV8/TjLG_LnVfbI/AAAAAAAAAIs/v2S61Uq3UDU/s320/susto2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634784872545746354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se você pretende saber como são os seres viventes humanos, dê-lhes um "vale naite". Aportuguesado mesmo. Bem ralé e cheio de energia. De uns quatro dias. Mas cuidado com as consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;- Amor, vou viajar na quinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viajar? Cê tá doida? Que história é essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É. Vou com meus pais. É aniversário do meu avô e terei que ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- iiii, gata. É mermo? Programão, hein? E cê volta quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Volto no domingo. Vai ter a festa no sábado, mas meus pais querem ir antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pô. Tudo isso? (carinha de triste)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é. Tudo isso. (beijinho na carinha de triste)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, tá, né? Vou ficar por aqui, te aguardando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Te comporta, viu? Nada de ficar na farra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que farra nada, amor. Só vou na bola quinta, que você já sabe, e de lá um chope com a galera. Uma da manhã, no máximo, eu tô em casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma da manhã?!!! Mas cê sempre volta meia-noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, amor, mas cê não tá aqui, né? Então posso dar uma atrasadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ummmmm. Já vai começar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Relaxa, xuxu. Na sexta vou ter que ir para casa dos meus primos, viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primos?! Pô, mas você nunca vai na casa dos seus primos. Nunca sai com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso mesmo, linda. Quero marcar uma presença. Eles me ligaram no começo da semana. Vai rolar um poker lá e me chamaram. Só homem mesmo. Se você estivesse aqui eu não iria. Mas como cê vai tá fora - e eu não vou ter o que fazer sem você aqui - vou lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá, mas me liga de lá pra eu saber que você tá lá mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me respeita. Cê acha que eu vou pra onde? E outra coisa. Lá na casa do Márcio sabe como é. O celular pega mal. Mas vou ligar pra você quando tiver indo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E no sábado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No sábado vou na praia com a galera, como sempre. Dessa vez sem você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E domingo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A ressaca vai tá braba. Não vou querer saber de rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá. Rum. Vou ficar de olho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Relaxa, lindona. Confia no papai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sexta chega livre leve e solta. Tudo armado. O poker vai virar sertanejo na Toca do Urubu com a rapaziada toda na ilegalidade. Banho tomado, perfuminho e base na casa da primalhada. Urru! A noite promete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse o telefone tocar. O número é o do celular da sogra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aloou! Oi, dona Marlene. Como tá, tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo. Tentei ligar no telefone da Julinha, mas tá desligado. E como tá a viagem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viagem? Eu que pergunto, dona Marlene. Vai ter festão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que festão, meu filho. Tô em casa, preocupado com minha filha que viajou e não me ligou ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viajou? Ela não está viajando com vocês? Me falou que iria no aniversário do avô com os pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aniversário? Não. Ela me disse que viajaria com você pra fazenda de uns amigos seus. Ai meus Jesus...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jesus, dona Marlene? Puta que pariu...&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-876519603159520574?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/876519603159520574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/07/o-valor-do-vale-naite.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/876519603159520574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/876519603159520574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/07/o-valor-do-vale-naite.html' title='O valor do &quot;vale naite&quot;'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xVis_BK2oV8/TjLG_LnVfbI/AAAAAAAAAIs/v2S61Uq3UDU/s72-c/susto2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-2550448857079755422</id><published>2011-07-22T08:41:00.001-03:00</published><updated>2011-07-22T08:41:01.357-03:00</updated><title type='text'>Te amo. E pronto.</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:OfficeDocumentSettings&gt;   &lt;o:AllowPNG/&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:TrackMoves/&gt;   &lt;w:TrackFormatting/&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;   &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:LidThemeAsian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt; 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Que tu desejavas mesmo era ter um cara que te desse beijo de cinema na fila do cinema, que adentrasse o apartamento te carregando no colo, te jogasse na cama e te despisse com delicadeza. E depois, com uma bela bandeja de frutas na cama, te dissesse as palavras mais bonitas e poéticas que você adoraria ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Mas fazer o quê? Calhou de eu me apaixonar por você e, amém, você se apaixonar por mim. E acontece que eu não sou assim. Tenho esse meu jeito mais tímido, mais grosseirão. Não tenho muita leitura nem tendências a surtos de romantismo. Minha ganância na hora de tirar sua roupa é tal qual a de menino atacando o brigadeiro depois do “Parabéns pra Você”. Mas é que é assim mesmo que me sinto: menino frente ao seu doce preferido com o qual ele quer se deliciar e lambuzar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Tenho consciência de que não digo as coisas certas nas horas certas. Que perco o momento ideal pra te fazer um elogio e dizer que teu cabelo está lindo ou qualquer outra dessas coisas que você gosta de ouvir. Eu não abro a porta do carro, não mando mensagem de bom dia e, se deixar, passo o dia inteiro sem ligar. Não te dou meu agasalho quando você está com frio, não desenho coraçõezinhos com nossas iniciais no vapor do espelho depois do banho quente. Mas sei lá, acho que o melhor que te digo, sem dúvida nenhuma e sem medo de errar é: Te amo. E pronto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-2550448857079755422?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/2550448857079755422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/07/te-amo-e-pronto.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2550448857079755422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2550448857079755422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/07/te-amo-e-pronto.html' title='Te amo. E pronto.'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-8657211632493701427</id><published>2011-07-15T08:49:00.001-03:00</published><updated>2011-07-15T08:50:03.670-03:00</updated><title type='text'>Quando?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Às vezes eu me pego pensando em quando será que vou te encontrar de novo. Você foi embora tão repentinamente. Não deu tchau, não deixou bilhete de despedida. E eu fiquei aqui sozinha, sem entender&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu sei que não sou santa. Que, como você sempre disse, “tenho gênio difícil e não sei perdoar os outros”. Meu coração é mesmo estranho. Capaz de detestar alguns por tão pouco e amar outros – você – também por quase nada. Mas ainda assim fico sem saber se foi por isso que você me deixou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A verdade mesmo é que eu queria entender. Saber o porquê. E, decididamente, saber quando iria te encontrar para você me dar todas essas respostas. Por que não é possível que você não se lembre de mim. Não acredito que você tenha me apagado das suas memórias.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E mais do que isso, não acredito que você simplesmente se esqueceu que me amava. Que eu era sua. Com todos os defeitos, crises, loucuras e manias, mas sua. Inteira. Corpo, alma, pele, cheiro. Lembra disso? Era a nossa “santíssima trindade, mas com quatro itens”. Cadê você pra eu poder te relembrar disso tudo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Você não me apagou das suas memórias. Você não esqueceu de mim. Mas se tiver esquecido, por favor, lembre-se. Preciso de você de volta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;*Livremente inspirado &lt;a href="http://youtu.be/kWakZcEGB38"&gt;daqui &lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-8657211632493701427?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/8657211632493701427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/07/quando.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8657211632493701427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8657211632493701427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/07/quando.html' title='Quando?'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-8621646746037502833</id><published>2011-07-08T10:52:00.003-03:00</published><updated>2011-07-08T11:24:08.152-03:00</updated><title type='text'>Na primeira noite. Por que não?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ahl4yN4_HUM/ThcStoP9xBI/AAAAAAAAAIk/zPig2HR5ULo/s1600/primeira_noite_homem_01.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626986834530518034" src="http://1.bp.blogspot.com/-ahl4yN4_HUM/ThcStoP9xBI/AAAAAAAAAIk/zPig2HR5ULo/s320/primeira_noite_homem_01.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 250px; margin: 0 10px 10px 0; width: 316px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais eu cresço, amadureço, mais dúvidas sobre as mulheres tenho. É como um exercício de, digamos, enxugar gelo, lavar carro com palha de aço ou simplesmente discutir indignado (já experimentou bater boca sem sentir raiva? É quase poético). Pois bem. Matutar sobre as razões feminianas me lembra o velho ditado: quanto mais mexe, mais fede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, por exemplo, sempre tive tenebrosas dúvidas da relação entre as mulheres e a primeira noite. Ou melhor, a entrega na primeira noite. Por que umas dão de prima e outras não? Com qual intenção uma jovem atraente pra lá de vinte e tantos anos, suada de tanto dançar e beijar, lhe diz: "Rum. Danadinho. Vamos devagar. Na primeira noite, não. Ainda é cedo."?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples mais seria, como diria o sábio Yoda, mestre dos Jedis e da gramática alternativa, se a nobre e precavida dama dissesse: "Olha, menino tarado, eu vou te dar. Mas na primeira noite, não. Primeiro você precisa ficar com mais vontade. Eu vou fazer umas carinhas sexy aqui e te deixar pegar ali. Mas só isso. Amanhã você me liga, me chama pra jantar, a gente bebe um vinho e depois eu lhe dou, okay?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tem piriiiigo", diria o velho baitola da terra de Didi Mocó. Sinceridade tem limite, né não? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até tem. Mas existem relações mais sinceramente prazerosas que outras. Eu, por exemplo, tenho uma amiga que mais parece a "Deusa Práxis" de tão prática para as coisas do coração que a moça é. Aprendeu com a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a época em que ainda chamavam bullying de "brincadeira besta", a mãe desse achado humano, experiente e segura representante do comportamento feminístico, dizia: "Minha filha, se você gostar dele, não dê na primeira noite!". Ou seja, dê se não houver significado, se não der "liga", dê por esporte ou por puro impulso. Por amor, não dê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paradoxalmente genial. Besta somos nós. Homens fantasiados de onipotentes. Quando pensamos que a joia da noite está no papo, ela já foi embora antes de chegar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo eu por isso: nunca subestime as mulheres. Nem tente desvendá-las. Ser enigmática é a principal característica. E no fundo no fundo, é disso que os homens gostam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-8621646746037502833?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/8621646746037502833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/07/na-primeira-noite-por-que-nao.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8621646746037502833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8621646746037502833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/07/na-primeira-noite-por-que-nao.html' title='Na primeira noite. Por que não?'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ahl4yN4_HUM/ThcStoP9xBI/AAAAAAAAAIk/zPig2HR5ULo/s72-c/primeira_noite_homem_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-1851433462721321751</id><published>2011-07-01T11:51:00.002-03:00</published><updated>2011-07-01T11:51:43.622-03:00</updated><title type='text'>Promessas</title><content type='html'>Nós passamos cinco anos juntos. Fiz várias promessas a você: parar de comer bacon, ir ao teatro na próxima peça bacana, começar a malhar, beber menos, ler Paulo Coelho, ligar mais para a minha mãe, levar teu sobrinho comigo ao estádio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que fiz muitas promessas impossíveis de cumprir, como aquela viagem às Ilhas Gregas de navio. Só eu e você, com tudo por minha conta. Ir todo ano pra São Paulo passar o réveillon na casa do teu tio rico e esnobe. Coisas que eu sabia que não cumpriria, mas que te fariam bem se eu prometesse. E me faria melhor ainda, por não te ver triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora faço nova promessa: vou te esquecer! Prometo que não te amarei mais, que não terei saudade dos teus pés gelados se esquentando nos meus ao deitar. Prometo que não sentirei falta das tuas inúmeras ligações ao longo do dia e nem dos teus chiliques quando eu me atrasava pras festas da tua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo encontrar outro café tão bom quanto o teu. Prometo achar uma nova cobaia para os drinks que eu invento. Prometo guardar todas as fotos, cartas e recordações em caixas e queimá-las na fogueira de junho. Prometo apagar teus e-mails.Prometo até iniciar a dieta na segunda feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo, inclusive, não cumprir nada disso só pra continuar sendo o cara por quem você se apaixonou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-1851433462721321751?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/1851433462721321751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/07/promessas.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1851433462721321751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1851433462721321751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/07/promessas.html' title='Promessas'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-3287736962895818716</id><published>2011-06-24T08:59:00.000-03:00</published><updated>2011-06-24T08:59:48.630-03:00</updated><title type='text'>Dois Sentidos</title><content type='html'>Você sabe. Você me conhece bem. De todas as variantes mais loucas dessa nossa língua portuguesa, o que sempre me deixou mais encantado é a forma como uma palavra tem sempre mais de um sentido dependendo do contexto em que for utilizada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já brincamos muito com isso fazendo jogos de palavras. Não esqueço nunca do dia em que você roubou um manequim da loja do seu pai só pra me jogar um braço quando te pedi “uma mãozinha” pra terminar o arroz. Ou o dia que você me ligou no meio da tarde, dizendo que estava em casa e que tinha perdido a cabeça. Eu larguei tudo no escritório e te encontrei às gargalhadas na cama, com o manequim decapitado ao seu lado. “Perdi!”, você disse entre uma e outra risada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Macaco, que pode ser o animal ou a ferramenta que ajuda a trocar pneu. Carta, que você – paulista – usa para carteira de motorista e eu uso para o texto que enviamos a alguém via correio. Fogo, aquele que queima ou aquele que você não me nega nunca. Pau, que pode ser um pedaço de madeira ou... Enfim, você sabe. Você me conhece bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O triste de tudo isso é que até agora eu pensava que amor só podia ter um significado. Esse entre nós. Esse que esteve aí durante os últimos anos. O significado de querer estar junto, de compartilhar, de fazer amor, de contar as novidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabe? Eu descobri que não. Tem outro significado. Não sei explicar qual é. Mas, me parece que eu não quero mais tudo aquilo do outro significado, aquele das coisas boas. Parece que não quero mais você. Mesmo assim, eu sei que te amo. Não sei se de uma nova maneira, com um novo significado... Explica essa? Tem como ter esse duplo sentido?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-3287736962895818716?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/3287736962895818716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/06/dois-sentidos.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3287736962895818716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3287736962895818716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/06/dois-sentidos.html' title='Dois Sentidos'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-7229169676264325507</id><published>2011-06-17T08:54:00.002-03:00</published><updated>2011-06-17T08:54:23.808-03:00</updated><title type='text'>Indiferença dói</title><content type='html'>Não me importo que hoje você esteja com outros caras. Não me interesso se você está comendo bem ou manteve seu péssimo hábito de almoçar no Mc’Donalds. Não sinto nenhum pesar em saber que você anda se embriagando em diferentes boates na mesma noite. É sério mesmo. Dia desses encontrei a Amanda no banco, ela me contou que você tinha caído e estava toda ralada. Minha vontade foi de rir. Não senti nenhuma pena sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas encontrar com você é que me mata. Estar ao seu lado e você fingir que não me conhece. Que não sabe quem eu sou. Ignorar todos os anos que ficamos juntos, fingir esquecer os lugares que visitamos, as situações que vivemos e os planos que traçamos. Isso me dói. Sua indiferença me dói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior ainda é quando você me chama pra bater papo no MSN. Como se não tivesse me visto na rua. E cita coisas que fez com outros, como se nunca tivesse feito aquilo comigo. Quando cito fatos da minha (nossa) vida e você diz não se lembrar. Isso é o que me mata por dentro. É o que me consome e faz enlouquecer. Só queria teu respeito. Só queria que levasse em consideração o homem que fui para você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-7229169676264325507?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/7229169676264325507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/06/indiferenca-doi.html#comment-form' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7229169676264325507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7229169676264325507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/06/indiferenca-doi.html' title='Indiferença dói'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-2339686578238047819</id><published>2011-06-10T17:30:00.008-03:00</published><updated>2011-06-10T18:07:36.508-03:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre a frescura masculina</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Uk70udVBRWI/TfKC6Vu0i_I/AAAAAAAAAIc/Arlgv6dOD_0/s1600/blog.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Uk70udVBRWI/TfKC6Vu0i_I/AAAAAAAAAIc/Arlgv6dOD_0/s320/blog.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616695624061979634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um brinde à frieza humana. Craseada mesmo! Viva o “tô-nem-ai-pra-você-meu-rapaz”. E o melhor: salve o “deixa-de-frescura-moleque”! Por aqui, “onde-os-fracos-não-tem-vez”, mais vale o silêncio do que a publicidade espontânea do nosso frágil coraçãozinho de homem. Eis o momento fúnebre da humilhação humana: quando o macho chora e pergunta: “Por quê? Por quê? Por que?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, homenzarrão de coração frouxo, jamais repita isso. Por quê? Uma vez basta. Lá nos tempos do colegial. E chega. Ensino médio, como se diz hoje, ainda vale. Época de aprendizado, de criar casca, de chorar o leite derramado. Depois disso, sinta-se graduado. Beba-o do chão mesmo! E poupe as danadas das ceninhas chorosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém ai já levou um inesquecível pé-na-bunda? Eu já. Façamos, então, bom proveito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque nada muda uma decisão feminina. Elas são como aroeiras-do-sertão, árvores belas, de pés no chão. Balançam, envergam, choram, emudecem, brigam, gritam, escurecem, desaparecem. Mas nada por completo. Elas sempre voltam. Mais fortes, mais lindas, mais sorridentes, mais bundudas, mais saradas, mais charmosas, mais tesudas, mais amigas... enfim! Mais mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós? Poupemo-nos da derrota. Mantenhamos o jeitão de homem. Macho mesmo. Tradicionalismo com aquela modernidade intelectual ainda funciona. Saber decidir é fundamental. Diga sim e diga não. "Você-é-que-sabe" é para os fracos. Para elas, entreguemos o mistério. Mistério é alimento para o amor. Daremos a elas o combustível da dúvida. Sobre tudo, se possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em tempo: homem que é homem respeita sua dama. Protege-a como um King-Kong cabrêro. Lança olhares vermelhos aos gaviões ameaçadores. E pula em seus pescoços quando necessário. Homem que é homem ama. E declama também. Acaricia e pega. Pega com jeito. Marca pele e coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, homem também aprende a ser largado e se respeita. Os verdadeiros não são frescos, nem fracos. Homem sofre. Mas não esperneia. Silencia, cala. E espera. Afinal, homem que é homem admite a derrota. E a deixa partir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-2339686578238047819?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/2339686578238047819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/06/arriscando-se-na-frouxidao-masculina.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2339686578238047819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2339686578238047819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/06/arriscando-se-na-frouxidao-masculina.html' title='Ensaio sobre a frescura masculina'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Uk70udVBRWI/TfKC6Vu0i_I/AAAAAAAAAIc/Arlgv6dOD_0/s72-c/blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-4817274568558660670</id><published>2011-06-03T08:29:00.002-03:00</published><updated>2011-06-03T08:32:07.072-03:00</updated><title type='text'>Cotidiano de amor</title><content type='html'>Senta aqui ao meu lado e me conta teus planos para o dia de hoje, amanhã, depois de amanhã, o próximo mês e os próximos cinco anos – que é o máximo que eu consigo me planejar. Enquanto você fala, te ajudo a terminar essa cruzadinha do jornal e a gente vê se aprende algo novo juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu leio teu horóscopo juntando as melhores coisas de todos os signos que é pra você ficar tranquila. O bom momento no trabalho de Libra, a oportunidade de viagens de Leão, a capacidade de reflexão para a família de Sagitário – devido ao alinhamento da lua em Áries. Tudo isso vai lhe cair bem porque, afinal, você é geminiana. Então, é muitas em uma só. E também porque você diz que acredita em astrologia, mas no fundo sabe que isso é tudo baboseira de jornal. Teu número da sorte vai ser o tempo exato dos dias que estamos juntos. Mas a tua cor do dia vai ser vermelha, sempre. Porque é assim que gosto de ti. Radiante escarlate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senta aqui e toma teu café com calma, enquanto eu canto uma musica da Adele no teu ouvido e finjo rebolar feito um Elvis Presley. Minha voz rouca não se compara a dela, mas sou eu quem sabe te fazer arrepiar logo cedo, ainda na primeira xícara. Mas é fato que minha fraca imitação é mais digna de risadas que de arrepios. Mas e daí? Você sempre foi mais bonita sorrindo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem, senta aqui que eu te mostro quem é que te ama e que sabe fazer os melhores ovos cozidos com a gema mole que você já comeu. Vem que nosso dia a dia pode parecer bobo às vistas dos outros, mas só a gente sabe a alegria de dividir as pequenezas e não dar tanta bola às grandiosidades. Vem, porque você é a minha pequena favorita e se tu demorar eu acabo comendo o miolo do teu pão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-4817274568558660670?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/4817274568558660670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/06/cotidiano-de-amor.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4817274568558660670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4817274568558660670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/06/cotidiano-de-amor.html' title='Cotidiano de amor'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-8006552646276868790</id><published>2011-05-27T14:28:00.002-03:00</published><updated>2011-05-27T14:33:17.200-03:00</updated><title type='text'>A sobrevivência</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-i7zZvzTf1AI/Td_gU0kwRGI/AAAAAAAAAIQ/FG03UFCZrKI/s1600/tom_blog.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-i7zZvzTf1AI/Td_gU0kwRGI/AAAAAAAAAIQ/FG03UFCZrKI/s320/tom_blog.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611450309041734754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nem a mais perfeita das cronicidades poderia descrever tamanha complicação. Só quem vive a mercê das oscilações do corpo, da alma e da mente de uma mulher sabe o quanto paciência é raridade diante deste detestado e necessário ciclo mensal. É ela: a danada da TPM. Chegou, chegando! Com direito a enxaqueca e tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora, muita calma. Ou nessa calma, muita hora. Você vai precisar. Como dizem umas filósofas amigas: não seja mirim. Seja juvenil. Respire, conte até três. E trate de iniciar seu ciclo salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto ver minha paz surrada feito camisa de mendigo, desenvolvi a habilidade de estabelecer meu ciclo paralelo. Em busca da sobrevivência, da tranquilidade masculina. Quando a hora vai chegando, protejo meus afazeres, investigo e começo a estratégia de libertação. É a blindagem da reputação de macho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cineminha na segunda, amor? Bora fazer uma comidinha na terça pra relaxar? Um jantarzinho na quarta, depois do trabalho? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é só presença de espírito masculina. Repito: é questão de sobrevivência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense: na quinta é dia de futebol. Depois da pelada, a resenha com os camaradas. Todos guerreiros da resistência. Vai querer perder? Nunquinha. Programação indispensável para o retilíneo andar da carruagem masculina. Serve como bisca na testa. Reaviva a memória e a macheza. Coloca nós, homens, criatura em extinção, de novo nos eixos. Re-no-va-ção do espírito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa altura, a dona já cansou de se irritar com os outros e vai querer um momento de paz, descansar vendo Travel &amp; Living ou A Grande Família. Nessa hora que você entra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amor, tô indo pro futebol, tá? Se precisar de algo me liga que vou ai, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vá, com toda glória do espírito macho, rezando para seu celular não tocar. Para felicidade geral da nação, ele nunca toca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tome chope e papo furado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exceção é quando o tempo passa, você não vê e a uma da manhã a fera acorda do primeiro sono da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou pagando a conta, gata. Não se preocupe. Beijo! Tchau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã, noutro dia, matamos no peito a ressaca e mandamos a TPM pra escanteio. Missão cumprida. Ciclo fechado. Resistimos à semana da TPM (Tão Perdoadas, Moças). Madame satisfeita e nós inteiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do dia, é hora de encher a cara. Agora, só mês que vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-8006552646276868790?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/8006552646276868790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/05/sobrevivencia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8006552646276868790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8006552646276868790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/05/sobrevivencia.html' title='A sobrevivência'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-i7zZvzTf1AI/Td_gU0kwRGI/AAAAAAAAAIQ/FG03UFCZrKI/s72-c/tom_blog.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-859239101265463805</id><published>2011-05-20T08:00:00.012-03:00</published><updated>2011-05-20T08:00:08.864-03:00</updated><title type='text'>Antecipação da dor</title><content type='html'>Olha, eu estou me adiantando nessa conversa porque eu sei como isso funciona. Já passei por isso. Não será a primeira vez e eu sei que também não será a última. Mas estou deixando isso escrito e pronto pra ver se na hora dói menos. Assim evitamos os choros, os xingamentos, as palavras ditas que não voltam atrás e machucam. Também não precisamos ficar relembrando o quanto foi bom. Não tem pra quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos bem hoje, eu sei. Mas a vida dá voltas. Amanhã pode ser que uma palavra fora de contexto, um telefonema não atendido, um encontro desmarcado ou, simplesmente, o encanto quebrado acabe com tudo. E aí ficarão estas palavras para evitarmos a chateação do adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o adeus acontece quase sempre da mesma forma. Mas dói mais quando é alongado, quando ficamos remoendo tudo o que aconteceu. Aposto como você iria resgatar o nosso primeiro encontro, o sorvete de tapioca, o banho de guaraná que você me deu, o salto da sandália quebrada, o meu medo de viajar de avião e a força que você segurava minha mão pra tentar me acalmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu ia relembrar do dia que o salto da sandália quebrou e eu te carreguei no colo por uns três metros, quase morrendo, e evidenciando que força e preparo físico não eram meu forte. Ia lembrar de como você ficou maravilhada quando te levei pela primeira vez ao Louvre. E principalmente, ia sentir no ar seu cheiro de banho tomado que você trazia ao deitar ao meu lado naquele tempo em que você trabalhava até tarde no café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu juro que não precisamos disso. Se chegou a hora, o melhor é você seguir teu rumo. Eu vou ficando por aqui. Mas eu precisava me adiantar com isso e te explicar que te amo. Mesmo que você esteja me deixando. Eu te amo. Te amo como nunca amei nenhuma das outras – e eu não preciso reforçar que foram muitas já que você tratou de descobrir todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amo mesmo. Cada coisa, cada mania, cada defeito, cada palavra. Tudo seu se encaixa perfeitamente em mim. E eu queria que você soubesse isso agora. Ainda que seja tarde, mas é importante pra mim. Vai seguir tua vida. Mas saiba que aqui eu vou continuar te amando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-859239101265463805?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/859239101265463805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/05/antecipacao-da-dor.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/859239101265463805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/859239101265463805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/05/antecipacao-da-dor.html' title='Antecipação da dor'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-4170094455373844416</id><published>2011-05-13T14:37:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T14:37:20.120-03:00</updated><title type='text'>Quem diria</title><content type='html'>Se pudesse te dar um nome, seria “Quem diria...”. Não é tão belo quanto o que teus pais te deram e consta lindamente no RG. Pode até ser que não combine tanto com teu sorriso. Mas eu poderia, diariamente, dizer: Quem diria que você estaria aqui hoje comigo depois de tanta coisa vivida? Quem diria que você, depois de tanta insistência minha, se entregaria? Ah, Quem diria! Quem diria que você seria minha? Nem Deus acreditaria! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem, com toda certeza, apostaria na nossa vida a dois? Quem, depois de ouvir seu papo sobre “eu enjoo rápido dos meus namorados”, se empolgaria em investir nessa relação? Quem diria... você acordando ao meu lado, tomando café na cama e ficando de preguiça o resto da manhã entre papos absurdos e orgasmos idem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A durona que não se entregava. A fodona que não se envolvia. Hoje está aqui ao meu lado e eu te chamando de Quem diria. Ainda bem que tu vieste, amor. Ainda bem que você queria. Ainda bem que eu já sabia. Ainda bem que eu te amo, Maria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-4170094455373844416?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/4170094455373844416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/05/quem-diria.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4170094455373844416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4170094455373844416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/05/quem-diria.html' title='Quem diria'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-6315004327090428568</id><published>2011-05-06T08:26:00.000-03:00</published><updated>2011-05-06T08:26:50.188-03:00</updated><title type='text'>Como Fantasia</title><content type='html'>A vida de todo mundo daria um livro. Esse é meu trabalho. Conhecer tua história e transformá-la num épico, num grande exemplo de vida. Ou mesmo numa grande tragédia, vai da tua escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformo teus medos em virtudes, tuas dores em vitórias, tuas lágrimas em sangue e tuas derrotas em força. As baratas que matou na cozinha&amp;nbsp;viram leões mortos a golpes de espada de prata na savana. Os impropérios que disse numa briga de trânsito soarão como ensinamentos de um mestre calmo e sábio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformo tuas letras em palavras, palavras em frases, frases em períodos, períodos em parágrafos e parágrafos em lendas. Meu trabalho é este. Fantasiar tua vida. Dar a ela o sentido que você não conseguiu na realidade. Realizar teus sonhos, bater tuas metas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tuas conquistas serão heróicas, tua vida será rica, tuas idéias serão brilhantes e teus amores serão eternos. A admiração virá desde as primeiras páginas e todos, ao findar a leitura, dirão: quero ser como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, sinceramente, ao te verem com estes olhos marejados, não haverá palavra que disfarce a saudades que sentes dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-6315004327090428568?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/6315004327090428568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/05/como-fantasia.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6315004327090428568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6315004327090428568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/05/como-fantasia.html' title='Como Fantasia'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-4064482860527663655</id><published>2011-04-29T09:23:00.002-03:00</published><updated>2011-04-29T15:22:52.259-03:00</updated><title type='text'>Na memória dos bons sentimentos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Lembra do dia em que te conheci? Às vezes me pego lembrando disso, com um sorriso meio bobo na cara. Aquele que você nunca entendeu quando me via te observando durante suas atividades rotineiras de casa. E quando me pego pensando em você, não sei bem o que sinto. São tantas coisas. Meio confuso, sabe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Não que eu ache isso ruim, pelo contrário, acho interessante o fato de pensar que foi tudo tão esquisito e ao mesmo tempo ver que foi da melhor maneira que poderia acontecer. Lembrar que você não me dava muita bola, seu jeito durona de ser típico de leonina. E eu todo interessado, fazendo de tudo pra você me querer, sendo eu mesmo, mas dando ênfase nas qualidades, que eu não sou bobo de apontar meus próprios defeitos. Apesar de menino, já tinha lido “Arte da Guerra”. Sun Tzu tinha que servir para alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Mas valeu porque consegui te conquistar, eu acho. Nem que tenha sido por pouco tempo. Na verdade, às vezes penso que, talvez, você tenha me aceitado mais pelo esforço que fiz do que pelas qualidades propriamente ditas. Mesmo assim, me senti muito feliz. Era um reconhecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Àquela época eu pensava ser você a coisa certa, quem me faltava. Ver seu sorriso era tudo que eu poderia querer. Pensava, imaginava, criava, inventava todas as possibilidades de uma vida eterna entre nós dois. E de repente o encanto se desfez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Por um bom tempo fiquei sem saber como viver sem você. Sofri, chorei. Mas passou e hoje entendo que você era, sim, o melhor na minha vida naquele momento. Aprendi, cresci, amadureci. Foi bom pra mim e guardarei pra sempre este sentimento. Espero que você também tenha tirado boas lições de tudo aquilo. Te amei. Muito obrigado por isso.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-4064482860527663655?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/4064482860527663655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/04/na-memoria-dos-bons-sentimentos.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4064482860527663655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4064482860527663655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/04/na-memoria-dos-bons-sentimentos.html' title='Na memória dos bons sentimentos'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-6537239024588765394</id><published>2011-04-20T10:08:00.000-03:00</published><updated>2011-04-20T10:08:19.959-03:00</updated><title type='text'>AA</title><content type='html'>Meu nome é Pedro, tenho 27 anos. Sou viciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo, confesso que entrei por diversão. Tava ali de bobeira, fazendo nada e fui apresentado a ela por alguns amigos. Gostei de cara. E passei a querê-la diariamente. E ela estava sempre por perto quando a procurava, então não tive dificuldade nenhuma em me viciar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a onda foi crescendo. No começo eram festas no final de semana, contatos rápidos, mas ela estava com meus amigos sempre. Aí passou a ser festa todo dia e, desde então, ela estava comigo e não mais com os outros. Eu a tinha pra mim. Só pra mim. De manha, de tarde, de noite. Eu não conseguia mais ficar sem ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gastei dinheiro, me meti em encrencas, briguei por ela e com ela. Me diverti muito, passei pelas mais maravilhosas sensações, fiz viagens eternas e inesquecíveis. Ganhei novos amigos, me afastei de outros. Conheci uma nova família, um novo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo isso, cheguei aqui. E hoje digo feliz que o meu vício continua comigo. E continua a me proporcionar as melhores coisas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu nome é Pedro Saldres, tenho 27 anos e estou há 2 anos e 10 meses&amp;nbsp;apaixonado pela minha mulher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-6537239024588765394?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/6537239024588765394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/04/aa.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6537239024588765394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6537239024588765394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/04/aa.html' title='AA'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-3628955027451169025</id><published>2011-04-15T15:08:00.002-03:00</published><updated>2011-04-15T17:13:48.710-03:00</updated><title type='text'>Primeiro e Melhor</title><content type='html'>Eu ainda me recordo perfeitamente da cena. Só faz uma semana, mas nesses tempos de velocidade em tudo, parece que já se passaram anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vestida naquele meu moleton cinza-surrado, cabelos completamente desgrenhados, parada no meio da cozinha lá de casa lendo a receita de bolo de cenoura da minha avó. “Queria te preparar um café legal, mas não sei onde encontrar os ingredientes”, você me disse quando percebeu que eu te observava. Depois me beijou. Teu beijo, àquela hora da manhã, era doce como a calda de chocolate que depois fizemos para o bolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira vez que você dormiu comigo e acho que por isso nunca esquecerei. Podia ter na memória outros detalhes daquele dia. O jantar que te preparei na noite anterior, o vinho que bebemos, as músicas que dançamos, mas sei lá... acho que aquele momento foi marcante. A intimidade de te ver como parte integrante da minha casa – mesmo que perdida entre os armários – me fez sentir que era você mesma. Tua completa falta de vaidade em me deixar te ver daquele jeito, maquiagem borrada, descabelada me fez sentir que você era minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua preocupação em me agradar com o bolo de cenoura quentinho logo cedo me cativou ainda mais. A tua cara de “não sei bater massa de bolo” foi que me mostrou o quanto você precisava de mim. E eu de você. Mas foi nosso diálogo após o primeiro pedaço de bolo que me fez ter certeza de que não podia te deixar mais sair da minha vida. “Foi o melhor bolo de cenoura que já fiz”, você disse. “E quantos você já fez?”, perguntei. “É o primeiro. Logo... hahaha!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, bom humor logo cedo. Como não te amar? Como não querer ter mais despertares como esse? E por isso te digo: aquele também foi o primeiro dia em que você acordou aqui. E sem dúvida, foi o melhor. Mas eu quero mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-3628955027451169025?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/3628955027451169025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/04/primeiro-e-melhor.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3628955027451169025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3628955027451169025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/04/primeiro-e-melhor.html' title='Primeiro e Melhor'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-202594120124442566</id><published>2011-04-08T10:34:00.000-03:00</published><updated>2011-04-08T10:34:14.646-03:00</updated><title type='text'>Amor e morte</title><content type='html'>Só você ainda não percebeu que não falo contigo por medo de você me achar burro. De não dizer algo inteligente que vá te marcar ou de fazer alguma piada imbecil e você me odiar. Só você ainda não entendeu que não chego perto de ti por temor de não estar suficientemente perfumado, ou estar perfumado demais e te causar alergia. Aliás, só você não se deu conta de que passou a receber lírios, e não mais rosas, quando contou – e eu ouvi – que as achava lindas, mas não podia levá-las pra casa, pois te causavam espirros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você ainda não percebeu que sou eu quem deixo água geladinha na sua mesa. Sou eu quem levo o café quente na caneca. Os biscoitos, também sou eu quem levo e faço, diariamente, em casa pensando no seu sorriso ao comê-los. E na sua expectativa por tentar descobrir quem é seu admirador secreto. Tal qual uma colegial querendo saber quem enviou o correio elegante na festa junina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, só você ainda não se tocou de que não é coincidência que subimos juntos, diariamente, no elevador. E muito menos que eu passo os oito andares prendendo a respiração com medo de estar com bafo. Mas é tão bom estar ali ao seu lado. Nem sei o que faria se um dia ficássemos só nós dois lá dentro. Provavelmente teria um ataque de pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você também ainda não se deu conta de que nas aulas de ginástica laboral eu sou o único que não forma par com você. Medo de te quebrar em algum daqueles movimentos. De perder o controle ao massagear seu pescoço. Medo de sentir sua pele e surtar de vez, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena você não ter percebido nada disso até hoje. Uma pena você não descobrir e não me convidar para sentar à sua mesa. Fico triste. Aliás, de triste passei a ter raiva. Tenho me sentido muito enfurecido com isso. Sua falta de gratidão me machuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela não vai mais acontecer. Uma pena que hoje você vai comer meu último biscoito. Uma pena que você morrerá comendo. Espero que o sorriso pela surpresa ainda esteja em seu rosto quando te encontrarem morta. Eu amo o seu sorriso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-202594120124442566?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/202594120124442566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/04/amor-e-morte.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/202594120124442566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/202594120124442566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/04/amor-e-morte.html' title='Amor e morte'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-7485747545273418433</id><published>2011-04-01T16:45:00.001-03:00</published><updated>2011-04-01T16:48:13.397-03:00</updated><title type='text'>Sorte ou Azar</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Tudo que tentei foi infrutífero. Todos os lances que dei resultaram em nada. Para os que me entreguei demais, virei utensílio de luxo descartável. Para os que me mantive sóbria, fui taxada de frígida. Quando tentei o equilíbrio, acabei como a desequilibrada que não sabe o que quer. Bipolar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Tentei médicos ricos, motoboys pobres. Até professores que não são nada além de chatos. Os engraçados que me divertiam, mas não davam prazer. Os gostosos que me davam prazer, mas não sabiam rir. Altos, baixos, gordos e magros. Preto, branco, mulato, índio, cafuzo, mameluco, caboclo. Cearenses, amazonenses, goianos, paranaenses, cariocas e até os chatos dos paulistas. Aliás, já pensou em um professor paulista? Tédio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Tentei de tudo e nada de certo. Uns dizem que não tive sorte. Outros dizem que tive azar. Mas se azar no jogo quer dizer sorte no amor, chegou minha hora de apostar, ganhar dinheiro, quebrar a banca do cassino. Quem quer girar a roleta?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-7485747545273418433?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/7485747545273418433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/04/sorte-ou-azar.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7485747545273418433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7485747545273418433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/04/sorte-ou-azar.html' title='Sorte ou Azar'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-4663436656612084813</id><published>2011-03-25T14:55:00.001-03:00</published><updated>2011-03-25T15:08:57.788-03:00</updated><title type='text'>Nossas manias</title><content type='html'>Ai, você me liga em plena madrugada achando que vou te atender. Esqueci de te dizer. Não deixei só você. Deixei também todas as manias que adquiri contigo. Era isso ou a tua lembrança a cada ato corriqueiro do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tomo mais sorvete de menta. Não peço mais café com leite vaporizado. Voltei a comer pizza com borda de catupiri. Agora começo a leitura do jornal pelo “caderno 2”, que é pra programar o cinema, o teatro, o show ou qualquer outra coisa que eu queira fazer mais tarde. Sem essa de ficar em casa vendo novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei de beber vodca com schweppes citrus. Voltei a tomar minha cerveja estupidamente gelada. Voltei a fazer a barba diariamente em vez de manter aquele ar desleixado. Voltei a ouvir o Roberto Carlos e não mais aquele tumtumtum seco que você gosta. E, veja você, deixei de dormir com o celular ligado. Precisava conter meu desejo de te ligar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não perdi aquela mania boba de te desejar. Ainda bem que não te atendi. Ainda bem que você bateu à minha porta. Ainda bem que te recebi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora levanta que teu café com leite vaporizado está pronto. E o caderno de economia está debaixo da bandeja pra tu ler. Bom dia e até mais tarde. Prometo que te trago sorvete de menta pra sobremesa do jantar. Te amo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-4663436656612084813?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/4663436656612084813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/03/nossas-manias.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4663436656612084813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4663436656612084813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/03/nossas-manias.html' title='Nossas manias'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-6503446265240110335</id><published>2011-03-19T14:19:00.000-03:00</published><updated>2011-03-19T14:19:34.804-03:00</updated><title type='text'>Inacreditável</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;“Você está, sem dúvida, na lista das pessoas mais interessantes e insanas que já conheci.” Foi assim que ela se dirigiu a mim depois de uma semana de convivência. Confesso que por alguns minutos não soube dizer se a frase, misturada ao seu constante tom ameaçador, era um elogio ou uma ofensa. Mas o longo beijo que me deu ao se aproximar, sem dúvida, deixou claro que era um elogio. Ou uma ofensa. E um beijo de piedade. Não sei. Até porque, ela me beijou e foi embora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Era um beijo de despedida e um agradecimento pelos sete dias passados? Ou era um beijo de dó e uma certa pena pela pessoa que ela viu em mim? Capaz de nem ela saber me explicar. Mas o tempo foi todo calculado para a frase, aproximação, beijo e a entrada no táxi que a esperava. Meu “tchau, volte sempre que puder” só foi ouvido pelo gari que varria a rua naquela hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Depois de uma semana intensa vivida lado a lado ela simplesmente saiu de mim, assim como entrou. Num acontecimento fortuito. Numa passagem da vida que poderia passar despercebida por qualquer um. Assim como nos conhecemos na tentativa de embarcar em um táxi no aeroporto de Brasília, ela se despediu de mim antes de entrar em outro e voltar ao aeroporto. Voltar ao seu frio e solidão (imagino eu) seja lá onde ele for.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Porque não acredito que lá ela vá entrar em outro táxi já ocupado, meio sem querer. Não acredito que esse táxi terá outro passageiro tão “interessante e insano” quanto eu. Não acredito que ela vá estar sem um hotel reservado. Não acredito que a cidade não terá quartos disponíveis. Não acredito que ele vá sugerir que ela fique na casa dele. Não acredito que eles vão descobrir tantas afinidades. Não acredito que ele vá pedir uma semana de licença no trabalho para ficar com ela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Não acredito que ela vá passar outra semana recheada de sexo, de paixão, de histórias. Não acredito que ela viverá outra semana de bons restaurantes, bons filmes, boas músicas, bom vinho. Não acredito que ela terá outra semana de bons sonhos, bons despertares e bons bate-papos no escuro do quarto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;E, principalmente, não acredito que ela tenha coragem de arrumar suas coisas, chamar um táxi e esperá-lo do lado de fora enquanto ele foi à rua buscar mais daquilo tudo de bom de antes. Não acredito que ela... eu não acredito nela. Eu não acredito. Não acredito que sou tão interessante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Mas acredito que sou um insano por ter feito tudo isso. E acredito em amor à primeira vista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-6503446265240110335?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/6503446265240110335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/03/inacreditavel.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6503446265240110335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6503446265240110335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/03/inacreditavel.html' title='Inacreditável'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-1688704228830625992</id><published>2011-03-12T00:29:00.000-03:00</published><updated>2011-03-12T00:29:21.458-03:00</updated><title type='text'>Antes de dormir</title><content type='html'>De tudo o que a gente vive ao longo do dia minha parte preferida é a do escuro do quarto. Não to falando de sexo. Nem de dormir. Muito menos de silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To falando daqueles minutos que antecedem o adormecer, quando ficamos ali, deitados lado a lado, conversando. Não é que o sexo seja ruim, pelo contrário. Você sabe que, pra mim, sexo é fundamental e não estaríamos juntos há tanto tempo se não fosse bom. Meu sono também é ótimo e você, mais do que ninguém pode atestar isso. E o silêncio, bom... o silêncio tem seus momentos de valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é que te ouvir contar sobre seu dia, entrar no teu mundo, ouvir teus lamentos sobre o trabalho, tua preocupação com a saúde do teu pai e as bobagens das tuas amigas me faz bem. Me sinto mais integrado. Sabe aquela coisa matemática de primário, dos grupos, do que pertence e não pertence; está contido e não contido? Pois é, me sinto assim, feito menino no primário descobrindo o mundo. Contido nas tuas histórias, pertencente aos teus planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é ali que eu também sinto você comigo, partilhando minhas dúvidas, meus medos, minhas idéias mirabolantes de fazer 300 coisas ao mesmo tempo. E em seguida caindo na real de que não farei nem duas. É ali que me pego fazendo planos para nós dois. Aquela viagem, o restaurante que ainda não conhecemos, o espumante que está na geladeira e ainda não tomamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você bem sabe: o sexo, um dia, vai acabar. Não há azulzinha que aguente. Pelo menos não pelo tempo que quero estar ao seu lado. O sono vai rarear, ou você já viu velho que durma mais que 5 horas por noite? O silêncio vai permanecer tendo seu valor nas horas certas. Mas essa conversa, seus contos, suas preocupações. Essas tenho certeza que ainda persistirão a me embalar os sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-1688704228830625992?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/1688704228830625992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/03/antes-de-dormir.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1688704228830625992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1688704228830625992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/03/antes-de-dormir.html' title='Antes de dormir'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-1957798379068324202</id><published>2011-03-04T22:41:00.000-03:00</published><updated>2011-03-04T22:41:10.459-03:00</updated><title type='text'>Na quarta-feira virei cinza</title><content type='html'>Eu já te observava bem antes da sexta-feira, mas só naquela noite, embriagado, com os sinos do lança-perfume tocando na cabeça, foi que tive coragem pra chegar perto de você. Você já sabia, eu era um grande covarde. Fama de franguinho que foge quando outro galo canta no terreiro. Mas ainda acredito que foi justamente por isso que te surpreendi. Entre todas as passistas daquele baile, você era a que mais chamava atenção. Teu colorido exalava. Sabia que tinha todos os olhares, do rei, do arlequim, do pierrô, do pirata, do marinheiro, do capitão, até do Clóvis Bornay. Mas não esperava a aproximação do bobo da corte. E de gracinha em gracinha eu ganhei o branco do teu sorriso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado, segui teu ritmo. Teu gingado me levou à diferentes blocos. Teu passo me fez percorrer toda a avenida. Tua ginga me fez sambar de trás pra frente. E no fim da noite teu rebolado me levou ao prazer infinito. Eu já me sentia seu. E te sentia minha. Mesmo com o rei do pandeiro a te paquerar. Mesmo com a bateria parando pra você passar. Mesmo com o mestre-sala a te fazer reverências. Eu sabia que o vermelho dos teus lábios me pertenciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio o domingo e continuei na tua cadência. Meu coração já fazia feito tamborim toc toc tum toc tum toc tum no seu ritmo. E no meio do pagode você me puxou pro canto da quadra e me transformou em reco-reco, em cuíca gemendo alto. O preto da tua pele me extasiava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda e na terça, a gorda terça-feira de carnaval, me senti feito Rei Momo. Satisfeito com teus beijos e carícias. Mas querendo provar mais do doce que você me dava. Seria o Rei Momo mais obeso e estenderia meu reinado por infinitos carnavais pra poder comer do seu prato. Beber do teu gole. Me colorir com todas os brilhos da tua purpurina, com todas as cores dos teus paetês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta-feira teu bloco não saiu. No meio da rua vazia, no meio da ressaca contida, entre restos de latas e cheiro de urina não ouvi teu apito a comandar a batucada do meu peito. Na quarta-feira eu virei cinza sem você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-1957798379068324202?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/1957798379068324202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/03/na-quarta-feira-virei-cinza.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1957798379068324202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1957798379068324202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/03/na-quarta-feira-virei-cinza.html' title='Na quarta-feira virei cinza'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-538094670049141419</id><published>2011-02-26T14:13:00.000-03:00</published><updated>2011-02-26T14:13:43.589-03:00</updated><title type='text'>Mais um tchau</title><content type='html'>Definitivamente, eu acho uma pena. É uma pena, depois de tantas idas e vindas, de encontros e desencontros, de amores e desamores, eu ainda sofrer por perder você. É mesmo uma grande pena depois de tantos anos eu ainda não ter aprendido a lidar com meus erros – sempre os mesmos – e com as consequências deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, eu fico triste mesmo. Nem é por você ter ido. Isso aconteceria uma hora ou outra. Afinal, quem acredita em “viveram felizes para sempre”, além das crianças que dormem ao som da leitura de uma Cinderela ou Rapunzel? Só naqueles embalados sonhos o para sempre é real. Depois que crescem, vivem a realidade. Aliás, não era Cinderela sua história favorita quando pequena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fico triste é por mim. Por não perceber que estou numa eterna volta: conquista, namoro, erros e o fim. Triste por não me dar conta que meus erros não feriram só você, mas também a Marisa, a Fernanda, a Tatiana, a Maria Clara... e por não ver que o problema não foi você, nem elas. O problema sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos usam desse papo de “não é você, sou eu” para terminar um relacionamento. Só que comigo é sempre o contrário. Foi você (e todas as outras) que me disse, ou deixou a entender que o problema não era você, mas eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fico triste por não ver que eu sempre caminho para o mesmo buraco. Para a mesma vidinha simples e sem aventuras, para a mesma rotina medíocre que acredito ser o suprassumo da existência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psicologia, psiquiatria, hipnose, acupuntura, terapia holística, exercícios físicos, menos álcool, voto de solidão. Sei lá o que pode me fazer mudar. Qual a sua sugestão? Quer dizer, você nem tem que me dar nenhuma sugestão. A essa altura já deve estar bem longe. De volta àquele apartamento que você dividia com as amigas. Me deixe mesmo aqui. É melhor pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim? Bom, o ciclo recomeça. Vejamos quanto tempo dura o próximo. Bom que estes escritos já ficam aqui, à mão para o próximo cartão de despedida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa sorte pra você. Espero que goste das flores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-538094670049141419?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/538094670049141419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/02/mais-um-tchau.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/538094670049141419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/538094670049141419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2011/02/mais-um-tchau.html' title='Mais um tchau'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-4300183884293351895</id><published>2010-07-05T21:23:00.003-03:00</published><updated>2010-07-05T21:26:42.554-03:00</updated><title type='text'>Fórmula Dove</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu até estava indo bem, sabe? Já tinha saído daquela fase de madrugadas chorosas e bêbadas, já tinha passado aquela impressão de ver seus olhos em cada espelho, de ver teu carro em cada estacionamento. Já tinha conseguido até passar o aspirador de pó em casa, pra ver se não sobrava nenhum fio de cabelo teu escondido por aí. Também já não tinha mais aquela vontade de te ligar a todo momento, implorando pra você voltar pra mim e que eu vou mudar e que nós ainda podemos ser felizes. Tudo isso já tinha passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já tava de volta a rotina do trabalho. Reconquistei a confiança do chefe. Retomei projetos que tinha deixado parado. Até mesmo o futebol no domingo. Voltei a fazer gols! O primeiro foi lindo, até cheguei a levar o anelar esquerdo à boca para dar um beijo, quando senti que não tinha mais aliança. Mas foi rápido, passageiro, logo recebi outra bola e esqueci disso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até umas paqueras novas já estavam rolando. Trocas de mensagens aqui. Uns olhares ali. Beijos acolá. Percebi que não tinha me esquecido como ser conquistador. Mas todas garotas de uma noite só. Boas noites, inclusive.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas aí veio a primeira viagem a trabalho. Lembra? Daquelas que eu ia num dia pela manhã, fazia reuniões o dia inteiro, passava a noite e voltava no outro dia pela manhã. Pois é, retomei isso também. E já em arrependo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia tinha sido bom. Reuniões produtivas, projetos encaminhados. Happy hour divertido. Uma garota passou a noite me dando bola. Até me permiti trocar olhares e por fim, alguns beijos no estacionamento. Voltei ao hotel e entrei no banho. Ao abrir a saboneteira, você me invadiu novamente. Em vez do meu tradicional sabonete glicerinado, encontrei aquele teu dove. Você dizia que eu tinha que usar dele, pra poder hidratar minha pele. Mal sabia você que todos são iguais, meros detergentes da pele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teu cheiro estava guardado nele. Aquele cheiro doce, de pele macia – não por conta do sabonete, mas por conta da natureza que te fez assim mesmo –, de saudade. Aquele teu cheiro de aconchego, aquele teu cheiro de me deixar com tesão. Aquele teu cheiro de me fazer cafuné, aquele teu cheiro de me fazer dormir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Debaixo do chuveiro eu chorei. Lá fiquei até o sabonete derreter por completo entre meus dedos. E depois adormeci sentindo teu cheiro em minha mão. Como se você estivesse ali. E foi assim que descobri a fórmula perfeita pra te ter sempre comigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-4300183884293351895?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/4300183884293351895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2010/07/formula-dove.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4300183884293351895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4300183884293351895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2010/07/formula-dove.html' title='Fórmula Dove'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-1224053427926611300</id><published>2010-06-08T21:33:00.000-03:00</published><updated>2010-06-08T21:33:38.014-03:00</updated><title type='text'>Faxina Geral</title><content type='html'>Nada como um bom pedaço de pano e uma garrafa de álcool para fazer uma limpeza. Não, não. Não to falando da mesinha de centro da sala que você limpa com um paninho perfex e um litro de álcool Guarany.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To falando do pano, do linho do lenço Presidente que você me comprou para eu usar no casamento daquela sua amiga. Eu achei brega. Lembra que você bebeu além da conta, vomitou e acabou usando meu lenço para se limpar? Pelo menos a breguice teve bom uso. E foi pro lixo. Mas no dia seguinte você fez questão de me dizer que tinha comprado uma caixinha. Ainda sobravam dois. Ficaram guardados na gaveta das cuecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To falando do álcool que se bebe, da cana ardente da cachaça ruim que você comprou para fazer quentão em fevereiro, já que você estava com desejo. Onde já se viu desejo de não grávida? Mas você disse que não tava encontrando gengibre. Sem gengibre não tinha graça. Tomou a garrafa do malbec argentino - que eu guardava pra uma ocasião especial - com sua amiga que três meses após o casamento pegou o marido com uma sirigaita no clube. Esqueceu do quentão e a garrafa ficou lá no canto do armário, tomando poeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é esse mesmo lenço brega e essa mesma garrafa de cachaça ruim que fazem minha faxina hoje. O linho que eu esfrego no meu rosto, secando as lágrimas, arrancando essa pele velha e desgastada. A aguardente que desce rasgando a garganta, queima o esôfago, faz eco no estômago e estremece o fígado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu to me limpando de você. Me desinfetando do seu cheiro que ainda ficou no lençol. Arrancando todos os micróbios da sua boca que ainda possam estar espalhados pelos copos, pela caneca de cappucino, e até na taça de vinho. Me desfazendo das suas lembranças, das suas manias, dos seus pedidos. É faxina geral, livre de você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-1224053427926611300?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/1224053427926611300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2010/06/faxina-geral.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1224053427926611300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1224053427926611300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2010/06/faxina-geral.html' title='Faxina Geral'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-5762727213307563204</id><published>2010-04-27T10:44:00.000-03:00</published><updated>2010-04-27T10:44:44.503-03:00</updated><title type='text'>Teoria da Relatividade</title><content type='html'>“Tudo é relativo”, dizem por aí. Não tenho certeza, mas deve ter sido Einstein, com sua teoria da relatividade, que criou essa blasfêmia e a transformou em conhecimento público. Acredito mesmo que o que ele queria dizer era que até essa frase – “tudo é relativo” – é relativa. Porque não dá para tudo, realmente, ser relativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amor por você, por exemplo, não é relativo. Mesmo tendo na etimologia da palavra relativo o significado de relação, o termo tornou-se algo como “pode ser que sim, pode ser que não”. E é aí que falo que não. Não há nenhuma relatividade na excitação dos nossos corpos ao se encontrarem, no suor de nossas mãos, segurando umas as outras, sabendo que ali haverá sempre um porto seguro, não há relatividade nos seus olhos que me encaram e me dão a certeza de um futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há “pode ser que sim, pode ser que não” nos nossos planos, nossas viagens, nossos desenhos, nossas provas e marcas de amor. Não há relativismo nas tuas mãos percorrendo meu corpo, muito menos na tua boca dizendo um baixinho e suave “eu te amo” na minha orelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, te digo que nosso amor, não. Ele não é relativo. Não cabe qualquer hipótese relativista, pois no nosso amor só há concretismo, só há realismo, só há futurismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-5762727213307563204?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/5762727213307563204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2010/04/teoria-da-relatividade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/5762727213307563204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/5762727213307563204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2010/04/teoria-da-relatividade.html' title='Teoria da Relatividade'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-6961391151400604408</id><published>2010-03-19T20:46:00.003-03:00</published><updated>2010-03-19T20:53:51.629-03:00</updated><title type='text'>É impossível ser feliz sozinho?</title><content type='html'>Sexta-feira, 23h, chuva torrencial lá fora e ele já se sentia mal. Banho tomado, roupa vestida, perfume no cangote e a notícia, via twitter – direto no seu blackberry, de que a festa estava cancelada por conta da chuva. Afinal, onde já se viu luau na praia com aquela tempestade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sexta é dia de balada. Dia de pegação. Ficar em casa e ver TV estava fora dos planos. Nem uma das garotas da lista se dispôs à ir a casa dele. E não rolou nenhum convite a ir à casa de ninguém. A fome bateu. Nem o hot dog da barraquinha na praia ia rola hoje. E agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que ele se deu conta de que podia ficar sozinho. Podia cozinhar pra ele mesmo e beber aquele vinho guardado pra um momento especial com a ex-namorada que nunca chegou e agora não ia mais chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocou uma música no som, foi pra cozinha ver o que tinha na geladeira. Massa era uma boa pedida para acompanhar o vinho. Mas não tinha. “E daí? Vou comer o que eu tiver vontade.” E um mexido de ovo, arroz, feijão, cenoura e queijo nunca harmonizou tão bem com um malbec argentino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Som rolando, comida na mesa, vinho na taça. Ele até dançou sozinho. E relembrou que é, sim, - desculpa Tom Jobim - possível ser feliz sozinho. Nem que seja só por alguns instantes. Afinal, amanhã é sábado e tem mais balada à vista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-6961391151400604408?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/6961391151400604408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2010/03/e-impossivel-ser-feliz-sozinho.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6961391151400604408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6961391151400604408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2010/03/e-impossivel-ser-feliz-sozinho.html' title='É impossível ser feliz sozinho?'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-3905668648816620450</id><published>2010-03-08T20:20:00.002-03:00</published><updated>2010-03-08T20:28:02.473-03:00</updated><title type='text'>Quando dois se bastam</title><content type='html'>- Por quê? Por que tanta alegria, tanta risada? Você consegue me explicar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que me disse a vizinha assim que abri a porta. Era domingo e nós terminávamos um almoço tardio – como sempre são os almoços de domingo – regado a muito vinho e um delicioso risoto de funghi preparado pela Clarinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se foi o vinho, mas não me recordo de estarmos rindo tanto assim, a ponto de incomodar a vizinha. Aliás, desde quando alegria incomoda alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a única reação que tive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu quero saber, Sr. Tiago, a razão de toda essa euforia, toda essa alegria, todas essas gargalhadas. Por quê? O que traz a vocês dois tanta felicidade? Vocês são sozinhos! Não tem amigos, não tem filhos, não tem família. Estão aí, só os dois, e parecem que estão na maior festa do mundo. Dá para explicar? Nem um cachorro vocês têm!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e Clara havíamos nos mudado a pouco tempo para aquela casa. Assim que nos estabelecemos, a vizinha – Neide é o nome dela – veio bater à nossa porta. Trouxe um cartão de boas-vindas feito pelos seus dois filhos. Os meninos deviam ter entre 5, o mais novo, e 10 anos, o mais velho. Eles desenharam em uma folha de papel um casal, que presumi sermos nós, e uma família com pai, mãe e dois pequenos meninos de cabelos arrepiados, que imaginei como sendo eles. No alto da folha, em letras de forma estava escrito: BEM VINDOS &lt;s&gt;VISINHOS&lt;/s&gt; VIZINHOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi simpática e disse que estaria à disposição para tudo que precisássemos. Perguntou sobre nossos filhos – os quais ainda não estamos pensando em ter –, convidou Clara a conhecer o grupo de ginástica do bairro, indicou uma diarista para ajudar com os serviços domésticos. E prometeu um filhote de Pastor Alemão da próxima ninhada de seu casal de cães. São premiados os bichinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que mais me assustou foi a relação que ela criou entre sermos sozinhos X sermos felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim, sozinhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tudo o que consegui retrucar. A essa altura, o gênio cricri da Clara já estava atrás de mim na porta, bufando e querendo saber o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá certo que a casa era muito grande para só nós dois. Mas isso não tem nada a ver com nossa família e amigos. A mãe da Clara – sogras! – passava sempre por lá. Minha mãe – sogras, de novo! – não deixava passar uma semana sequer sem dar o ar de sua graça. Meus irmãos e uma amiga-irmã da Clara – ela não tem irmãos de sangue – já dormiram várias vezes no quarto de hóspedes. E nossos amigos também sempre aparecem para um jantar, ou almoço, ou só mesmo pra jogar conversa fora. Não tinha essa de sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sozinhos! S-O-Z-I-N-H-O-S. Sem ninguém para fazer companhia. Sem crianças correndo e gritando para preencher o vazio dessa casa. Sem um cachorro para fazer guarda. Sem uma empregada para varrer e lavar suas roupas. Sós. Vocês não são uma família normal. E ainda assim estão aí nessa algazarra, rindo, ouvindo música, cozinhando e bebendo vinho. Como vocês fazem isso sem ter alguém pra partilhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que a gente se basta, dona Neide. É só isso. Um faz companhia pro outro e não precisamos de muito mais que isso. Crianças serão benvindas, quando for o momento certo. Cães serão ótimas companhias, quando quisermos ter outra companhia. E nossas famílias, bem... nossas famílias estão sempre por aqui. Mas acho que a resposta mais direta para a senhora é só mesmo essa: a gente se basta, se completa e assim tá muito bom. Não precisamos de uma vida tão cheia e tão completa. Pelo menos não no sentido que a senhora diz. Não com essas coisas que a senhora considera importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela murchou e começou a chorar. Chorava como há muito tempo não via ninguém chorando. Soluços doloridos, um choro raivoso. Clarinha ofereceu sua taça de vinho. Ela recusou, virou as costas e saiu andando. Um pouco mais à frente virou-se, balançou a cabeça e pediu desculpas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana depois, também já no fim de um almoço – com amigos, registre-se – veio nova batida na porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde. Vim buscar a mudança da dona Neide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dona Neide? É a casa amarela. Aquela ali do outro lado da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa! A dona ligou tão aperreada que nem anotei o endereço direito. Pensei que fosse casa 12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde pro senhor. Muito obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por nada. Bom trabalho pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neide tinha descoberto que o marido a traía. Viu ruir toda a estrutura de boa família que ela vinha construindo. E surtou. Parece que agora está morando lá do outro lado da cidade e se consultando com um psicólogo para poder entender que é possível ser feliz sozinha. Ou com alguém que se ama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-3905668648816620450?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/3905668648816620450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2010/03/quando-dois-se-bastam.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3905668648816620450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3905668648816620450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2010/03/quando-dois-se-bastam.html' title='Quando dois se bastam'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-6577482456584199916</id><published>2010-02-03T11:10:00.001-03:00</published><updated>2010-02-03T11:12:31.983-03:00</updated><title type='text'>Com o tempo passa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“Como pode ser gostar de alguém e esse tal alguém não ser seu? Fico desejando nós gastando o mar. Pôr-do-sol, postal, mais ninguém...”&lt;/em&gt; A Vanessa da Mata tocava no som do carro enquanto ela dirigia e, chorando, lembrava que lhe disseram que com o tempo passaria. Na primeira semana – recheada de dor, desespero, solidão e intermináveis lágrimas – ela acreditou piamente naquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mês que se sucedeu – trinta dias cobertos de indagações como “será que eu volto atrás?”, “será que ele ainda me quer?”, “será que se eu enfiar o dedo na tomada morro eletrocutada?” – ela ainda tentou acreditar naquilo. Pensou que seria questão de dias para esquecer tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Peço tanto a Deus para lhe esquecer, mas só de pedir me lembro...”&lt;/em&gt;, continuava a cantarolar o rádio. E o tempo passou e o sentimento permaneceu. Batia ali aquela dúvida, aquele medo, o receio de quem fica só. Soprava em seu ouvido a melodia da tristeza, o uivo do lobo solitário. Ressoava em seu peito o eco do isolamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois meses, três. Algumas tentativas de recomeçar de outro jeito. Viagens para esquecer, tentativas de novos affairs, novos amigos, nova vida. Mas tudo voltava a ele. &lt;em&gt;“Sinto que você é ligado a mim. Sempre que estou indo, volto atrás. Estou entregue a ponto de estar sempre só esperando um sim ou nunca mais...”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ali, em meio ao trânsito e às lágrimas, ela percebeu que não, não passaria com o tempo. Que não sumiria o desejo, o respeito, a parceria e muito menos o seu sentimento. O seu amor. De supetão entrou no primeiro retorno e tomou o caminho que há muito não fazia. O caminho dele. Ela precisava voltar. “&lt;em&gt;É tanta graça lá fora passa o tempo sem você. Mas pode sim, ser sim amado e tudo acontecer. Quero dançar com você. Dançar com você. Quero dançar com você.Dançar com você êêêê”&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-6577482456584199916?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/6577482456584199916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2010/02/com-o-tempo-passa.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6577482456584199916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6577482456584199916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2010/02/com-o-tempo-passa.html' title='Com o tempo passa'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-6915802068765585435</id><published>2009-09-04T17:50:00.001-03:00</published><updated>2009-09-04T17:50:59.742-03:00</updated><title type='text'>Cíclico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela não sabia ao certo quando, nem como, nem por que, mas tinha certeza que já não sentia da mesma forma. As piadas não tinham mais a mesma graça. O beijo não tinha mais o mesmo gosto. O abraço já não era tão apertado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não sabia quando, nem como, nem por que, mas sabia que algo estava diferente. E era o sentimento. Aquilo que ela já não sentia mais. Algo que ela precisava voltar a sentir e, com certeza, não era mais com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabia que precisava dizer tchau. Só que também não sabia como, nem quando. Sabia por que. E acabou por fazer da forma mais simples e direta: “Não te amo mais. Pra mim já acabou.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peito doeu. Os olhos choraram. A cabeça girou. O sentimento de perda foi inevitável. E a cada lembrança o coração palpitou. Mas depois de um tempo a leveza voltou a tomar conta dela. Aquela leveza de quem anda nas nuvens, de quem canta sozinho, de quem ri de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia como, não sabia quando, não sabia por que. Mas sabia que era uma nova paixão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-6915802068765585435?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/6915802068765585435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/09/ciclico.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6915802068765585435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6915802068765585435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/09/ciclico.html' title='Cíclico'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-875938783130312218</id><published>2009-09-02T10:03:00.004-03:00</published><updated>2009-09-02T10:18:11.684-03:00</updated><title type='text'>CLIPPING</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pois então, tem uma rádio bem bacana na Internet chamada &lt;a href="http://www.elofm.com.br/"&gt;Elo FM&lt;/a&gt;. Lá, o Alexandre Lanna Lins tem um programa chamado &lt;a href="http://www.elofm.com.br/blogdavez.htm"&gt;Blog da Vez&lt;/a&gt;, que nas palavras do próprio é um "espaço para quem produz conteúdo de qualidade na internet." O programa apresenta, diariamente, um blog legal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E nós, aqui do Historias de um Momento, fomos protagonistas de um programa na semana passada. Pode entrar lá e ouvir o que ele diz. Bom proveito!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-875938783130312218?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/875938783130312218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/09/clipping.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/875938783130312218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/875938783130312218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/09/clipping.html' title='CLIPPING'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-2248784289828992587</id><published>2009-08-21T11:29:00.003-03:00</published><updated>2011-03-02T16:57:10.957-03:00</updated><title type='text'>Arco-Íris dos relacionamentos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É difícil relacionar-se com outras pessoas. Fica ainda mais difícil quando você gosta de alguém que não gosta de você. E por que ela não gost de você? Por que gosta de outra? Dizem que é a diversidade. Que gosto cada um tem o seu. "O que seria do vermelho se todos gostassem do azul?" é o que dizem alguns.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bobagem. Bom mesmo seria se todos gostassem do azul. Assim não haveria tantos traumas, tantas dores, tantas desilusões. É azul? Gosto! Não é? Não gosto. Fácil e simples. Mas a vida não é assim. Há, claro, os que gostam do azul. Mas também há os que preferem o verde, o vermelho, o amarelo, o preto com listras rosas, o lilás com bolinhas douradas...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E para sobreviver nessa brincadeira de caixinha de lápis de cor o mais importante é descobrir a variedade de tons. Porque pode acontecer de você gostar do vermelho sangue, vivo, forte, aquele que chama muita atenção e ele não gostar do seu azul-céu (por mais sentimentos de paz e infinitude que ele possa trazer).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E é aí que vale buscar por outro tom: um vermelho mais claro, mais escuro, com bolinhas, xadrez, mais puxado para o rosa, puxado para o salmão. Enfim, a aquarela é enorme e há uma imensidão de tonalidades possíveis para se criar no mundo das cores. Com certeza uma vai te agradar. E você também agradará alguém. Mesmo que esteja em um daqueles seus dias desbotados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-2248784289828992587?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/2248784289828992587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/08/arco-iris-dos-relacionamentos.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2248784289828992587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2248784289828992587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/08/arco-iris-dos-relacionamentos.html' title='Arco-Íris dos relacionamentos'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-3654283528227273322</id><published>2009-07-27T18:17:00.000-03:00</published><updated>2009-07-27T18:18:13.598-03:00</updated><title type='text'>porra! tô puto!</title><content type='html'>vou contar uma história. outro dia fui a casa de amigo. rolava lá um samba, pagode, quebradeira... sei lá! sei que tinha banda. com tan tan, cavaco, pandeiro, microfone... essas coisas. o som estava legal. minha galera do colégio, como sempre, gente boa e animada. tocavam todo tipo de samba e pagode. ai, o vocal puxou um... "Deus está aqui nesse momento..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao som do do cavaco ficou interessante. gosto dessa música há pelo menos uns quatro anos. achei estranho, inadequado (os chicleteiros que me perdoem) para aquele momento, mas... "beleza, é festa, uuh!!". Ele prosseguiu na "pregação": "Deus te trouxe aqui/ Para aliviar os seus sofrimentos ô ô ô". eu até cantava junto. chegou o refrão, cantei de novo (é a parte mais bonita da música).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas o foda começa agora: o bicho esqueceu o resto da letra e começou a solfejar e inventar uns trechos lá: "fulano de tal, me traz um cervejaaaaa ô ô ô". ah! não.. perai! ai eu fiquei puto. pô, tudo bem que o cara toque uma música religiosa num antro de cachaça, pagode e, acidentalmente, onde a putaria comportamental pode rolar solta (leia-se pegação). mas zombar da palavra de Deus já é sacanagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;explico. não sou um exemplo de conduta. mas costumo ir a igreja quando posso. não sei explicar por que. mas gosto de estar lá. essa música é um símbolo. mas, bonita e triste, teve a infelicidade de ser alçada pela galera do chiclete com banana (acho que foram os caras que gravaram). ai, banalizaram a coitada e reverteram totalmente a função social que ela se propunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no meu carnaval, por exemplo, fui comprar uma cerveja numa conveniência e lá tinha um carro parado, com a mala aberta, escutando essa música. ao redor dele, um monte de bêbados, cantando e dançando. o motorista dava tavas na bunda da namorada enquanto entoava "ô ô ô". minha silenciosa indignação começou ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ela se traduz num lado quase-religioso-social e noutro pessoal. mais uma vez, explico: a primeira vez que escutei essa música ao som do violão, eu acompanha o cortejo que levava o corpo da jovem maria clara (cês lembram dela) até o local onde seria enterrado. naquele momento, mesmo lá como repórter, não tive como não me comover, sobretudo, com essa parte: "e ainda se vier noites traiçoeiras/ se a cruz pesada for/ cristo estará contigo/ e o mundo pode até fazer você chorar/ mas Deus lhe quer sorrindo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por isso adquiri um carinho especial por ela. de lá pra cá, a escuto sempre com muito respeito. ai vem o chiclete com banana (demolidor que me perdoe) e esculhamba com tudo. agora, a música virou um hit para animar as cachaçadas. repito: não sou um poço de religiosidade, muito menos sei interpretar a palavra de Deus como se deve, como meu amigo dieguito amorim. mas acho um desrespeito. e tô puto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-3654283528227273322?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/3654283528227273322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/07/porra-to-puto.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3654283528227273322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3654283528227273322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/07/porra-to-puto.html' title='porra! tô puto!'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-2181072694122662431</id><published>2009-07-23T13:47:00.000-03:00</published><updated>2009-07-23T13:48:15.297-03:00</updated><title type='text'>Tudo azul</title><content type='html'>Conheci uma dama que nunca aprendia. Saia, se exibia e, todo dia, encontrava aquele que lhe queria. Não era bem um gatão. Nem lhe servia muito bem. Mas, pra uma noitada na cama, àquela hora tudo caia bem. Foi-se um dia, depois outro. Alegria, alegria, não era bem o que a moça sentia. Mas a satisfação do momento lhe dava forças pra levantar e ir trabalhar. O máximo que conseguia, era pensar, sempre com nostalgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando, num belo dia, a noite, que já era escura, ficou confusa. E ela pegou-se olhando uma blusa azul, no meio de uma festa toda vermelha e preta. Baile de tradição. Coisa de gente que gosta das mesmas coisas e das mesma gente. Não era bem o caso dela. O que será aquele ponto azul no meio daqueles espantalhos? Não sabia. Aproximou-se. Não devia. O azul sumiu. Ela ficou sem saber aonde ia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperou e nada! Resolveu embrenhar-se por pensamentos vermelhos ou pretos. Era bem mais fácil se dar bem. Parou, bebeu, sorriu, dançou, sentou e... sentiu um braço forte por trás a abraçá-la. Beijaram sua nuca. Ela avistou o braço, a camisa azul. Sorriu, cerrou os olhos, passou o queixo naquela pele delicada, mas forte. Entregou-se, de olhos fechados. Sentiu uma força a virar-lhe o rosto. Entregou-se mais ainda. Sentiu lábios. Primeiro no rosto, depois na boca. Beijou. Beijo demorado. Isso é coisa de homem apaixonado, imaginou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos ainda fechados, estendeu o beijo a um abraço. Resolveu acordar. Viu, apertou os olhos. Pra que? Não era o que imaginava. Aquilo era uma mulher. Não tinha nada com nada. Asfastou-se. Recebeu um sorriso malandro de uma mulher sem muito a perder. Viu o azul desaparecer. Estava chocada, revoltada, evergonhada. Mas encantada. Nunca receberá um abraço daqueles. Bebeu pra esquecer. Dormiu e acordou. Tudo estava azul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-2181072694122662431?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/2181072694122662431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/07/tudo-azul.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2181072694122662431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2181072694122662431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/07/tudo-azul.html' title='Tudo azul'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-6182647342851326257</id><published>2009-07-03T18:11:00.001-03:00</published><updated>2009-07-03T18:14:29.532-03:00</updated><title type='text'>Não deu valor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Doía como costumam doer as grandes perdas, mas aquela tinha algo de diferente. Não sabia se pelo fato dele nunca ter sido realmente dela, ou se pelo fato dela nunca ter sido realmente dele. Mas é certo que doía ainda mais pensar que ele queria ser dela e ela não quis. Brincou, usou, deixou em stand by, desprezou e acabou perdendo. Talvez doesse também por conta da triste melodia que tocava no rádio do carro. E mais ainda pela letra da música que dizia tudo que ela deveria ter dito.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E agora, o que eu vou fazer?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;E as lágrimas não secaram com o sol que fez?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Doía como costumam doer as grandes decepções, mas aquela tinha algo de diferente. Porque ela é quem havia se decepcionado. Ela tinha jogado contra ela própria, achando que o teria no momento em que quisesse. “É um guri bobo. É só chamar que vem correndo”, pensava. E assim fez por várias vezes. Chamado atendido, ela recebia o afago que queria, divertia-se com o rabo abanando do seu cachorrinho e depois o botava para dormir do lado de fora. E a música ainda trepidava as caixas de som do seu veículo.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E agora como posso te esquecer?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Se o seu cheiro ainda está no travesseiro?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;E o seu cabelo está enrolado no meu peito?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Doía como costumam doer os choros silenciosos, mas aquele tinha algo diferente. Porque o silêncio de suas lágrimas era rompido por um leve soluçar e pelo eco de seu próprio pensamento que gritava “Burra! Burra! Burra!” a cada lembrança de um bom momento vivido ao lado dele. Momentos que não se repetiriam mais. Porque agora ele havia achado um lar. Alguém que o queria de verdade. Alguém que não o via como um brinquedo para horas de monotonia.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;Espero que o tempo passe&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Espero que a semana acabe&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Pra que eu possa te ver de novo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Doía como costumam doer as despedidas inesperadas, mas aquela tinha algo diferente. Porque ela poderia tê-la evitado, mas não o fez. E agora sabia que não o veria de novo, mesmo após acabar a semana. E no carro, foi-se embora. Sem saber como não percebeu que ali estaria sua alegria, que ali poderia repousar seu futuro.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E agora como posso te perder?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Se o teu corpo ainda guarda o meu prazer?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;E o meu corpo está moldado com o teu?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Música: N, de Nando Reis)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-6182647342851326257?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/6182647342851326257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/07/nao-deu-valor.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6182647342851326257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6182647342851326257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/07/nao-deu-valor.html' title='Não deu valor'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-9072191957334135637</id><published>2009-02-16T14:52:00.000-03:00</published><updated>2009-02-16T14:53:51.413-03:00</updated><title type='text'>Ficou pra trás</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Continuo te acompanhando, sabe? Mesmo à distância eu sigo teus passos. Sei de cada movimento seu, cada lugar que freqüentas, enfim. Mesmo que pelos outros, eu ainda consigo ter alguma noção de como anda teu desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, por exemplo, te vi entrando naquele café e pedindo o mesmo chocolate quente acompanhado de biscoitos. Outro dia te vi na porta da banca de jornais, com o dedo a enrolar o cabelo – o maior indício de sua dúvida – analisando duas capas de revistas daquelas que prometem dar dicas de como enlouquecer o homem na cama, ou alguma dieta mágica que te faça perder 10 quilos em dois dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei também das festas que você vai. Sei dos porres que toma. Das surras que leva da vida e até das alegrias que tem tido. Teu gato novo, aquele angorá, é bem bonito, por sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejo tudo. Acompanho cada etapa do seu dia. De o seu espreguiçar nas primeiras horas da manhã, ao seu adormecer nos últimos minutos do dia. Vejo tudo do meu retrovisor, como quem enxerga o caminho que ficou para trás numa longa viagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-9072191957334135637?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/9072191957334135637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/02/ficou-pra-tras.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/9072191957334135637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/9072191957334135637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/02/ficou-pra-tras.html' title='Ficou pra trás'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-663259306484653709</id><published>2009-01-29T23:27:00.000-03:00</published><updated>2009-01-29T23:29:12.154-03:00</updated><title type='text'>Obrigado</title><content type='html'>- Obrigado por te esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que? Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É. Obrigado por te esquecer. Foi melhor assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que mesmo? Que assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado por não pegar na minha mão quando precisei, por calar quando queria te ouvir, por dançar quando te queria ao meu lado e por parar quando eu queria dançar. Obrigado por fugir, por só ficar, por não estar. Obrigado por nunca me agradecer, nem sorrir e me chamar para sair. Valeu mesmo por me atender e me despistar com aquela desculpa sorridente. Obrigado por me levar a sério só quando lhe foi conveniente. Por gostar de mim apenas nas tuas noites vazias e saber fazer só o que pra mim você não devia. Obrigado por ser assim. Agradeço-te pela falta de carinho, de consideração. Ter-te é um espinho. Obrigado por não teres flores na mão. Com você, aprendi qual o meu caminho. Falta agora ensinar a meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-663259306484653709?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/663259306484653709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/01/obrigado.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/663259306484653709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/663259306484653709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/01/obrigado.html' title='Obrigado'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-8412452015710368422</id><published>2009-01-26T20:48:00.000-03:00</published><updated>2009-01-26T20:49:09.272-03:00</updated><title type='text'>Parceria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A amizade entre os dois era evidente. Impossível não notar. Bastava passar em frente ao prédio em que moravam para vê-los, diariamente, sentados no banquinho. De manhã cedo, na hora do almoço, no fim da tarde. Sempre que possível lá estavam os dois. Inseparáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo em silêncio era possível notar a cumplicidade entre eles. Sentados, um ao lado do outro, trocando carinhos. O papo devia variar entre o clima, a vida, as notícias do jornal que ele carregava debaixo do braço. Enfim, aquilo não interessava. O importante para os dois era estar lado a lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vez ou outra levantavam-se do banco e davam um passeio. Esticar as pernas era importante para os dois. Não estavam mais em idade de muitas aventuras e uma breve volta pelos arredores já devia cansá-los. Por isso a brevidade das caminhadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com todo esse ambiente de alegria e cumplicidade, ao vê-los, meu maior pensamento era sobre a morte. Sobre qual dos dois ela visitaria primeiro. Qual dos dois ficaria sozinho. Qual deles tentaria levantar e sentar no velho banco sem a companhia do companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumplicidade, amizade, parceria, companheirismo, amor. Tudo isso faz parte de um relacionamento. Ainda que seja como a dos dois. A bela relaçãao entre um velho homem e um velho cachorro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-8412452015710368422?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/8412452015710368422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/01/parceria.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8412452015710368422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8412452015710368422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2009/01/parceria.html' title='Parceria'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-5422494299967900605</id><published>2008-10-13T12:17:00.000-03:00</published><updated>2008-10-13T12:21:09.238-03:00</updated><title type='text'>Argolas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olhava para o par de brincos e lembrava-se daquela música do cara que achou o fio de cabelo da mulher no paletó. Sentia-se como o cantor, sofrendo ao olhar o cabelo da amada: pensava no amor dos dois, nas noites apaixonadas, no cheiro do perfume, na pele macia que ele tanto gostava de acariciar. E o que lhe restara eram apenas duas argolas prateadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele as encontrou uns dois dias depois que ela foi embora. Estavam debaixo da cama, caprichosamente caídas, como se tivessem sido postas ali por alguém. Uma ao lado da outra. Ela gostava tanto daqueles brincos que ele não podia imaginar como ela os tinha esquecido ali, justamente naquele dia em que fizeram amor pela última vez. Feito meio que como uma despedida, ou uma forma de reconciliação. Ele não sabia ao certo. Tudo agora era incerteza entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele sabia que ela não iria embora sem suas argolas. Se elas ficaram ali, tão bem posicionadas é porque queriam dizer algo. Às vezes, ela mesma poderia tê-las deixado ali como um sinal de que voltaria para buscar seus tão queridos brincos. Talvez, pudesse ser apenas um presente de recordação para ele. E o seu “fio de cabelo no paletó”, naquele momento, era sua única esperança em revê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um par de argolas prateadas. Tão bonitas em suas orelhas, que tantos beijos deu. Ele só esperava que ela quisesse usá-los de novo. E que não os encontrando, lembrasse de onde estavam e fossem ao seu – dele e não dos brincos – encontro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-5422494299967900605?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/5422494299967900605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/10/argolas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/5422494299967900605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/5422494299967900605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/10/argolas.html' title='Argolas'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-4637676161257124767</id><published>2008-09-25T13:48:00.000-03:00</published><updated>2008-09-25T13:49:35.882-03:00</updated><title type='text'>Banho de dor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele tomava banho. Era sempre assim quando queria chorar. Entrava no chuveiro e deixava que as lágrimas misturassem-se à água morna que lhe caía sobre os ombros. Agachado no box, abafava o som dos soluços e suspiros – muito por vergonha de perceberem que ele chorava – e, desta maneira, botava para fora toda a angústia de seu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não foi diferente no dia em que ela ligou dizendo que não dava mais. Sentado em seu computador, ele atendeu ao telefone já prevendo que aquela não seria apenas uma ligação cordial. As palavras até que não foram fortes, mas só a idéia de tê-la perdido fora suficiente para que as primeiras lágrimas lhe rolassem pela face sem nem esperar pelo chuveiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do tchau – um adeus tão triste que parecia ter uma mão em seu peito apertando seu coração com toda a força possível –, encaminhou-se direto para o banheiro. Era uma reação instantânea, não premeditada. Acontecia naturalmente, como acordar, esfregar os olhos e espreguiçar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava, então, no banheiro. Agachado, a água caía do chuveiro e a enxurrada de lágrimas escorria pelos olhos. Era possível que ele desligasse o chuveiro e, ainda assim, parecesse que este permanecia ligado, tamanha a intensidade do choro. Já sentado, sem vergonha por aquela situação, deixou que o fungar de seu nariz e a respiração ofegante de quem chora fossem ouvidos por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que importava agora ser forte, não mostrar aos outros que de seus olhos também escorriam lágrimas? Ele queria mesmo era chorar, expelir cada gota daquela água salgada que lhe mareava a vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vista que, talvez, não fosse mais vista. Porque não sabia se seus olhos, depois de tantas lágrimas, conseguiriam encarar os dela novamente. Mas sem dúvida, chorariam de saudades suas a cada banho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-4637676161257124767?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/4637676161257124767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/09/banho-de-dor.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4637676161257124767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4637676161257124767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/09/banho-de-dor.html' title='Banho de dor'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-2202941531524761376</id><published>2008-08-15T15:27:00.000-03:00</published><updated>2008-08-15T15:28:11.770-03:00</updated><title type='text'>Ho Ho Ho</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Sabe aquela sensação de alegria, bem-estar, satisfação e tantos outros bons sentimentos que nos acometem lá para dezembro e que as pessoas costumam chamar de “espírito natalino”? Pois é. Era assim que ele se sentia com ela. Como se qualquer dia, qualquer mês fosse Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegria era intensa, como a de uma criança que ao acordar na manhã do dia 25 de dezembro descobre o tão sonhado presente debaixo da cama. Estar com ela, sentir seu abraço, seus beijos era como rasgar o papel de presente do embrulho e ver a embalagem do carrinho de controle remoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era mesmo assim, como uma criança, que ele se sentia ao lado dela. A alegre criança que pela primeira vez senta no colo do Papai Noel, ganha uma bala e revela o presente esperado pelo bom comportamento durante o ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natal todo dia. Um presente em forma de amor.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-2202941531524761376?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/2202941531524761376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/08/ho-ho-ho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2202941531524761376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2202941531524761376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/08/ho-ho-ho.html' title='Ho Ho Ho'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-4839514392698121833</id><published>2008-07-23T11:34:00.000-03:00</published><updated>2008-07-23T11:35:19.262-03:00</updated><title type='text'>Passado x Futuro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Sai daí menino, que fogão não é brinquedo para criança!&lt;br /&gt;- Ah, mãe! Como que você me viu se estava de costas?&lt;br /&gt;- Eu tenho olhos na nuca, Duda. Olhos na nuca.&lt;br /&gt;Ainda que tivesse - como tinha sua mãe - olhos na nuca, os de Eduardo permaneceriam para sempre fechados. Para que olhos na nuca se tudo o que eles veriam seria o que foi deixado para trás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo não queria se preocupar com nada do que era passado. A única coisa boa que tinha dos tempos idos era sua mãe. Essa, infelizmente, também já tinha ido e lembrar de momentos com ela eram sempre dolorosos. Por isso, Eduardo não queria que sua nuca tivesse olhos. Muito menos olhos abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos que veriam a dor da morte da mãe. A tristeza de uma adolescência solitária em um orfanato. As loucuras de anos em meio às drogas. As lágrimas pelo primeiro amor que nunca lhe deu atenção e, mais recentemente, o último que lhe deixou com o coração em pedaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos na nuca não poderiam ajudá-lo a buscar a felicidade pela qual ele sempre esperou. Olhos na nuca não poderiam fazê-lo enxergar o caminho do sucesso que ele almejava. Olhos na nuca seriam sempre a vitrine do passado, do fracasso e da decepção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Olhos na nuca sempre fechados. Aberto, apenas seu peito pronto para enfrentar os desafios da nova vida. Olhos para o futuro são os do rosto, que enxergam à frente. Atrás, só virando o pescoço e isso Eduardo não pretendia fazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-4839514392698121833?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/4839514392698121833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/07/passado-x-futuro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4839514392698121833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4839514392698121833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/07/passado-x-futuro.html' title='Passado x Futuro'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-8717227340279224183</id><published>2008-05-26T20:13:00.001-03:00</published><updated>2008-05-26T20:22:13.888-03:00</updated><title type='text'>O 1% que mantêm um par equilibrado</title><content type='html'>É difícil falar de ensinamentos. Sobretudo sendo jovem. O melhor é usar os ensinamentos de outros, mais experientes, e passá-los pra frente. Assim a humanidade pode caminhar melhor. Com bons exemplos. Aqui, agora, pretendo passar um ensinamento pra frente. Coisa de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia ouvi falar de uma célebre e interessantíssima frase de um tio de consideração muito querido por mim e por minha família. Ele travou um animado e breve diálogo com um de nossos amigos, durante uma festa e sua casa. Foi assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você gosta dela - perguntou ele ao rapaz, sentado ao lado da namorada.&lt;br /&gt;- Gosto, tio.&lt;br /&gt;- Mas você gosta muito dela? - insistiu.&lt;br /&gt;- Gosto. Gosto muito - afirmou o jovem, curioso com a pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta que se seguiu é um ensinamento que só pode passar quem está há três décadas casado como se fosse há três dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois, meu filho, não goste cem por cento não. Goste noventa e nove por cento. Mas cem por cento, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gargalhada geral, claro. A frase é de fato engraçada. Mas muito proveitosa para uma reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse eu o autor dela, não teria peso algum. Mas um homem com a experiência, equilíbrio e respeito dele autentica um novo sentido. Um exemplo de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei semanas pensando nessa frase. Comentei com amigos para ver se a impressão que eles têm ao escutá-la é a mesma da minha. Percebi que sim. Mas a tese sobre ela ganhou novas impressões, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ouvi o comentário pensei logo que esse 1% que falta para completar o amor incondicional é o amor próprio. E aquilo que reservamos para nós, que nos mantém equilibrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Numa visão menos experiente de uma relação, acho que esse 1% é a saudável insegurança que um relacionamento merece para manter duas pessoas conectadas. É como se esse ponto percentual fosse a descoberta que ainda falta, que incita curiosidade e move a engrenagem de um namoro ou casamento por muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, esse um ponto é o equilíbrio. Há quem goste de ser muito amado. Mas ser amado incondicionalmente não tem graça. Precisamos, no mínimo, de momentos de insegurança. Sentir, as vezes, que nada é o que parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só quem já tem muitos anos de estrada consegue amar plenamente e deixar o 1% agir sem ser percebido, sem causar transtorno. Nós, jovens, quando nos relacionamos, proporcionamos insegurança demais ou insegurança de menos. Portanto, erramos na dose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é: amar 99% é pra poucos. Poucos e raros como meu querido tio. Aliás, não perguntei a ele, o dono da reflexão, qual o real significado dela. Talvez um dia pergunte. E ai vou contar pra vocês...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-8717227340279224183?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/8717227340279224183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/05/o-1-que-mantm-um-par-equilibrado.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8717227340279224183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8717227340279224183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/05/o-1-que-mantm-um-par-equilibrado.html' title='O 1% que mantêm um par equilibrado'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-1021606056597634376</id><published>2008-03-23T18:15:00.001-03:00</published><updated>2008-03-23T18:17:20.358-03:00</updated><title type='text'>Ela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mesmo com o passar do tempo ele ainda tinha, bem vivo, na memória cada detalhe de seu corpo. Cada curva, a marca de nascença na perna, a pinta no canto da boca. E ele não esquecia do toque suave, da pele macia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tanto tempo depois ele ainda tinha, claro como um raio de sol, a lembrança de seu cheiro. Do perfume, do xampu, do hálito, do sono. Cada qual com seus tons diferentes, mas sempre doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tão distante ele ainda tinha o tom de sua voz nos ouvidos. Nas broncas, nas brigas, nas palavras doces, nos gemidos, ao telefone, ao pé do ouvido e, principalmente, nas risadas. Cada qual com seu timbre que deixavam claro suas intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo depois dos anos idos, ele ainda tinha seus gestos. O toque na mão, o abraço, o arrumar o cabelo, a forma de tirar a roupa e depois colocar de novo. Cada qual com sua velocidade. Cada um com seu desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo depois de passados os dias ele ainda lembrava de tudo aquilo e sabia que jamais esqueceria. Seriam aqueles - corpo, cheiro, voz, gestos - os modelos para sua vida. Seria ela a sua eterna musa. Seria aquela menina seu eterno querer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-1021606056597634376?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/1021606056597634376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/03/ela.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1021606056597634376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1021606056597634376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/03/ela.html' title='Ela'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-321755136342511015</id><published>2008-03-06T21:33:00.002-03:00</published><updated>2008-03-06T21:36:28.901-03:00</updated><title type='text'>- Tá difícil de agüentar...</title><content type='html'>&lt;p&gt;- O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ficar assim por muito tempo. É duro, sabe? Distância, saudade... Esses telefonemas sempre duram menos do que devem. Sempre que desligo fico mais assim... triste e feliz, sorrindo e chorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também. Mas é assim, meu amor. Não deve durar muito. Nessas horas, imagina que eu viajei, ficarei fora durante algum tempo. O tempo necessário pra comprovar que tudo isso é pra valer. No final tudo vai dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas será que é pra valer mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei se é pra valer. Ninguém nunca vai saber. Nem quando a gente estiver realmente junto. Mas, agora, é isso que eu sinto. Amo com profundidade. Amo tanto que tudo fica pequeno. Amo tanto que a tristeza da distância é bem menor que isso tudo. Sinto que vivo pra um dia isso dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também. Te amo muito e sempre. Vou sempre esperar isso acontecer. Estou aqui rezando pra que esse amor aumente. Depois de você, minha vida tornou-se nova. Tudo que eu tinha antes ficou velho. É como se nada do que passou serviu, entende? Queria ter o passado de novo pra ter você logo e certo. Porque eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só um minuto, linda. Tenho que desligar. Ligo de volta em um minuto. Te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi! Voltei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é. Porque eu não gosto da vida que levo. Não gosto de ter você só assim, de vez em quando. Não gosto de querer te ver sem ter ou te ver sem te tocar. É muito ruim. Meu amor não permite tanta renúncia. Nunca fui acostumada a isso. Às vezes me sinto envergonhada. Vivo um amor que é, na prática, sem sentido. Nosso mundo é nosso. Isso é bom. Mas queria expandi-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei como é. Por vezes sinto isso também. Mas sei que é tudo uma questão de tempo. Tudo só precisa dar certo por algum tempo. Depois, as coisas mudarão pra melhor. Te prometo. Sempre pra melhor. Nada disso aqui ocorre por acaso. Nunca merecemos isso. Mas acontece. Quero apenas pensar que agora é o melhor momento. Você é o melhor momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que bom. É bom saber que a gente continua forte. É difícil não imaginar que isso pode acabar por quase nada. Mas já estamos assim há algum tempo. E acho que falta pouco. Vou esperar. Não quero outra coisa na vida, senão que isso aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E vai acontecer. Pode ter certeza. Eu farei tudo como a gente combinou. Te amo muito. Você é ideal. E isso não é paixão. É amor. Não é distância que me deixa assim. Fico porque amo. Nem sei o que é isso direito, mas é a definição mais próxima pra traduzir a dimensão do que sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai. Não fala assim! Já fico morrendo de saudade. Quando vou poder te encontrar de novo, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu amor, ela chegou. Tenho que desligar. Amanhã a gente combina direitinho. Não pode demorar muito. Te amo sempre. Pensa em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá. Também. Beijos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Beijos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-321755136342511015?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/321755136342511015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/03/t-difcil-de-agentar.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/321755136342511015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/321755136342511015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/03/t-difcil-de-agentar.html' title='- Tá difícil de agüentar...'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-3904402738768045389</id><published>2008-03-03T23:32:00.001-03:00</published><updated>2008-03-03T23:37:13.194-03:00</updated><title type='text'>Fogo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os cabelos vermelhos como brasa iluminaram a sala. Era o perfeito contraste com o sorriso sem-graça por ter chegado atrasada e, para piorar, fazendo barulho na porta que teimava em não fechar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a sala tinha o olhar preso naqueles cabelos, menos ele. Ele percorria todo o rosto. Os traços finos do nariz, a boca que desfazia a “sem-graceza” e voltava a sua forma perfeita. Os olhos fortes, contornados de preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentada à frente dele, prendeu o cabelo em um coque e deixou a nuca à mostra. A pele clara era convidativa a um beijo. As pequenas orelhas recheadas de brincos mostravam um pouco de sua rebeldia e vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro de xampu exalava de seu cabelo e o embriagou completamente quando ela puxou a lapiseira que prendia o coque e deixou o cabelo cair novamente sobre os ombros. Pareciam fagulhas de uma fogueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paixão súbita. Aquele era o mal dele. Apaixonava-se de repente e pelas menores coisas. Dessa maneira, em um mesmo dia era capar de apaixonar-se inúmeras vezes. E aquela paixão era, sem dúvida, a mais intensa que acontecera naquele dia. Forte, avassaladora e quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Quente como o fogo que remetia aos seus cabelos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-3904402738768045389?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/3904402738768045389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/03/fogo.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3904402738768045389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3904402738768045389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/03/fogo.html' title='Fogo'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-3990017863187087620</id><published>2008-02-25T19:14:00.002-03:00</published><updated>2008-02-25T19:15:45.514-03:00</updated><title type='text'>A Placa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;PROCURA-SE. Era esse o aviso que Gabriela carregava numa placa pendurada em seu pescoço. Para onde ia, lá ia a placa junto. Sempre balançado no elegante ritmo de seu caminhar. Não tirava nunca. Nem para tomar banho. Era como aquelas histórias de filme em que a pessoa tem um amuleto da sorte e usa ele em qualquer situação. Era assim que ela agia com a placa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande diferença era que aquilo não poderia ser considerado um amuleto. Muito menos da sorte. Afinal, sorte seria se ela encontrasse e não mais precisasse carregar aquela placa. Não que ela achasse ruim. Aquilo era como um estímulo a ela. Para não desistir enquanto não encontrasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas muita gente nem lia sua placa. Muitos sequer notavam que havia aquela placa ali. Mesmo grande, com letras garrafais e em cores berrantes, não era todo mundo que conseguia vê-la. Alguns percebiam que havia algo, mas não conseguiam dizer o quê. Outros sabiam que era uma placa, mas não davam conta de ler o que vinha escrito. Alguns, com muita dificuldade até liam, mas cansavam por demais a vista e desistiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, ela até ajudava na leitura, mas via que estava esforçando-se em vão e deixava para lá. Mas a busca não terminava. Ela continuava empunhando sua placa com certeza de que um dia encontraria. Por que carregar uma placa, pesada e trabalhosa em seu pescoço? O que ela procurava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor. Era ele que ela buscava. E era por ele que ela fazia aquele esforço. Até o dia em que deixará de carregar a placa e vai ser carregada por ele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-3990017863187087620?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/3990017863187087620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/02/placa.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3990017863187087620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3990017863187087620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/02/placa.html' title='A Placa'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-352084783086860005</id><published>2008-02-08T02:28:00.000-03:00</published><updated>2008-02-08T02:32:07.169-03:00</updated><title type='text'>Todo carnaval tem seu fim</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A pergunta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Oi, tudo bem? Como foi de carnaval? Comigo foi mais ou menos. Fiquei em casa mesmo, sem clima para festa. E olha que antes estava animado pra viajar. Achei que estivesse muito certo ao tomar aquela decisão. Me enganei. Desabei antes de começar a festa e me arrependi de tudo aquilo. Não devia ter acabado com você. Fui influenciado por meus amigos. Achei que me divertiria sem você. Me enganei. E pior: eles todos, os meus amigos, viajaram. Fiquei só. Pensando em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que é muito egoísmo da minha parte fazer o que faço agora. Você sofreu, chorou e disse que não queria acabar. Ficou com raiva e mesmo assim não percebi que estava fazendo a coisa errada. Errei feio. Ainda te amo. Amo muito. E estou completamente arrependido de tudo que fiz e queria, na profundidade da minha vergonha, te pedir desculpa e se puder considerar meus erros e voltar pra mim. Pelo que te conheço, sei que não vai ser fácil. Mas, se ainda me quiser, estarei aqui, te esperando... Beijos. Te amo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Três dias depois...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A resposta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Olha, posso imaginar o que você está sentindo. Eu acho até que já sabia que isso poderia acontecer. Sua decisão foi muito precipitada. Você estava visivelmente influenciado por seus amigos e por essa viagem de carnaval. Mas esqueceu que não pode fugir dos seus sentimentos. Eu sofri muito. Chorei dois dias, mas, ao contrário de você, tive muito apoio das minhas amigas. E viajei com elas. Me diverti muito. Vi suas ligações, mas não quis atender. Feliz ou infelizmente, pensei muito pouco em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, por mais rápido que pareça, não sofro tanto e cheguei a conclusão que não quero mais namorar. Sobretudo depois que senti tudo que você me causou. Senti-me chutada, descartável, trocada pelo carnaval e por seus amigos. Senti-me um nada. Eu gosto de você. Tenho um carinho imenso e lembro de cada momento bom que vivemos juntos. Mas não quero mais. Acho que poderemos ser bom amigos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é o fim. É fiiiiim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-352084783086860005?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/352084783086860005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/02/todo-carnaval-tem-seu-fim.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/352084783086860005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/352084783086860005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/02/todo-carnaval-tem-seu-fim.html' title='Todo carnaval tem seu fim'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-4426738624680536001</id><published>2008-01-30T17:10:00.002-03:00</published><updated>2008-03-06T09:40:09.391-03:00</updated><title type='text'>Viagem</title><content type='html'>- Alô...&lt;br /&gt;- Oi! Tudo bem?&lt;br /&gt;- Que horas são?&lt;br /&gt;- São 3h...&lt;br /&gt;- E você me pergunta se tá tudo bem? São três da manhã! Eu estava dormindo e você me acordou. Não está tudo bem!&lt;br /&gt;- Desculpa, é que me deu saudades...&lt;br /&gt;- E isso lá é hora de ter saudade?&lt;br /&gt;- E tem hora certa pra ter saudade?&lt;br /&gt;- Não, mas tem hora errada. Três da madrugada não é hora de ter saudade.&lt;br /&gt;- Ah, é que eu estava pensando em você. Aí deu vontade de ligar. Nem pensei que você pudesse estar dormindo... Ei, ta me ouvindo?&lt;br /&gt;- To, to ouvindo. Vamos fazer o seguinte: quando eu acordar eu ligo para você. Pode ser?&lt;br /&gt;- Ah, é que eu precisava te dizer uma coisa.&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Te adoro!&lt;br /&gt;- Eu também te adoro! Faz um favor?&lt;br /&gt;- Qual?&lt;br /&gt;- Vem pra cá?&lt;br /&gt;- Agora?&lt;br /&gt;- É!&lt;br /&gt;- Não sei. Ta meio tarde, não?&lt;br /&gt;- Tarde? Você me liga três da manhã e agora acha que está tarde?&lt;br /&gt;- Bom, não to falando de tarde da hora. To falando de tarde de tempo.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- É que acho que nosso lance acabou.&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- É, acabou.&lt;br /&gt;- Mas você disse no começo que me ligou porque estava com saudade...&lt;br /&gt;- Pois é. Pensei que a gente devia terminar. Aí fiquei pensando, pensando... Como seria ficar sem você, não falar com você, não te ver. E aí me deu saudade.&lt;br /&gt;- E você disse que me adora!&lt;br /&gt;- Pois é, descobri que te adoro quando imaginei que você não seria mais minha.&lt;br /&gt;- E ainda assim nosso namoro acabou?&lt;br /&gt;- Não sei. O que você acha?&lt;br /&gt;- Eu acho que você está ficando louco. Liga a essa hora, começa falando uma coisa e de repente já ta falando outra totalmente diferente. Você bebeu?&lt;br /&gt;- Não. Tava só aqui de bobeira mesmo. Imaginando as coisas. Mas acho que viajei, né?&lt;br /&gt;- É! Acho que você viajou bastante.&lt;br /&gt;- Então ta. Liguei mesmo porque estava com saudade. Amanhã a gente se vê e mata ela.&lt;br /&gt;- Então, nós não terminamos?&lt;br /&gt;- Não. Você quer terminar?&lt;br /&gt;- Eu não.&lt;br /&gt;- Foi só um pensamento meio doido mesmo. Acho que ando pensando muito. Tenho que arrumar outra coisa para usar meu tempo livre.&lt;br /&gt;- Que tal dormir? Já são quase 4h...&lt;br /&gt;- É, dormir pode ser bom. Tenho dormido pouco.&lt;br /&gt;- Você é louco...&lt;br /&gt;- Louco por você!&lt;br /&gt;- Hahaha! Boa noite...&lt;br /&gt;- Boa noite. Sonha comigo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-4426738624680536001?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/4426738624680536001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/01/viagem.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4426738624680536001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4426738624680536001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/01/viagem.html' title='Viagem'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-7871725404288776731</id><published>2008-01-01T16:22:00.000-03:00</published><updated>2008-01-01T16:23:06.528-03:00</updated><title type='text'>Virada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;No último dia do ano ele botou tudo para fora. Tomou um porre e vomitou tudo de ruim que tinha passado naquele ano. Cuspiu cada sapo engolido sem motivo no trabalho. Deixou escorrer pela descarga cada desilusão amorosa que sofrera naqueles últimos meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desatolou cada dor, cada mágoa, cada ressentimento que sobrara em seu peito, estômago, cabeça e pulmões. Tirou de sua memória todo o cansaço das noites insones e toda a preguiça das manhãs de domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meia noite estava limpo. Novo para o novo ano que estava prestes a começar. E começou com aquele doce beijo que poderia ser, ao final dos doze próximos meses, uma nova alegria ou algo que cuspiria no próximo trinta e um de dezembro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-7871725404288776731?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/7871725404288776731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/01/virada.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7871725404288776731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7871725404288776731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2008/01/virada.html' title='Virada'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-94634804221313825</id><published>2007-12-10T20:33:00.000-03:00</published><updated>2007-12-10T20:37:00.762-03:00</updated><title type='text'>Temporal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela chegou junto das chuvas de fim de ano. Na verdade, ele não se recorda se realmente chovera no dia do primeiro encontro, mas não era importante. Naquele dia, podia ter chovido canivete, meteoro, flores e dinheiro que sua única lembrança seria daquele beijo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas é certo que a chuva o fazia lembrar dela. Talvez porque ela veio como um temporal que lhe lavou todas as tristezas. Talvez porque a chuva é purificante. Ou talvez, porque ele gostava do cheiro da chuva e também do cheiro dela, ainda que fossem bem diferentes. Talvez também porque gostava de ver a chuva caindo, assim como gostava quando ela caía em seus braços. Ou até mesmo porque por mais que a chuva tornasse um belo dia em um dia feio, com ela o dia se alegrava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, ele podia ter vários, mas não precisava de muitos motivos. Só sabia que a chuva sempre o fazia pensar nela. Nela e naquelas tardes chuvosas de sábado, quando se abraçavam e passavam o resto do dia juntos ouvindo a água cair lá fora. Enquanto lá dentro, parecia que um sol brilhava só para os dois.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O problema dele é que sabia que a temporada de chuvas não duraria muito mais. Logo as águas iriam embora e a seca viria. Ele precisava fazer um reservatório, criar um sistema de irrigação, ou até, quem sabe, aprender a dança da chuva com algum velho índio. Tudo para não deixar aquelas tardes se acabarem com a seca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ou então que a seca viesse, afinal. Ele sabia que não podia lutar contra as forças da natureza. Viriam o calor, as tardes quentes, meses e meses sem que uma gota de água caísse do céu. Mas também sabia que, mais dia, menos dia, a chuva voltaria. Talvez vinda de uma frente fria européia. Daquelas que encobre a torre Eiffel de neve. Que fecha as portas do museu do Louvre. Que deixa o Big Ben com seus ponteiros congelados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas uma hora, as correntes de ar a trariam de volta ao Brasil. De volta para os braços dele. Para chover sobre ele. E aí ele não deixaria de guardar na lembrança se caíssem canivetes, meteoros, fogos de artifício, flores, dinheiro e até mesmo água. Água que levaria toda a seca embora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-94634804221313825?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/94634804221313825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/12/temporal.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/94634804221313825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/94634804221313825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/12/temporal.html' title='Temporal'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-1254925735474778531</id><published>2007-12-04T22:31:00.001-03:00</published><updated>2007-12-21T10:41:31.547-03:00</updated><title type='text'>O lago</title><content type='html'>Um cigarro era tudo que ele tinha. Passara a noite fora. Consertara o retrovisor do carro, bebera feito um louco e agora tentava voltar pra casa. Estava bêbado. Bêbado como um palhaço bêbado. O som do carro estava quebrado. A cabeça sem criatividade. Não cantava nada. Só tinha um cigarro. Ascendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou por uma ponte, olhou para o lago e lembrou. Há três meses, naquela mesma hora, saia de uma cachoeira, também bêbado, e parava na beira do lago. Ele e ela. Ela e ele. Os dois, juntos, amados, apaixonados. Tirou-lhe a roupa e cravou a mão direita acima da cintura daquela pele lisa, branca e vermelha ao mesmo tempo. Apertava e pensava: amo, amo, amo. Mil! Vezes! Amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam ali porque namoravam e viajavam só pra viver esse amor. Com perfeição. Naquela manhã, só os dois, expulsaram a roupa do corpo e fizeram amor enlouquecedor na terra úmida. Um amor ardente. Tão intenso que ambos tremiam, lágrimas caiam dos olhos. Tudo era pura felicidade e paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou a si. Já ultrapassara a ponte e mal conseguia segurar a última cerveja. Só pensava nela. Pegou o telefone. Discou, mas errou o número. Pensou em desistir. Jogou o telefone no banco do passageiro e continuou o caminho. Dali a dez minutos estaria em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era a primeira vez que fazia aquilo. Já ligara outras vezes. Todas de madrugada. Mas lhe faltavam palavras para falar qualquer coisa. Quando ouvia a voz dela, tudo parava. As mãos, os pés, a mente, a boca. Tudo. Nada saia de lugar algum. Então, ouvia um alô prosseguido de um timbre impaciente, que reclamava com curiosidade raivosa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô? Alô? O que é que você quer, hein? Por que não me deixa em paz? Não te devo nada! Devo nada a ninguém. Você por acaso é algum psicopata? Está tendo prazer com isso seu desgraçado? Larga esse telefone! Vira gente! Fala alguma coisa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele discurso era gozado. Ele entendia muito bem a reação. Era raiva, propositalmente, para não ser amor. Estavam separados há meses. Ele nunca a esquecera e ela... não se sabe. Mas aquela impaciência, para ele, soava como ansiedade. Ela também sofria, pensava ele, bem lá no fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou a dirigir após um sorriso no canto da boca. Ele adora aquele jeito impaciente, impulsivo e objetivo. Pegou o telefone outra vez. Decidiu que agora seria diferente. Jogou a garrafa de cerveja fora. Discou. O telefone deu a primeira chamada. A segunda. A terceira. Ela atendeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha aqui. A partir de amanhã meu telefone estará cortado. Vou mudar de número e colocar um bina aqui. Quero ver você continuar ligando! Seu louco! Maldito! Me deixa em paz! Ou então se mostra logo... covarde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu de novo. Mas decidiu que daquela vez falaria. E falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa. Eu te amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tudo que conseguiu. Desligou. Sentiu uma leveza no peito. Tanta, que ele fez o retorno com o carro, parou num posto, comprou outra cerveja e tomou toda, escutando rádio e lembrando da beira do lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Inspirado no post “Telefonema”, logo aqui embaixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-1254925735474778531?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/1254925735474778531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/12/o-lago.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1254925735474778531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/1254925735474778531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/12/o-lago.html' title='O lago'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-3870491153446183</id><published>2007-11-28T19:47:00.000-03:00</published><updated>2007-11-28T19:50:46.600-03:00</updated><title type='text'>Telefonema</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Alô? Alô?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O silêncio do outro lado da linha era angustiante. Ela se perguntava quem poderia estar ligando àquela hora e não dizia uma palavra sequer. Não compreendia. Por que ligava se não queria falar nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Alô? Alô?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A voz dela do outro lado da linha era reconfortante. Ele sentia um certo saudosismo ao ouvir seu timbre de voz. Uma mistura entre o rouco e o agudo, mas com uma entonação totalmente particular. Não queria dizer nada para não estragar aquele momento. Ouvi-la era o único prazer que tinha desde o dia em que ele acordou e resolveu partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Olha aqui! Isso não é hora de ligar para os outros. Muito menos para passar trote. Se quer encher o saco, ligue pros seus amigos. Ou procure ajuda no CVV!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Decidira que precisava reagir. Não dava para agüentar aquilo. Já era a terceira noite seguida que acontecia a mesma coisa. E o pior: não conseguia dormir depois imaginando mil possibilidades para a ligação. Seria alguém precisando de socorro e desesperado discou números a esmo e caiu no dela? Seria alguém conhecido só querendo fazer alguma brincadeira? Seria ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Olha aqui! Isso não é hora de ligar para os outros. Muito menos para passar trote. Se quer encher o saco, ligue pros seus amigos. Ou procure ajuda no CVV!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim. O tom bravo, mandão, completamente imperativo. Que saudades sentia disso. Quanto não daria agora para ouvir uma de suas ordens. “Senta aqui!” “Dorme!” “Presta atenção no que eu estou falando!” Qualquer coisa valia. Até mesmo um “procure ajuda no CVV!”. Quase respondeu com um “Sim, paixão! Vou procurar agora...”, mas segurou-se. Afinal, ele tinha ido embora para não ter mais que obedecer a seus caprichos bobos. Desligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Alô? Alô?O que é que você quer, hein? Por que não me deixa em paz? Não te devo nada! Devo nada a ninguém. Você por acaso é algum psicopata? Está tendo prazer com isso seu desgraçado? Larga esse telefone! Vira gente! Fala alguma coisa!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ela já não agüentava mais. Uma semana de ligações e ela não tinha sequer uma pista que desse certeza de quem fosse o misterioso do telefone. Nem mesmo sabia se era um homem. Ela já estava para morrer de curiosidade. Era certo que essa era uma de suas maiores marcas. Não conseguia agüentar de um dia para o outro para saber alguma novidade. Surpresas nunca funcionavam com ela, sempre eram descobertas antes. E agora com essas ligações de madrugada, nem dormir conseguia mais. Antes, era depois do telefonema. Agora, antes. Ficava esperando, olhando os minutos passarem no relógio para ver que horas tocaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Alô? Alô?O que é que você quer, hein? Por que não me deixa em paz? Não te devo nada! Devo nada a ninguém. Você por acaso é algum psicopata? Está tendo prazer com isso seu desgraçado? Larga esse telefone! Vira gente! Fala alguma coisa!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Cada noite que passava ele parecia estar mais perto dela. Relembrava vários momentos dos seus anos de amor. O primeiro beijo, a primeira transa, os presentes, as viagens, os passeios, as festas, as flores, as brigas, as reconciliações. Agora era tudo o que ele queria, uma reconciliação. Pensou em dizer alguma coisa. Segurou-se. Afinal, tinha ido embora porque não agüentava mais brigar no domingo, voltar na segunda. Brigar na terça, voltar na quarta. Desligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Olha aqui. A partir de amanhã meu telefone estará cortado. Vou mudar de número e colocar um bina aqui. Quero ver você continuar ligando! Seu louco! Maldito! Me deixa em paz! Ou então se mostra logo... covarde!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ela nunca faria aquilo que estava dizendo. Era só uma ameaça para ver se alguma voz vinha do outro lado. Cortar o telefone sem saber quem ligava não fazia parte dos seus planos. Ela precisava saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Olha aqui. A partir de amanhã meu telefone estará cortado. Vou mudar de número e colocar um bina aqui. Quero ver você continuar ligando! Seu louco! Maldito! Me deixa em paz! Ou então se mostra logo... covarde!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ele não podia perder aquele contato. Era tudo o que ele tinha. Era tudo o que o motivava a passar o dia correndo para chegar logo a madrugada e poder telefonar para ela. Ele precisava reagir, mesmo sabendo que ela nunca cortaria a linha sem saber quem estava falando. Mas ele também precisava falar o que vinha ensaiando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Desculpa. Eu te amo!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E desligou. Nem se lembrava mais porque tinha ido embora. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-3870491153446183?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/3870491153446183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/11/telefonema.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3870491153446183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3870491153446183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/11/telefonema.html' title='Telefonema'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-7377969969442445913</id><published>2007-11-18T17:02:00.001-03:00</published><updated>2007-11-18T17:06:02.765-03:00</updated><title type='text'>A carta</title><content type='html'>Olá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo não o vejo. Queria poder te tocar. Fazê-lo sorrir e sujá-lo de sorvete como naquela época. Outro dia preparei um mousse de limão, que você adora. Lembrei de você. O pessoal todo estava aqui em casa. Percebi que minha mãe lembrava também. Perguntei a ela. Ela disse que sim, que pensava em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu como nos faz falta? Até hoje não entendo por que nos abandonou. Achei que tivesse memória curta, mas não tenho. Lembro de cada segundo ao seu lado. Ultimamente tenho ido muito a orla. Ainda não caminhei de mãos dadas com ninguém por lá. Não tenho coragem, embora guarde uma pontada de mágoa pelo que você fez. Se não tivesse feito isso, nada tinha acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria seu corpo aqui. Queria apertá-lo. Poder dar um nó que não desate jamais nós dois. Ah! seu corpo. Seus braços. Seu beijo. Sua boca. Nossa, que saudade! Nunca escrevi uma carta assim, pra ninguém. Seja em qualquer condição que estivéssemos hoje, não teria coragem de entregá-la. Se entregasse, com certeza não teria esse conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, meu amor, esses meses sem você me foram de pouca valia, muito sofrimento e uma porção boa de maturidade. Cresci porque sofrer é o ensinamento dos ensinamentos. É nele que nos encontramos. É nele, por incrível que pareça, que buscamos forças pra recomeçar o que insistimos em afirmar que estava perdido. Aprendi que nada está perdido. Quem se perde somos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uni duas coisas: amor e sofrimento. Aliado a lembranças, vivia a oscilar entre sorrir e chorar. Até que da fome passei a fruta e da fruta a carne. Hoje me alimento bem. Sofro bem, também. Mas meu sofrimento não me ataca mais o corpo. Só a alma. Estou com as bochechas mais coradas. Até tomei banho de mar outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais delongas, meu amor. Quero que saiba, onde estiver, que tudo que senti permanece intacto. Que meu amor é um bálsamo inseparável. Você, que me foi tirado de forma tão cruel em dia tão simbólico como era seu aniversário, é o mais importante membro amputado do meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não penses que me revolto com aquela noite. Você me enganou, mas estava certo. Fazia o que mais gostava de fazer na vida: viver. E, se eu pudesse, aliás, me jogava na frente daquele carro para desviá-lo da sua rota natural. Você não se meteria em tão cruel acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não te esqueço. Sua falta está mais presente do que a batida do meu coração. Sua morte é mais viva do que o canto de um pássaro. E meu amor é tão forte como uma onda. Te amo como não sei o que, até não sei quando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-7377969969442445913?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/7377969969442445913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/11/carta.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7377969969442445913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7377969969442445913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/11/carta.html' title='A carta'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-7004481367583374412</id><published>2007-11-09T09:48:00.000-03:00</published><updated>2007-11-09T09:49:25.164-03:00</updated><title type='text'>O amor-homem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tudo bem que todo homem acha sempre aquela colega de trabalho uma gostosa. Que nós sempre torcemos o pescoço para ver a mulher que está passando do outro lado da rua – mesmo que a sua esteja ao seu lado. E também que sempre fantasiamos com as mais diversas deusas do universo feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é certo também que isso é, em 99% dos casos, apenas fantasia, atração física, paixão repentina. Amor, amor mesmo, é bem diferente quando pega o homem. Porque o cara quando gosta, aquele gostar de verdade, de amor mesmo, se entrega. E a entrega do sexo masculino, por mais que muitos insistam em negar, é muito maior que o das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso acontece porque nós, quando amamos, somos sinceros e verdadeiros. A palavra amor não faz parte do vocabulário masculino, como do feminino. Não dizemos coisas do tipo: "Amei esse sapato!" ou "Amigo, te amo!" tão ao léu quanto as mulheres. O amor quando sai da boca de um homem é verdadeiro. Seja para uma amante, sua mãe, amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que com essa declaração várias pessoas vão vir dizer que eu sou um louco. Como posso dizer uma coisa dessas, se aquele cara que ontem dizia que te amava, hoje já está com outra. Mas acalmem-se. O amor é difícil, traiçoeiro. Todos se enganam com o amor. Afinal, quem consegue explicar o que ele realmente é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também não venham me dizer que só os homens falam que amam em um dia, e no outro já não amam mais. Quantos de vocês, amigos, já não foram iludidos por um sonoro "eu te amo" antes de dormir e acordaram no dia seguinte, sozinhos e abandonados? Sim, as palavras também são traiçoeiras, principalmente quando dizem A, enquanto o coração pensa B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por isso que digo, agora às mulheres, que acreditem. Por mais que isso possa parecer um tanto cafajeste (e às vezes é). Mas acreditem quando um homem olha em seus olhos e diz que te ama. É sério. Nós sabemos bem as conseqüências que estas palavras podem trazer caso sejam ditas ao léu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não nego que muitos fazem isso só para tirar proveito. Só para enganar um pobre e carente coraçãozinho feminino. Depois que conseguem sugar o que querem, somem como se tudo aquilo não tivesse existido. E a pobre moça fica lá, largada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acredite, você. Tenha certeza, pelo menos na palavra do Palavra. Porque se eu te disse, uma única vez que fosse, que te amo, é porque eu realmente amo. Para sempre. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-7004481367583374412?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/7004481367583374412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/11/o-amor-homem.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7004481367583374412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/7004481367583374412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/11/o-amor-homem.html' title='O amor-homem'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-8850448877914328153</id><published>2007-10-22T18:32:00.000-03:00</published><updated>2007-10-22T18:33:28.073-03:00</updated><title type='text'>O mistério da azaração</title><content type='html'>Azarar mulher é uma função complicada. Primeiro, não se pode ser clichê, muito menos falar muito. Encontrar a linha certa pra dar a bola dentro não é fácil. Justamente porque temos que escolher as palavras certas, na quantidade certa. Bem, muita gente diz: "Não precisa! Seja autêntico". Isso mesmo. É preciso ser autêntico para admitir que originalidade demais perturba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, defendo um processo de conquista bem cauteloso. Ou seja, vá, mas vá com jeito. Depois cê pode falar merda, tirar meleca do nariz, fumar "unzinho" ou dar uma de doidão na frente dela. Sei lá. Mas no começo tudo deve ser como manda o figurino: devagar e sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que falo aqui de mulheres sérias. Caso vá para uma micareta (pelo que me falam é sinônimo de mulher e homens fáceis) o procedimento é diferente. Se não souber, sugiro que pegue uma aula com algum bombadinho. Não é difícil encontrar um deses em Brasília. Estão quase sempre sem camisa, andam em grupo, bebem vodka e falam "véi" a cada duas palavras. Mole, mole! Esses ai sabem pegar mulher de micareta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema são as sérias. Ou, pelos menos, as que aparentam seriedade e são do tipo impenetráveis (no sentido retórico e não literal). Pois bem. Existem dois problemas graves, para um homem, na hora da conquista. O primeiro é gostar de quem se quer conquistar. O segundo é não saber paticamente nada sobre a figura em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostar só dificulta. Ficamos com medo de falar errado ou coisas desagradáveis e fora de hora. Ou seja, estamos sempre cheios de dedos. Mas elas não podem perceber isso. Então, acabamos com duas preocupações: 1 – receio de falar merda. 2 – receio de, de tanto tentar não falar merda, parecermos muito artificiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação piora quando nada se sabe sobre a gatinha. Vamos chegar e falar o que? "Oi, como cê tá? Mora onde? Gosta de Strokes?". Pra dois adultos de, sei lá, 26 anos, isso parece patético. No caso dela falar pouco (e você também), desista. Nada vai sair dali. Então, obter algumas informações antes é melhor. Qualquer coisa. A conversar vai engatar a primeira e não demora muito pra conseguir as outras marchas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remeto-se a uma frase da banda O Teatro Mágico: "Os opostos se distraem e os dispostos se atraem". Pura verdade. Azarar mulher é realmente um exercício de transpiração, como tudo na vida. É preciso disposição. Mas das duas partes. Agora, como atiçar a vontade dela… ai só Deus sabe. Mas não se engane, existe alguma coisa além do orgânico que faz despertar a vontade (dele ou dela). Não é porque se é bom de papo ou bonitinho. Tem alguma coisa que ainda não se descobriu. Alguém sabe?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-8850448877914328153?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/8850448877914328153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/10/o-mistrio-da-azarao.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8850448877914328153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8850448877914328153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/10/o-mistrio-da-azarao.html' title='O mistério da azaração'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-4790263796869299798</id><published>2007-10-07T22:53:00.000-03:00</published><updated>2007-10-08T15:42:56.233-03:00</updated><title type='text'>O Trem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aquele não era um trem muito grande. Mas seus vagões eram suficientes para muita coisa. Suas viagens eram sempre muito agradáveis, apesar de algumas passarem por lugares um tanto quanto improváveis e até, por que não dizer, fora de rota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, era um ótimo trem. Cada vagão era determinado pra uma atividade específica. O primeiro era o coração. Lá estavam alojados o motor e também o maquinista. Era dali que partiam todas as decisões sobre destinos, partidas e chegadas. Mais as chegadas, nem tanto as partidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha ainda um vagão exclusivo para diversão. Jogos, brincadeiras, fantasias, histórias, piadas. Qualquer coisa relacionada ao prazer, tudo estava ali. No seguinte, estava o aconchego, o carinho, o descanso, a amizade, aquele sentimento de bem-estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro vagão estava a responsabilidade, o bom senso. Era também o vagão do trabalho, da seriedade. Não era o mais atrativo aos passageiros, mas todos sabiam que era muito importante para compor aquela engrenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, podia-se viajar com calma, tranqüilidade e ao mesmo tempo ter muita diversão e situações inesperadas. Porém, acontecia que o maquinista andava triste, procurando um passageiro para viajar com ele. Já imaginou que triste é um vagão sem passageiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vagões estavam todos vazios. Ninguém para aproveitar tudo aquilo que a máquina e seu maquinista ofereciam. Sequer um passageiro para viajar pelos lugares mais distantes que o trem e a imaginação do maquinista poderiam levar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E dessa maneira, o trem perde a força. E pára. E vai ficar ali, emperrado em um trilho qualquer esperando algum novo passageiro. Longe da última parada e sem saber qual a distância para a próxima. E o maquinista esperando o coração da máquina voltar a assobiar aquele alegre “&lt;em&gt;piuííííí&lt;/em&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-4790263796869299798?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/4790263796869299798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/10/o-trem.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4790263796869299798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/4790263796869299798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/10/o-trem.html' title='O Trem'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-2321486461291998044</id><published>2007-09-30T21:05:00.000-03:00</published><updated>2007-09-30T21:08:44.794-03:00</updated><title type='text'>O Cartão</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;A vida daquele rapaz eram só flores. Não que tudo estivesse sempre bem. Afinal, ele era um jovem comum que, como qualquer outra pessoa, tinha alegrias, tristezas, vitórias e decepções. Mas a vida dele era florida por conta de seu trabalho. Ele era entregador de uma floricultura. Passava o dia daqui pra lá, de lá pra cá entregando vasos, buquês e arranjos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, além das flores, o que ele gostava mesmo era de ver os rostos emocionados, surpresos e, vez ou outra, até tristes, ao receberem as flores e abrirem os cartões. Sim, os cartões. Essa era sua verdadeira paixão. Tão apaixonado era, que sempre lia os escritos antes de entregá-los, só para saber o que de tão bom havia ali. E ficava imaginando qual seria a reação de quem o recebesse. Afinal, ele nunca tinha mandado, tampouco recebido flores e, por isso, não fazia idéia do que vinha escrito naqueles pequenos pedaços de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, a partir disso, descobriu um novo mundo. Cheio de paixões, de palavras bonitas, de histórias de amor, poemas e promessas de uma vida cheia de aventuras e romances eternos. Vez ou outra alguns cartões vinham mais apimentados, com frases sobre noites de amor e corpos em chamas. Mas nada que o deixasse sem graça. Só não gostava de ler os cartões de pêsames. Esses eram demasiadamente tristes e sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os de amor! Ah, como eram belos. E lendo, ele fantasiava como seria o dia em que mandaria seu primeiro buquê a uma linda e amada garota. Rosas vermelhas, copos de leite brancos, flores do campo, girassóis e junto um cartão cheio de palavras apaixonadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardava frases de um, retirava versos de outro e ia juntando tudo para, quando chegasse a sua vez pudesse escrever as palavras mais bonitas possíveis. Afinal, seu amor também seria o mais bonito possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o dia em que encontrou o melhor cartão da sua vida. Aquele em que não seria preciso retirar nenhuma palavra, letra, linha, ou qualquer coisa. Nem mesmo se houvesse qualquer tipo de erro ali. Fosse gramatical ou conceitual. Nada deveria ser mudado. O que ali estava escrito era, simplesmente, tudo o que ele gostaria de dizer para alguém. Mesmo que de forma tão inusitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início ele estranhou bastante aquele presente. Um vaso com um cacto. Coisa mais feia era o tal do cacto. Pequeno, verde, espinhento, sem vida, sem alegria. Só aquela coisa minúscula, meio retorcida dentro do vasinho. Quem era o apaixonado que mandaria um cacto à apaixonada? Não poderiam ser flores de um casal, aquelas. Já estava pressentindo que ao abrir o cartão se decepcionaria com frases do tipo: “Felicidades pela nova casa”, “Parabéns pela promoção”, ou “Você é seco e sem vida como essa planta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, naquele envelope ele descobriu uma das coisas mais impressionantes que tinha aprendido depois de tanto tempo trabalhando com as flores. O cartão dizia assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu Deus, onde fui amarrar minha égua? Eu aqui esperando lindas flores em um dia especial. Esperando por um buquê de rosas, ou um arranjo de lírios, quem sabe até uma orquídea, mas não! Eu recebo justamente um cacto. Pequeno, seco, sem-graça. Por que é que eu fui arrumar um namorado tão estranho?, é o que você deve estar pensando nesse momento, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, mas saiba você que o cacto é uma planta linda, que pode dar as flores mais bonitas que existem. E sabe por que são as mais bonitas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque brotam justamente de onde ninguém espera. E o inesperado é sempre muito mais surpreendente. São mais bonitas porque ninguém acredita que saia, do meio de espinhos, algo tão singelo e delicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, elas não brotam assim, de repente, sem mais nem menos. Elas precisam de cuidado, carinho, admiração atenção. Muita atenção para surgirem com toda sua beleza. E o que isso tem a ver com a gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem a ver porque é exatamente o que espero que aconteça conosco. Atenção, carinho, cuidado, admiração, respeito, amizade. Tudo isso para que nós sejamos como a flor do cacto. De onde todos esperam apenas a aspereza do espinho, surja a beleza da flor. Vem comigo?”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;E ele chorou. E entregou as flores para aquela menina chorando. E chorou mais ainda ao ver o seu lindo sorriso. E foi embora ainda com lágrimas escorrendo pelo rosto, sonhando com o dia em que deixaria de ser apenas um cacto seco, para encontrar seu amor e ver brotar muitas e muitas flores.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-2321486461291998044?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/2321486461291998044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/09/o-carto.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2321486461291998044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2321486461291998044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/09/o-carto.html' title='O Cartão'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-2433367069521574141</id><published>2007-09-19T11:45:00.000-03:00</published><updated>2007-09-19T11:46:33.382-03:00</updated><title type='text'>A Ordem Natural das Coisas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Eles se conheceram, gostaram um do outro, apaixonaram-se e depois tudo virou amor, segundo ele. Para ela, não. Primeiro foi a paixão, depois conheceram-se, aí veio o gostar e por último o amor. E será que existe mesmo uma ordem para esse tipo de coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não dava o braço a torcer. Dizia ser impossível apaixonar-se por alguém sem antes conhecer a pessoa. “Como posso simplesmente olhar para alguém, sem saber nada dela. Nem mesmo seu nome. Não dá!”, pensava. Para ele, a paixão vinha com o conhecimento, a intimidade, a vida vivida dia-a-dia. Não existia amor à primeira vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela discordava. Jurava de pés juntos e a todos os santos que tinha se apaixonado por ele desde a primeira troca de olhar. “A paixão é assim. Acontece quando a gente menos espera, em um momento quando nem imaginamos que iríamos nos apaixonar”, defende. Era uma romântica inveterada, daquelas que sonhavam com o príncipe que viria a cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem poderia dizer que algum dos dois estava errado? Quem poderia estabelecer a ordem certa para a vida? Apresentação, gosto, paixão, amor. Amor, paixão, gosto, intimidade. Amizade, intimidade, paixão, amor. Alguém pode me definir o certo? Há mesmo uma fórmula para isso? Não dá para dizer que é um ciclo, como o da água que evapora, transforma-se em nuvem, cai em forma de chuva e volta a evaporar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;É certo que os dois não se entendiam. Um dizia que a ordem era essa e o outro dizia ser aquela. E nesse desentendimento os dois seguiam. Mas seguiam sabendo que não importava o que tinha vindo primeiro, se o ovo, ou a galinha. Para os dois, o que valia a pena era o amor que sentiam. Afinal, quem se importava com a seqüência dos acontecimentos se no fim tudo tinha dado certo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-2433367069521574141?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/2433367069521574141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/09/ordem-natural-das-coisas.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2433367069521574141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2433367069521574141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/09/ordem-natural-das-coisas.html' title='A Ordem Natural das Coisas'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-8528311043654570721</id><published>2007-09-05T00:12:00.000-03:00</published><updated>2007-09-05T10:48:17.831-03:00</updated><title type='text'>Doeu</title><content type='html'>No fogo ou na água, o amor que queimava aquela moça era sempre algo interessante de se admirar. Conservava uma cara de paisagem. O mundo da lua lhe visitava sem que ela tirasse os pés do chão ou movesse os olhos ao redor, para olhar o movimento dos carros, dos pássaros, das pessoas que ali sorriam, choravam e amavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada atraía a doce e romântica-jovem-dos-cabelos-loiros mais que o seu amado. Às 18h, sempre, sentava num banco, ao lado de uma ávore esculhambada pela seca e esperava. Minutos depois, saía de lá. Mãos dadas, passos sincronizados, sorriso no rosto e uma alma leve, como formando em dia de colação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração que agora ardia, ardia pelo tanto que já doeu. Aquela pequena nunca encontrara alguém que prestasse. Que a tratasse com dignidade e lhe desse esperança de que dali sairia um lance que a fizesse bater aos mãos para os pais e dizer que agora cuidaria da sua vida. Via naquele bom homem um ser notadamente ideal. Ele concordava e respondia com mais amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que amor demais por vezes ultrapassa a perigosa linha que separa a razão romântica da obsessão. No começo, tudo era lindo. Do meio pro fim, nem tanto. As crises de ciúmes que ele deflagrava corroíam o sentimento, embora nunca questionassem a validade daquela relação. Amar, para aquela menina loira, de olhos azuis e traços mal feitos, importava, até debaixo de crises.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com um tempo tudo foi mudando. Ele tornou-se agressivo. A fez mudar de banco, porque, onde geralmente o esperava, passavam rapazes da faculdade abanando a mão ou parando pra trocar uma idéia qualquer. Um dia, chegou e a viu ao lado de um amigo. Ambos procuravam um livro dentro da mochila, de pé, em frente ao tal banco. O namorado obcecado não pensou duas vezes. Partiu pra cima do jovem e quebrou-lhe dois dentes com um soco certeiro que rasgou seu punho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostras como essa são até simples perto de todas as maledicências que já cometera com a namorada. Quando completaram dois anos, ela decidiu que não aguentaria viver mais um dia naquele inferno. Agora, ardia no fogo da angústia, do medo e da impotência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então chegaram em casa numa noite qualquer e ela chamou o rapaz para sentar e explicou a situação. Ao final, pediu que fosse embora para nunca mais voltar. Ele sequer se ajoelhou para implorar perdão e dizer que mudaria. Afinal, já fizera isso umas três vezes e não moveu uma palha após o perdão. Então, fechou a cara com uma tristeza que surgiu de dentro do peito e foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltou no outro dia, para ser mal recebido e outra vez rejeitado. No segundo dia também apareceu e passou a vir todas as tardes. Foi renegado em todas as ocasiões. Desistiu e, no décimo dia, sequestrou a menina na saída da faculdade. Colocou-a dentro de um carro e a levou pra longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou num terreno qualquer, jogou-a no chão e começou a desfiar xingamentos enquanto tirava o cinto para baixar as calças. Depois do último tapa, que sujou sua mão com o sangue da boca e nariz da ex-namorada, deitou por cima dela, abriu suas pernas e penetrou com uma violência que até então não combinava com a peculiar delicadeza. Ficaram ali, os dois, por uns 10 minutos. Ela desmaiou. Ele foi embora, mas deixou um bilhete: “Para não me ver nunca mais, basta ficar calada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momentos depois, o garoto da mochila encontra a amiga jogada no chão. Ele a havia seguido, porque viu um homem encapuzado, de carro estranho, levá-la de perto da faculdade. Ele se aproxima e pergunta, assustado: “Quem foi? Quem foi?”. Ela amassa o bilhete rapidamente, esconde na palma e responde: “Não sei. Ele não tirou o capuz”. O rapaz insiste em levá-la para o hospital. As sirenes da polícia estão cada vez mais próximas, atendendo ao chamado do colega. “Não! Me leve pra casa. Eu só quer ir pra casa”. E os dois, se escondendo da polícia, partiram em silêncio. Ela, de cabeça baixa, via as lágrimas pingarem o chão e sentia a certeza de que jamais amaria alguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-8528311043654570721?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/8528311043654570721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/09/doeu.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8528311043654570721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8528311043654570721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/09/doeu.html' title='Doeu'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-3612861906040655425</id><published>2007-08-30T15:06:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T15:17:05.961-03:00</updated><title type='text'>Somos Todos Drogados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O maior vício do ser humano é outro ser humano. Nenhuma substância pode ser mais entorpecente do que aquela por quem se tem um desejo mais forte que sua própria força. E para esse mal não há sequer uma clínica, ou tratamento capaz de evitar as tão dolorosas crises de abstinência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não vai escapar dessa situação. Não pense que estou falando apenas de paixão, e você como o maior dos insensíveis acha que jamais irá se apaixonar. Não pense como pensam as mães dos jovens que começam fumando maconha e acabam morrendo de overdose de heroína: “Comigo não vai acontecer”. Não pense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois estamos todos sujeitos a ficarmos viciados em alguém. Seja um amor juvenil, um amigo para toda a vida, ou um parente próximo. Você, sem dúvida, ainda não percebeu, mas é viciado em alguém. Um amigo, mãe, pai, irmãos. Qualquer um deles pode ser a sua droga, a sua dor, a sua dependência, o seu medo de perda. E também não vá achando que agora que acordou para o problema, conseguirá se livrar da situação. Não. Não é tão simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquele amigo que por mais que você se afaste, sempre volta? Você é a droga dele e, muito provavelmente, ele também é a sua. E mesmo com muita tentativa, não vai ser agora que sumirão das vidas um do outro, achando que estarão livres do vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que não a sua mãe? Mesmo grande, independente, de barba na cara, você acha que conseguiu se desvencilhar dela? Jamais. As mães são drogas eternas e não fazem tanto mal. Assim como a cafeína. Se você largar, terá dor de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O PIOR –&lt;/strong&gt; Como já disse, não existe tratamento para a crise de abstinência, nesse caso, também chamada de saudade. Quando você não tem por perto a sua droga, dá uma dor danada. É uma falta que se sente, como se faltasse parte de você. É uma falta de si mesmo. Uma ausência do outro, que se traduz em uma perda de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A droga do amor, companheiro, é como respirar. Não dá para viver sem. Não dá. E se você tenta, é também como tentar ficar sem respirar. Dá para segurar uns segundos; alguns, seguram por minutos. Mas o instinto de sobrevivência fala mais alto e você acaba soltando a respiração. E volta a encher os pulmões de ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois quando você pensa que pode escapar do vício da paixão, ele vem e te acerta bem no meio do peito com a danada da saudade. E você luta para não ir atrás da droga. Prende a respiração. Consegue por pouco tempo e logo depois, volta a encher o peito de paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você, insensível. Você, intocável. Você, inapaixonável (existe este termo?). Você não saberá o que é o pior do vício. Difícil dizer se isso é bom, ou ruim. Mas é fato, que você não saberá. Você não sentirá o que é perder a droga mais gostosa de se usar. Aquela que “te dá onda” só de pensar. Ou ouvir, cheirar, tomar, sentir, possuir.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa abstinência-saudade, caro amigo, você nunca sentirá. E insisto em dizer que não sei se te digo isso com um sorriso, ou com uma lágrima no rosto. Mas dessa crise, que te faz chorar, te faz enlouquecer e te faz até pensar em usar outras drogas, você não provará. Porque só um grande amor perdido é capaz de fazer com que alguém sinta a verdadeira dor da saudade. Essa maldita saudade. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-3612861906040655425?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/3612861906040655425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/08/somos-todos-drogados.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3612861906040655425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3612861906040655425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/08/somos-todos-drogados.html' title='Somos Todos Drogados'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-3441427089542548742</id><published>2007-08-26T16:06:00.000-03:00</published><updated>2007-08-26T16:17:12.052-03:00</updated><title type='text'>Perto demais</title><content type='html'>Aquele espaço realmente não era apropriado para tal loucura. Ele chegou primeiro. Escolheu o assento no canto, longe da passagem de olhos curiosos. Longe de conhecidos, próximos, longe da vida que insistia em sufocá-lo e indicá-lo descaminhos, de amor, sobreturo. Ficou ali uns 15 minutos. Ela não chegava. A sala já estava escura. O trailler começava. Um pouco vazia, aquela sessão seria ótima. Mas não sem ela ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardou mais uns cinco minutos. Julia Roberts encontrar-se com Jude Law. Ele precisava de fotos. E ela precisava ganhar dinheiro as tirando e cobrando por elas. As cenas de Perto Demais pouco importavam. Só incomodava mesmo aquela ausência, sentida na pele e na alma por muitos dias, que agora se fazia latente e chata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sair de casa, &lt;a href="http://www.cacomigo.blogger.com.br/maos%20dadas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 269px; CURSOR: hand" height="163" alt="" src="http://www.cacomigo.blogger.com.br/maos%20dadas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ele avisou: minha mulher estará fora, na casa da mãe. Disse que vou ao cinema, já que não faço isso há um tempão. Hoje é um bom dia para nos encontrar-mos. Ela concordou. Avisou que seu marido precisou fazer uma viagem rápida, de um dia, e também iria ao cinema e ao seu encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que são casados, vivem numa cidade pequena e correm sério risco de serem pegos uma ou outra hora. Combinaram então assim: ele chegaria primeiro, sentaria em um assento qualquer e a aguardaria. Ela teria uma chegada mais discreta. Entraria na sala quando as luzes já tivessem apagado e o filme começado. Sentaria despretenciosamente ao seu lado, como se estivesse ali um desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não combinaram, entretanto, como um acharia o outro. Ele estava na grande sala, esperando por ela. Mas só as luzes da tela e o brilho dos atores iluminavam as dezenas de poltronas. E isso não bastava. Principalmente em se tratando de um filme que fere a ilusão do amor eterno e banaliza a traição, inserindo-a no cotidiano das pessoas sem tomar conhecimento de que alguém ainda acredita que pode ficar ao lado de outra pela vida toda, sem traições ou novas paixões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo baboseira. Eles próprios não poderiam acreditar no amor eterno. Por seus respectivos, o amor já diminuir&lt;a href="http://www.pikiki.com/wp-content/lagrimas.jpg"&gt;&lt;/a&gt;a e seria facilmente assassinado. Mas sentiam que com eles era diferente. Faltava apenas tempo e espaço. Não tinham isso. Eis ai a razão do encontro no cinema, local público e perigoso. Queriam eles ter um dia de namorados, andar de mãos dadas. Queriam eles abandonar as suas famílias e se aventurar no novo. Faltava, no entanto, coragem de destruir o que demoraram para construir e de recomeçar. Não conseguiam isso e viviam de aperitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 minutos de filme. Nada dela. Alguma coisa poderia ter acontecido. Ele resolveu olhar para frente, acreditar que ela não viria e tentar conter a frustração. Começou a enten&lt;a href="http://www.pikiki.com/wp-content/lagrimas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand" height="208" alt="" src="http://www.pikiki.com/wp-content/lagrimas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;der a história. Por um momento, decifrou todo o enredo e não gostou nada do que lhe foi revelado. A confusão amorosa ali descrita é, desesperadamente, parecida com o que ele vivia naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misturou-se então um sentimento de culpa, apego, saudade, alegria e tristeza. Sua vida não estava boa. A dela também não. Sem querer, uma lágrima desceu do canto do seu olho, percorrendo a face até parar no seu lábio. No filme, em sua frente, Jude Law chorava a perda de um amor que só complicou sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fechou os olhos, apertando para conter mais lágrimas que se anunciavam e sentiu uma mão macia tocar-lhe perto da testa e descer pelo rosto, seguindo o rastro de seu choro. Atravessou a face e, molhada, a mesma mão deitou em seu ombro, enxugando-se em sua camisa. Era ela. Estava na poltrona de trás. Ele pegou sua mão e apertou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam ali, fisicamente distante para namorados em pleno cinema. Mas, envoltos em amor e limitados pela vida, sentiam-se perto demais. E passaram o resto da sessão de mãos atadas, atados a dúvidas, culpa, medo e uma enorme felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-3441427089542548742?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/3441427089542548742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/08/perto-demais.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3441427089542548742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3441427089542548742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/08/perto-demais.html' title='Perto demais'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-2343895052020253747</id><published>2007-08-16T21:15:00.000-03:00</published><updated>2007-08-16T21:16:26.771-03:00</updated><title type='text'>REC</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela maquiava-se sentada em frente ao espelho. Primeiro, uma base para esconder algumas imperfeições no rosto. As olheiras, uma mancha de sol no nariz e uma espinha que insistia em aparecer no canto da boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio o batom. Uma cor suave, quase imperceptível. Depois o gloss para dar brilho. O pincel acariciava levemente seus lábios num vai e vem ritmado. Pinçou, então, as sobrancelhas. Os fios mais rebeldes foram embora deixando um fino rastro de pelos. Passou, por último, o rímel nos cílios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espelho observava pacientemente cada movimento. E quando digo que observava, é porque até mesmo o reflexo dela ficou paralisado com aquela cena, tamanha beleza e delicadeza contida nos gestos daquela moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirou a toalha da cabeça e deixou cair sobre os ombros os cabelos, ainda um pouco molhados. Negros, lisos, leves. Parecia uma propaganda de xampu. Penteou-os com cuidado. Fio a fio, cada um recebeu o carinho da escova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se da cadeira. Nua. O espelho quase se despedaçou. Não porque fosse feia, muito pelo contrário. Mas é que se fosse possível a um espelho ter sentimentos, aquele iria, com certeza, ser quebrado. Afinal, como vocês se sentiriam se pudessem, como ele, vê-la e refleti-la, mas não pudessem toca-la? Morreriam, não? Pois é, foi o que quis aquele pobre espelho: virar cacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestiu-se lentamente. Primeiro a calcinha, depois o sutiã e por último o vestido. Era discreto, na cor preta, daqueles que em dias de ventania ficaria esvoaçante. Ainda realçava, no decote em formato de V, os belos seios daquela moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu uma última volta para conferir se estava tudo em ordem. Retocou o rímel nos olhos. Ouviu a buzina tocando lá em baixo. Calçou as sandálias, apagou as luzes e saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espelho passou a refletir apenas a escuridão. E se, mais uma vez, fosse possível a um espelho ter e expressar sentimentos, com certeza veríamos lágrimas de tristeza escorrendo de seus olhos. Pobre espelho. Pode ver, pode refletir, mas não faz nada além disso. Se ninguém estiver em sua frente, não tem vida. Não tem memória, nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa é a vantagem de ser uma máquina filmadora. Mesmo velha, encostada em um canto da estante no canto do quarto, ainda posso gravar cada belo momento dessa vida. E depois de gravado, repriso por quantas vezes quiser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-2343895052020253747?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/2343895052020253747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/08/rec.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2343895052020253747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2343895052020253747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/08/rec.html' title='REC'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-6524105778890742727</id><published>2007-08-14T10:02:00.000-03:00</published><updated>2007-08-14T10:03:17.985-03:00</updated><title type='text'>Crise de Ciúmes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- E daí? Eu não quero saber desse nhénhénhém aí, não!&lt;br /&gt;- E daí que isso é importante para mim. E eu não vou abrir mão disso.&lt;br /&gt;- Pois saiba que, desse jeito, você é quem vai sair perdendo.&lt;br /&gt;- Quem te disse isso? Por que você acha que eu vou perder alguma coisa? Se quer saber, eu penso exatamente o contrário. Acho que estou é ganhando. Perderia se agisse como você quer.&lt;br /&gt;- O que você não percebe é que vai perder a mim.&lt;br /&gt;- Perder você? Por quê?&lt;br /&gt;- Porque já disse que não quero saber dessa sua historinha aí com esse cara.&lt;br /&gt;- “Esse cara”? Presta atenção! Olha só de quem você está falando.&lt;br /&gt;- É “esse cara” mesmo! Você já está toda amiguinha dele e eu não gosto disso.&lt;br /&gt;- Olha, eu não vou nem responder...&lt;br /&gt;- Isso. Não responde mesmo. Ignora. Finge que não tem nada acontecendo. Deixa ele cheio de gracinhas aí com você.&lt;br /&gt;- Você é que não vê o tamanho do absurdo que você está falando.&lt;br /&gt;- Absurdo? Você acha que eu estou falando absurdo? Absurdo é você ficar cheia de graça para esse cara. Ainda ri das coisas que ele fala. Concorda. Faz o que ele diz. Conta novidades, como se ele fosse seu melhor amigo.&lt;br /&gt;- E se ele for o meu melhor amigo? Ou vier a ser? Você é que não consegue entender isso.&lt;br /&gt;- Se ele virar seu melhor amigo eu deixo de ser seu namorado.&lt;br /&gt;- Isso é uma ameaça? Não prometa coisas que você não vai poder cumprir depois, hein? Eu ainda não me esqueci daquela noite em que você prometeu uma viagem de navio e até hoje não ouvi falar nem do bote salva-vidas.&lt;br /&gt;- É uma ameaça sim! Aliás, mais que uma ameaça. É uma certeza.&lt;br /&gt;- E por que você está com tanta raiva dele assim? O que ele fez pra você? Você nunca nem falou com ele. Só o conhece de vista. Ta com medo de quê?&lt;br /&gt;- Eu sei do que um homem é capaz. E é mais do que lógico que ele é apaixonado por você.&lt;br /&gt;- E daí? Não é por isso que eu vou ser apaixonada por ele... você está com medo dele, ou de mim?&lt;br /&gt;- Dele, lógico...&lt;br /&gt;- Certeza?&lt;br /&gt;- Claro!&lt;br /&gt;- Não parece.&lt;br /&gt;- Não tenho razão para ter medo de você.&lt;br /&gt;- E de você?&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Acho que você está com medo de você mesmo. De não dar mais conta do recado aqui.&lt;br /&gt;- Você está louca? Olha o absurdo que você está falando!&lt;br /&gt;- Absurdo é você ter ciúmes do meu personal trainer. Ainda mais de um personal gay...&lt;br /&gt;- Gay?&lt;br /&gt;- É, gay. Aliás, ele te acha uma loucura... quem tinha que ter ciúmes era eu!&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-6524105778890742727?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/6524105778890742727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/08/crise-de-cimes.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6524105778890742727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/6524105778890742727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/08/crise-de-cimes.html' title='Crise de Ciúmes'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-2105035768067709463</id><published>2007-08-08T23:34:00.000-03:00</published><updated>2007-08-09T10:31:32.165-03:00</updated><title type='text'>Sob domínio da bala</title><content type='html'>O Ford Ka tinha uma semana. Andava por todas as festas da cidade. Levava amigos e mulheres. Mas, sobretudo, amigos solteiros à procura de farra. O haviam comprado em algumas dezenas de prestações. Terminariam de pagá-lo só dali a anos. Mas nem precisou. O carro morreu antes, depois que o rapaz perdeu a noção e, o carango, o sentido e a capacitade de transitar por ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das últimas noites que Marcelão, como era chamado, dirigia o carro, foi atacado de lado por um Escorte velho, caindo aos pedaços. A batida parou o Kazinho e fincou suas rodas no chão. Arrebentou a lateral e quebrou o eixo. Uma fatalidade. Parou o veículo, desceu e lamentou o ocorrido. O cara do Escorte fez barberagem, mas se sentia o dono da razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é que tu anda no meio da pista, seu louco?, gritou.&lt;br /&gt;- Ando no meio da pista é o caralho! Eu só fiz o balão e tu te meteu no meio, respondeu Marcelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro atacante quase se despedaça todo. Era velho demais. Marcelo, impaciente, queria resolver logo tudo e seguir pra festa. Estava puto porque, 30 segundos antes de fazer o balão, tinha tomando uma bala pra seguir em frente a noite toda. Ele e o amigo que estava do seu lado. Os dois queriam chegar na boate no clima, exaltados com a droga, novidade na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que “o filho da puta” do Escorte continuava achando que voava na razão e insistiu em chamar a polícia. O amigo do Celão tentou demovê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rapaz, não precisa. Nosso carro nem sai mais do lugar. Vamos embora e depois a gente resolve isso.&lt;br /&gt;- Depois nada. Vamos fazer a perícia e ver quem está certo. Você andava no meio das duas pistas. Não devia fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara parecia mais louco que os dois componentes do Ford Ka juntos. Lógico que ele estava errado. Mas insistia na tese de que detinha toda e qualquer preferência ao entrar naquele balão. Coisa de maluco que transita na cidade uma hora da matina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a polícia chegou, uns 10 minutos depois do acontecido, os corpos de Celão e seu amigo já se movimentavam involuntariamente. Os dois pés despisavam o chão com frenesi, pensavam no trance e davam uns pulinhos sem querer. Mas ainda tinham que conversar com a polícia, sob efeito do êxtase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o maluco do Escorte conversava com o guarda, tentando convencê-lo de que ele é que estava certo, os dois amigos pensavam na boate, nas meninas e no que seria daquela lombra, recém chegada em suas respectivas mentes. Estavam no lugar errado, com as pessoas erradas e fazendo as coisas erradas. Só quando escutaram um grito do outro lado da pista é que perceberam que ainda tinham função mais importante do que curtir um trance. “Ei, vocês! Venham aqui, por gentileza!”, gritou um dos canas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos ficaram na dúvida. Um jogou para o outro a responsabilidade de falar com o guarda. “Vai tu!”. “Não, vai tu”. “Eu não vou!”. E enfim decidiram: “Então vamos os dois, porra!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram juntos e começaram o discurso. Enquanto um falava, o outro mexia as pernas e começava a rir. Ria baixo, de rosto virado, para que ninguém percebesse. Até que Celão, que falava com o guarda, percebeu a graça provocada pela bala e não se conteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu guarda, precisamos ir. Não temos condições de ficar aqui, disse, sorrindo.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Porque esse carro é do meu irmão. Eu peguei escondido e agora tenho que ir embora, mentiu.&lt;br /&gt;- E qual é a graça?&lt;br /&gt;- Porque esse palhaço vive fazendo merda, desconversou, apontando para o amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E iniciaram uma sessão de gargalhadas que assustou os três guardas. Pararam uns dois minutos depois, quando os canas iniciaram uma revista profunda no Kazinho, super desconfiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte que não encontraram nada. Já tinham fumado o baseado da noite e tomado as balas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oha, a perícia tá feita, mas vocês terão que tirar esse carro daqui.&lt;br /&gt;- Mas ele não anda seu guarda.&lt;br /&gt;- Então empurrem até aquele estacionamento ali e aguardem o guicho, disse um dos canas, louco pra ir embora.&lt;br /&gt;- Tá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo tirou o time. Só ficaram os dois, loucos de bala e a fim de curtir a noite forte. Resolveram então deixar o carro lá, de vidros quebrados e porta entreaberta. Pegaram um taxi e foram pra boate. Curtiram o final do efeito da droga. Lá conseguiram mais. Amanhaceram dançando, depois foram beber na praia e ficaram por lá até o meio do dia. Só então foram pra casa. Dormiram o domingão inteiro. Esqueceram do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando lembraram, não havia mais carro. Apenas uma lata, sem banco, sem para-choques, sem som, sem vidros e sem várias partes do motor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celão tentava lembrar da noite inteira. Recapitulou os fatos e pôs os pés no chão. Lembrou que a vida é difícil e começou a pensar numa boa desculpa para dar aos pais, que lhe deram o carro de presente, no maior esforço, financiado a perder de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro acabou e meus problemas começaram, pensou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-2105035768067709463?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/2105035768067709463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/08/sob-domnio-da-bala.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2105035768067709463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/2105035768067709463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/08/sob-domnio-da-bala.html' title='Sob domínio da bala'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-5718127402177161383</id><published>2007-08-06T09:10:00.000-03:00</published><updated>2007-08-06T09:12:05.966-03:00</updated><title type='text'>Matemática</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Divisão, pelo menos até aquele momento, era apenas uma operação matemática. Podia ser simples, como dividir dez por cinco, ou um pouco mais complexa como sete por quatro. Mas enfim, nada que uma calculadora não resolvesse, ainda mais com toda essa tecnologia disponível ao alcance das mãos. Era assim que ela pensava. Principalmente ela, que sempre teve facilidade com números. Aos sete anos já sabia de cor e salteado a tabuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa era a única idéia que ela tinha sobre a divisão. Puramente matemático, nada relacionado às emoções. O mais próximo que o ato de dividir tinha chegado ao seu coração foi uma vez em que, ainda pequena, teve de repartir a merenda e o chocolate com a colega de sala que não tinha lanche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ter o próprio coração dividido era algo que ela não imaginava. Pelo menos não até aquela tarde de domingo. Um dia um tanto esquisito, é verdade. Aliás, um típico dia brasiliense. O frio seco e cortante pela manhã, o sol que maltrata ao meio-dia e a tarde cinzenta, ora quente, ora fria. Sensações estas que pareciam com as do seu coração e barriga ao ver, no mesmo local, o seu atual-ex amor e o seu ex-atual amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confuso? Sim, muito confuso. Na verdade, nem ela mesma entendia quem era o quê. É fato que naquele dia nenhum dos dois era oficialmente o seu namorado. Ambos eram ex. Mas também era certo que ela não tinha deixado de amá-los. E por isso sentia-se dividida. E por isso o coração quente e a barriga gelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia a quem escolher. Não tinha certeza se queria a altura, a pele negra, os cabelos trançados, a voz grossa e os olhos claros que lhe traziam calma, serenidade e muitos sorrisos; ou se preferia a força, a pele branca, os cabelos lisos e dourados, o tom de certeza, confiança e clareza nas palavras, apesar da loucura de garoto rebelde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que ela não sabia o que queria. Um tinha sido seu companheiro por muito tempo, vivido muitos momentos e passado por muitos problemas. O fim do romance foi calmo, mas, ao mesmo tempo, conturbado. Muitas coisas ditas da boca pra fora. Muitas outras não ditas. Raiva, choro, saudade, boas e más lembranças, abraços, pedidos, sentimentos, desejos, indagações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo era mais recente. Uma paixão que apareceu do nada e foi ao tudo em pouco tempo. Mas depois retornou ao nada e novamente chegou ao tudo e nesse efeito gangorra acabou se perdendo. Foi menos traumático, se é que se pode dizer que um fim de relacionamento não é trauma. Mas a confiança daquele rapaz e a paz que ele transmitia fizeram com que as coisas fossem menos dolorosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela, ali, entre um e outro, sentindo-se como um solitário ipê em meio ao gramado da Esplanada dos Ministérios. Sem nenhuma calculadora que pudesse ajudá-la a resolver aquela operação. Por que será que ainda não inventaram uma fórmula para resolver as equações do coração?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, ela não sabia. E ali, perdida entre os dois. Disputada feito cabo de guerra, preferiu relaxar, curtir a música e observar o sol se pondo atrás da Torre de TV. Afinal, na escola, quando ela não conseguia resolver o exercício bastava ir ao fim do livro e encontrar todas as respostas. Ela então, esperaria chegar o fim do seu livro de amor, e com ele a resposta que tanto procurava.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-5718127402177161383?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/5718127402177161383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/08/matemtica.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/5718127402177161383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/5718127402177161383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/08/matemtica.html' title='Matemática'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-8656469571325416136</id><published>2007-08-02T00:42:00.000-03:00</published><updated>2007-08-02T01:00:14.240-03:00</updated><title type='text'>Último dia</title><content type='html'>A chave que tocava o copo soava como um sino. A vodka já ultrapassava o efeito máximo. Ele passara da tristeza pra euforia e agora permeava a disolação. Vivia num mundo de bêbados. Todos com um copo na mão a procurar um parceiro. Era triste porque era tímido. Era tímido porque se achava diferente. E se achava diferente porque era gay. O mundo na porra desse lugar não me cabe, dizia, atacando a pequena cidade onde vivia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas o olhavam de lado, com desprezo. Tudo normal para uma terra conservadora. Mas aquilo o incomodava. Batia no fundo da alma, perfurando as idéias. Por isso, tentara se matar duas vezes. A primeira com remédios. A segunda, enforcado. Amarrou um lençol na base do telhado, subiu numa escada e sentiu um leve aperto no pescoço. Mas doeu mesmo a bunda e a cabeça. O telhado cedeu e ele caiu seco. Um pedaço de telha terminou de quebrar bem na sua testa, embaralhando ainda mais as idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentativa frustrada o fez largar o trabalho na mercearia. Resolveu faltar e foi pro bar. Decidiu que nada melhor na vida do que beber triste. Foi o que fez, durante sete horas seguidas. Quando não aguentar mais a disolação e a cabeça não conseguia mais martelar pensamentos, parou e começou a perceber o movimento da chave contra o copo de vodka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou uns 15 minutos de cabeça baixa. Tudo rodava. Quando resolveu levantar a cabeça pra pedir mais uma, alguém puxou a cadeira e sentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- Como vai?&lt;br /&gt;- Eu? Bem. Mas você parece querer morrer.&lt;br /&gt;- Já tive vontade maior.&lt;br /&gt;- Olha, rapaz, não quero te fazer feliz não, mas você não está sozinho nessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem via dois jovens de olhos puxados na sua frente. Usava uma camisa quadriculada, com os primeiros botões abertos. Dava pra se ver os pelos ainda tímidos saindo do peito. “Não enche”, respondeu. “Sou veado mas não preciso de consolo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisava sim. E o rapaz do corpo atlético e camisa quadriculada pegou sua mão, apertou: “Você tá sozinho, sua bicha, não vem bancar o forte que sei que és mais frágil que capim seco. Estou aqui pra ficar junto de você e lutar contra a merda desse lugar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntos, tomaram mais três doses e saíram do bar. Um não entendia o outro. O suicida pensava pouco. Só admitia que a vida é uma merda porque não é previsível. Sentia naquele momento mais uma oportunidade pra odiar tudo que passou. Tinha em sua frente a surpresa da noite, mas não gostou da forma como tudo aconteceu. Talvez porque estivesse bêbado. Mesmo assim, se sentia atraído pela firmeza daquele garoto. E imaginou que poderia se apaixonar e viver melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram então numa casa abandonada. Encostaram na parede e a iniciativa veio do mais novo. Levou a mão por entre as coxas do outro e apertou forte. Aquele que era triste agora agarrava o pescoço do estranho para dar-lhe com a língua em seus dentes, apertar-lhe a bunda para, em seguida, baixar as calças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem tirou a camisa, deu uma volta em seu pescoço e perguntou: “Lembra-se do Jonas?”. Repetiu a pergunta pela segunda vez e não houve resposta. “Lembra-se do Jonas?”, repetiu, mais alto e mais agressivo. No alto da excitação, a resposta saiu como um gozo. “Claro, aquele garoto é ótimo. Foi pra você também?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto era irmão do jovem José, recém chegado na cidade. “Ele é bom pra mim. Mas eu sou melhor pra ele”. Em poucos segundos aquele que parecia gay e aventureiro tirou uma faca de cozinha da meia e enfiou na barriga do funcionário da mercearia, pressionando e puxando para cima, num movimento vertical e fatal. Tudo foi muito rápido. A parede respingada de sangue só apareceu quando ele caiu aos seus pés, de joelhos, com a camisa quadriculada ainda no pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou de baixo pra cima e sentiu a faca perfurar suas costas. Estava pronto pra morrer. Entendeu que tudo fora uma armação. Um truque bom, cujo final feliz era a morte. Sorriu e disse as últimas palavras: “Obrigado, obrigado”. Morreu com a lembrança do pobre menino que assediava na saída da escola por vários dias e violentara quando, enfim, perdeu as estribeiras. Caiu aliviado. Entregou-se para morte, como queria. E ainda com o próprio sangue nas mãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-8656469571325416136?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/8656469571325416136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/08/ltimo-dia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8656469571325416136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/8656469571325416136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/08/ltimo-dia.html' title='Último dia'/><author><name>Toty Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971386456969158788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-3496762428822433007</id><published>2007-07-30T09:50:00.000-03:00</published><updated>2007-07-30T09:51:16.563-03:00</updated><title type='text'>Na escuridão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela se sentia meio perdida. Deitada em sua cama, no escuro, olhando para o teto. Sentia falta de alguma coisa. E não pense você que era alguém, não. Era uma coisa mesmo. Um objeto, algo com que se divertir antes de o sono chegar. Um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi acostumada, desde pequena, a dormir sempre acompanhada pelas letras. Quando criança, o pai lia para ela as lindas histórias de princesas, castelos, dragões e fadas que floreavam seus sonhos. Depois, já alfabetizada e, portanto, independente no mundo das palavras passou a dormir, inicialmente, acompanhada dos gibis. Mônica, Cascão e Cebolinha traziam aventuras aparentemente bobas, mas que sempre foram vivenciadas como se ela mesma fizesse parte da turma da rua de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, na pré-adolescência, os romances de jovens meninas e rapazes a encantavam e faziam sonhar com o seu príncipe encantado. Não aquele do cavalo branco, como nas histórias de criança. Mas sim o mais bonito do colégio, que jogava futebol e tirava boas notas, que lhe levaria para tomar sorvete na praça e ofereceria uma flor roubada do jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vieram então os dramas adultos e com eles outros romances, aventuras, policiais e por que não – mas só de vez em quando – algumas daquelas belas histórias juvenis que traziam boas recordações. Mas é fato que seu encantamento pelos livros só cresceu. Leituras mais densas, mais carregadas de detalhes, suspense e um pouco de erotismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, agora, ela estava ali. Deitada, sozinha na escuridão. A leitura não lhe fazia companhia. Ela sabia o por que de sua solidão literária e, por isso mesmo, não conseguia acreditar que tenha passado tantas noites insones por um detalhe tão bobo: o abajur queimado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais de mês, a sua fonte de luz noturna tinha estragado. Já era tarde da madrugada, ela já havia adormecido, como de costume, com o livro pousado em seu peito. Acordou com o cheiro forte de queimado. Saía fumaça da base do abajur. Nada que necessitasse de um extintor, mas o suficiente para assustar alguém que já sonhava com viagens pelos mares do sul a bordo de um navio pirata. Bastou tirar o aparelho da tomada e resolveu-se o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, outro problema foi gerado com isso. Surgiu, então, a insônia, a saudade dos livros, das personagens, dos dilemas e dos amores que recheavam as histórias. Um abajur queimado, a razão de tudo. E ela não tomava uma atitude para consertá-lo. Parecia até que tinha deixado de gostar das histórias. Para ela, pior não era perder o sono, mas sim o ritmo dos contos, o fio da meada dos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligar a luz do quarto era algo impensável. Pois, quando sentisse sono, teria que se levantar para apagá-la e a preguiça não permitia isso. Por isso apreciava tanto o abajur, ao alcance de sua mão. Bastava esticar o braço para alcançar o interruptor e criar o breu necessário para seus sonhos literários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, enfim, ela foi ao eletricista. Pousou o abajur sobre o balcão e disse: “Moço, meu abajur queimou”. E naquela mesma noite, ela voltou a dormir. Um sono profundo, repleto de fantasias que só os livros podem nos trazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37799755-3496762428822433007?l=algunsmomentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/feeds/3496762428822433007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/07/na-escurido.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3496762428822433007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37799755/posts/default/3496762428822433007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algunsmomentos.blogspot.com/2007/07/na-escurido.html' title='Na escuridão'/><author><name>Paulo Palavra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03049508023283441348</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-mmtRH8gghF8/Tb8Wx5pD4oI/AAAAAAAAA4o/fTgKNl0c444/s220/IMG_4130.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37799755.post-4090689977499626497</id><published>2007-07-26T00:48:00.000-03:00</published><updated>2007-07-26T11:07:03.345-03:00</updated><title type='text'>O marido e a copiadora</title><content type='html'>A morte se anunciava antes mesmo que ele pudesse levar a mão direita à cintura dela. Fingiu um acidente. Mas acabou despertando o interesse de meio mundo de curiosos que naquela sala estavam. A desconfiança se fez presente não porque aquele homem era por inteiro um atravessador de casamentos. Tinha até um nobre estilo. Andava bem aprumado, discurso alinhado e educação de granfino. Mas, por seu andar de malandro, era o mais comentado no cafezinho da repartição. Sobretudo por homens casados, que a todo custo queriam encher-lhe a cara de bolachas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sorte de Lúcio da Anunciação era que Maria Joaquina, a moça da cintura dura e rebolosa, não estava nem perto do marido. O homem, trabalhador, andava pelo outro lado da cidade. Mexia com corretagem e vivia rondando clientes que, achava ele, tinham dinheiro. Mesmo assim, às 18h10, sempre ao final do expediente, lá estava ele, de olhos esbugalhados, olhando ao redor com semblante de general, pegando os braços da mulher e subindo no ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcio da Anunciação via sempre aquela cena com sarcasmo. Comentava pelos corredores: “Homem bravo é homem corno!”. Talvez no fundo de seu sentido adivinhava que aquele senhor de quarenta anos – e que ganhava mais 10 com o olhar alheio – desconfiava da mulher dia e noite. Principalmente no final da tarde, quando aquele contínuo atravessava seu caminho na saída da repartição, como se viesse do mesmo canto que sua esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que de onde surgia ela, surgia ele. Naquele departamento de pouco mais de 20 funcionários, o grupo resolveu acabar o expediente 20 minutos antes do normal. Por isso, às 17h40 todos tomavam o rumo de casa. Exceto Lúcio e Joaquina. Estes fingiam que dobravam a esquina, mas voltavam para as dependências da repartição. Vazio, o lugar provocava-lhes arrepios na espinha. E quando se tocavam, as abotoaduras parecia
